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Fator “R” no Simples Nacional pode reduzir a carga tributária

O Fator R desempenha um papel crucial no cenário do Simples Nacional, proporcionando às empresas a oportunidade de reduzir sua carga tributária. Este cálculo visa determinar se uma atividade listada no Anexo V pode ser tributada de acordo com as alíquotas mais baixas do Anexo III. Em essência, o Fator R representa um benefício concedido pelo governo para minimizar a carga tributária de determinados negócios.

Para usufruir desse benefício, a empresa deve realizar atividades específicas e garantir que o resultado do cálculo esteja dentro de uma faixa pré-determinada.

O que é o Fator R?

O Fator R é uma alíquota que relaciona os gastos com folha de pagamento ao faturamento bruto da empresa nos últimos 12 meses. Expresso em forma de porcentagem, o Fator R indica quanto do faturamento é destinado ao pagamento de salários, incluindo Pró-Labore, e outros encargos.

A existência do Fator R é particularmente benéfica para as empresas no Simples Nacional que possuem elevados custos com folha de pagamento. Quanto maior o investimento em colaboradores, maior será o Fator R, resultando em uma alíquota mais baixa sobre a empresa.

A determinação do Anexo (Anexo III ou Anexo V) em que a empresa se encaixa é realizada por meio do cálculo do Fator R.

Como calcular o Fator R?

O cálculo do Fator R é simples: divide-se o valor da folha de salários, incluindo pró-labore, salários, FGTS, entre outros, dos últimos 12 meses pelo faturamento dos últimos 12 meses.

Fórmula: Fator R = Folha de salários (em 12 meses) / Receita Bruta (em 12 meses)

Se o resultado for igual ou superior a 28%, a empresa é enquadrada no Anexo III; se for inferior a 28%, está no Anexo V.

É importante ressaltar que este cálculo deve ser realizado mensalmente, oferecendo à empresa a oportunidade de ajustar sua categoria conforme variações no faturamento, uma vez que as alíquotas dos anexos podem variar consideravelmente. Por exemplo, em um mês com faturamento de até R$ 180 mil, a alíquota pode ser de 15,5%, enquanto em outro mês pode ser apenas 6%.

Quais atividades podem se beneficiar do Fator R?

Diversas atividades podem usufruir das vantagens do Fator R, incluindo:

  1. Enfermagem
  2. Fisioterapia
  3. Medicina
  4. Psicologia
  5. Odontologia
  6. Fonoaudiologia
  7. Podologia
  8. Nutricionista
  9. Clínicas de vacinação e bancos de leite
  10. Laboratórios de exames diagnósticos, serviços de tomografia
  11. Veterinário
  12. Academia de atividades físicas, natação, esportes, ioga, dança, artes marciais, etc.
  13. Administração de imóveis
  14. Representação comercial
  15. Arquitetura e urbanismo
  16. Despachantes
  17. Jornalismo e publicidade
  18. Auditoria, consultoria, gestão, organização e economia
  19. Construção de sites
  20. Programas de computadores, licenciamentos, jogos eletrônicos
  21. Leilão, perícia, avaliação
  22. Serviços de tradução, interpretação, comissária de bordo
  23. Agenciamento

Para obter a lista completa de atividades elegíveis, é possível consultar o site da Receita Federal. Em suma, compreender e aproveitar o Fator R pode ser uma estratégia eficaz para empresas que buscam otimizar seus custos tributários no âmbito do Simples Nacional.

Fonte: Gabriel Antônio no tributário.com

Você sabia que pode alterar a propriedade do imóvel no IPTU de Salvador?

Caso o seu imóvel esteja com o nome do antigo proprietário ou nome diverso do seu no boleto do IPTU de Salvador, você poderá solicitar alteração de titularidade junto à SEFAZ, anexando os seguintes documentos:

Solicitação de serviço preenchida e assinada pelo proprietário ou responsável legal(procuração);
CPF ou CNPJ;
Conta consumo da EMBASA;
Certidão de ônus atualizada;
Contrato particular de compra e venda reconhecido firma;
Contrato particular de cessão de direitos sobre o imóvel;
Formal de partilha;
Sentença de usucapião ,transitada em julgado;
Distrato;

Como solicitar esse serviço?

Esse serviço está disponível no Posto Central de Atendimento da SEFAZ na Rua das Vassouras n.01 Térreo.

