Os hospitais brasileiros estão na UTI?
| Nos últimos anos, um fenômeno começou a acontecer no setor de saúde brasileiro: fundadores de hospitais que tinham vendido esses ativos em 2021 recompraram de volta— só que por quase metade do preço. |
| Entre os casos que se destacam, estão as vendas realizadas pelas redes Dasa, Oncoclínicas, Mater Dei e Kora para os antigos donos dos negócios. |
(Imagem: Valor Econômico) |
| Esse movimento foi necessário para evitar prejuízos ainda maiores com a desvalorização desses ativos. A queda foi puxada por dois fatores: |
| As empresas emprestaram dinheiro em cenário de juros baixo para fazer as aquisições e viram a Selic chegar a 15%. Encontraram dificuldades de integrar os novos ativos ao próprio portfólio, preferindo enxugar a operação. |
| Mas por que os donos antigos compraram de volta? Pense que eles estariam lucrando com a transação e já conhecem o negócio — o que pode ajudar na reestruturação dos hospitais. |
| Somado a isso, as vendas passaram a ser uma necessidade, já que os valores das principais empresas do setor começaram a despencar: |
| Mater Dei perdeu R$ 3,2 bilhões de valor de mercado Dasa valia R$ 18,5 bilhões e passou a valer R$ 4 bilhõesOncoclínicas enfrentou uma queda de 72% nas suas ações |
| No fundo, as empresas não tiveram outra alternativa a não ser vender os ativos — mesmo que por um preço muito abaixo do que compraram. |
Fonte: The News
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(Imagem: Valor Econômico)