Segue o link👇

https://www2.sefaz.salvador.ba.gov.br/servicos/carta-de-servicos/alteracao-de-titularidade-do-imovel-propriedade


Você sabia que blocos e entidades de matriz africana não têm isenção de tributos em Salvador?

Pela Lei 9.767/23 aprovada em dezembro, as entidades e organizações socioculturais de matriz africana e indígena, inclusive blocos de travestidos, samba, reggae, percussão e infantil, legalmente constituídos como entidades associativas, sem fins lucrativos, terão que pagar todos os tributos a partir desse ano de 2024: ISS, IPTU, TFF, TRSD. O texto não tem nenhuma previsão de isenção para elas, pois concedeu apenas a remissão dos débitos até o exercício de 2023.

Observem que a Lei 9.767/23 somente permite o cancelamento dos débitos existentes até dezembro de 2023! Se não há nenhuma disposição sobre isenção, nesse ano de 2024, elas serão tributadas normalmente.

Lei 9.767/23
Art .73 Ficam remitidos os créditos tributários das entidades e organizações socioculturais de matriz africana e indígena, inclusive blocos de travestidos, samba, reggae, percussão e infantil, legalmente constituídos como entidades associativas, sem fins lucrativos, incidentes até o exercício de 2023, conforme regulamento, relativamente aos tributos:

I – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS próprio;

II – Taxa de Fiscalização do Funcionamento – TFF;

III – Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU.

Parágrafo único. A remissão prevista neste artigo não ensejará direito à restituição do valor pago e ensejará a extinção das execuções fiscais, sem ônus para as partes.

O que a Lei 9.767/23 incluiu no rol das isenções de IPTU, foi o inciso XIX, referente às cooperativas de materiais recicláveis:

Art.83 Será concedida isenção do imposto em relação ao imóvel:

XIX – utilizado por Cooperativas de Materiais Recicláveis, que atuam no âmbito do Município de Salvador e que estejam devidamente cadastradas junto a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador – LIMPURB, na forma do regulamento.

Há uma norma infralegal, o Decreto 25.795/2015 que desonerou de TLP e ISS pessoas jurídicas de porte mínimo, conforme uma pauta fiscal prevista no Anexo I do Decreto nº 17.120/2007. Entretanto, qualquer isenção só pode ser concedida depois de aprovada pelo legislativo municipal por ser objeto de lei e a Lei 9.767/23 não dispôs sobre a isenção tão almejada pelos blocos carnavalescos.

Desta forma, as organizações de matriz africana e indígena devem ficar atentas à legislação municipal de Salvador e às informações propagadas.

Publicada portaria conjunta da SEFAZ e PGMS sobre a TFF de Salvador

A SECRETARIA DA FAZENDA DO MUNICÍPIO DE SALVADOR, no uso de suas atribuições legais e de acordo com o que estabelece o art. 15, XI, do Regimento Interno da Secretaria Municipal da Fazenda – SEFAZ, aprovado pelo Dec. nº 29.796, de 05 de junho de 2018, e o PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE SALVADOR, no uso de suas atribuições legais e de acordo com o previsto no art. 11, II, do Regimento Interno da Procuradoria Geral do Município de Salvador – PGMS, aprovado pelo Dec. nº 19.391, de 18 de março de 2009,

RESOLVE:

Art. 1º Para fins de lançamento e de cálculo da TFF, a atividade identificada pelo CNAE nº 6619-3/02 somente será considerada quando o prestador dispuser de estrutura administrativa compatível com o exercício da atividade.

§1º A estrutura administrativa compatível com o exercício da atividade poderá ser verificada, exemplificativamente, pelos seguintes critérios:

I – Existência de profissional (is) devidamente certificado(s), nos termos da Resolução CMN nº 4.935/2021;

II – Instalações físicas ou eletrônicas apropriadas para o exercício da atividade;

§2º O ônus da prova quanto à estrutura administrativa compete ao contribuinte.

§3º O disposto no parágrafo anterior não impede a sua apuração, de ofício, no curso da ação fiscal ou do processo administrativo fiscal.

Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, produzindo seus efeitos a partir de 24 de agosto de 2023.

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Confiram o calendário de pagamento da Prefeitura de Salvador

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DOM de Salvador publica os pontos facultativos do Carnaval

Isenção do IR para quem ganha até dois mínimos sai neste mês

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse terça (23) que está em estudo a revisão da tabela de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos. O anúncio deve ser feito até o fim do mês.

A nova tabela vai se adequar ao novo valor do salário mínimo, que passou de R$ 1.320 para R$ 1.412.

“Até o fim do mês a gente vai ter essa conta. Esse mês ainda a gente vai ter a conta, tá bom?”, comentou o ministro ao chegar ao ministério, onde falou com jornalistas.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou o assunto, na rede social X. Lula disse que vai cumprir a promessa de governo de garantir a isenção para o trabalhador que ganha até dois salários mínimos.

“As pessoas que ganham até 2 salários mínimos não vão pagar Imposto de Renda. Nós vamos fazer o que prometemos,” publicou.

Dados da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) apontam que, sem a revisão, quem ganha mais de dois salários voltará a ser tributado, já que a faixa de isenção não teve reajuste e permanece na tabela em R$ 2.112.

Desconto automático

Além disso, também houve um desconto automático de R$ 528 no salário, o que, na prática, deixou a faixa de isenção em R$ 2.640, que era equivalente a dois mínimos em 2023.

Haddad evitou falar se houve acordo para revogar a medida provisória (MP) que reonera a folha de pagamentos de alguns setores da economia. Editada no fim do ano passado, a medida traz a reoneração gradual de 17 setores beneficiados com descontos na na contribuição para a Previdência Social.

Agencia Brasil

Você sabia que imóvel locado à instituição religiosa não paga IPTU em Salvador?

Lei 7.186/06

Art. 83 Será concedida isenção do imposto em relação ao imóvel:

VIII – cedido, a título gratuito, pelo prazo mínimo de cinco anos ininterruptos, locado ou arrendado ao Município do Salvador ou à instituição religiosa de qualquer culto, legalmente constituída, e enquanto nele estiver funcionando um templo.

Professora Karla Borges lança, através do NET, o programa “Você sabia?”

A partir de hoje, os contribuintes de Salvador terão conhecimento de curiosidades sobre a legislação da cidade, através do Programa Você sabia?

Fiquem atentos, nos sigam e mandem sugestões, afinal o NET foi idealizado para oferecer conhecimento tributário à população de forma leve e objetiva.

STJ impede averbação de penhora de bem de família

A penhora de bem de família (imóvel residencial próprio) é um ato inválido, que não se concretiza e não pode ter consequências para o mundo jurídico. Por isso, é inviável a averbação da penhora de bens do tipo em registro público.


TJ-DF havia autorizado registro da penhora, mas STJ considerou esse ato inviável

Com esse entendimento, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça afastou a averbação de uma penhora no registro de imóveis.

O imóvel em questão foi reconhecido como impenhorável em primeira instância. Mais tarde, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) autorizou a averbação (registro), mas proibiu a expropriação do bem na execução.

Os desembargadores entenderam que é possível penhorar um bem de família, mas não transferir sua propriedade como consequência da penhora. Para eles, o credor (no caso concreto, um banco) deve decidir se mantém a averbação, mesmo sem a possibilidade de expropriação.

Dois devedores recorreram ao STJ e alegaram que não é possível averbar a penhora de um bem de família, já que esse tipo de bem é impenhorável.

Prevaleceu o voto da relatora da matéria, ministra Nancy Andrighi. De acordo com ela, “a impenhorabilidade do bem de família não significa somente que o bem não pode ser expropriado para satisfação do credor, mas também que, no processo executório, o imóvel nem mesmo pode ser indicado à penhora”.

A magistrada explicou que “a penhora é um ato executivo instrumental preparatório da execução por expropriação”. Por meio dela, bens do executado são apreendidos e conservados para a expropriação final, que vai satisfazer o crédito.

Ou seja, “a penhora antecede a expropriação”. Assim, se não pode haver penhora de bem de família, também não pode haver expropriação do imóvel.

Segundo Nancy, restringir a averbação da penhora do bem de família para que não haja expropriação é “irrelevante”, porque a penhora não pode ser concretizada nesses casos.

A ministra ainda lembrou que existem outras formas de garantir que o credor consiga obter o crédito sem violar a impenhorabilidade do bem de família. Uma das alternativas é o registro de protesto contra alienação de bens, que apenas informa a pretensão do credor de penhorar o imóvel.

Fontw: STJ

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