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Florianópolis, Porto Alegre e Salvador são as capitais com mais pessoas morando sozinhas

Os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGEapresentaram duas realidades distintas sobre a composição dos lares em Santa Catarina, onde ao mesmo tempo que o estado carrega a maior proporção de domicílios (69,3%) com um único núcleo familiar – casais com ou sem filhos e sem presença de outros parentes – Florianópolis se tornou a capital com maior percentual de moradias onde reside somente uma pessoa (30,5%).

Os números da PNAD Contínua foram divulgados a última sexta-feira (17) e trazem um retrato das transformações demográficas e familiares que vêm se consolidando no país

Enquanto os lares com núcleos familiares seguem sendo a maioria dos domicílios brasileiros , houve avanço expressivo nos lares unipessoais,

Em Florianópolis, a proporção é ainda maior, de 30,5% – ou seja, de cada 10 domicílios na cidade, em três deles os moradores vivem sozinhos. A capital catarinense é a única do país a ultrapassar os 30% e é seguida por Porto Alegre (28,8%), Salvador (27%) e Vitória (26,4%).


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Fonte: G1

Salvador recebeu hoje mais de 100 milhões da União de FPM, totalizando 674 milhões em 2026

Os municípios brasileiros partilham, nesta segunda-feira (20), R$ 2,2 bilhões referentes ao segundo decêndio de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor é quase 2% menor do que o transferido no mesmo período do ano passado, quando o montante foi de R$ 2,3 bilhões.

Os recursos do FPM são formados por parcelas arrecadadas pela União por meio do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os coeficientes de participação de cada município são definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com base principalmente no número de habitantes, conforme dados oficiais.

Os municípios da Bahia receberam quase 800 milhões, sendo que mais de 100 milhões foram destinados a capital baiana. Os valores do FPM são creditados aos municípios a cada dez dias. Quando a data prevista coincide com fim de semana ou feriado, o repasse é realizado no primeiro dia útil anterior.

Confiram no quadro!

Fonte: Brasil 61

Quando o tempo decide: o poder eleitoral dos idosos no Brasil contemporâneo

Há uma transformação silenciosa em curso no Brasil. Não se anuncia com estridência, não ocupa manchetes diárias, não se converte em espetáculo. Mas avança com a consistência das marés, com a força inevitável da demografia, com a densidade histórica de quem acumulou décadas de experiência. O país envelheceu. E, mais importante, o eleitorado envelheceu.

A pesquisa que revela esse cenário foi produzida pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral. Trata-se de um levantamento rigorosamente quantitativo, estruturado a partir da base do cadastro eleitoral brasileiro, com coleta realizada em 1º de março de 2026.

A própria metodologia registra que os dados de 2026 são parciais, pois o cadastro segue aberto até 6 de maio. Não há aqui opinião, nem intenção de voto, nem projeção subjetiva. Há leitura direta da realidade empírica. Há demografia convertida em política.

Em 2010, o Brasil tinha 135,8 milhões de eleitores. Em 2026, chega a 156,2 milhões. Um crescimento de cerca de 15%. Mas o dado decisivo não está aí. O dado decisivo está no salto do eleitorado com 60 anos ou mais. Eram 20,8 milhões em 2010. São 36,2 milhões em 2026. Um crescimento de 74%. Uma expansão quase cinco vezes maior que a do conjunto do eleitorado.

Não se trata de um detalhe estatístico. Trata-se de uma mutação estrutural. Os idosos deixaram de ser margem. Tornaram-se centro.

Em 2010, representavam 15,3% do eleitorado. Em 2014, 17,0%. Em 2018, 18,8%. Em 2022, 21,0%. Em 2026, alcançam 23,2%. Quase um em cada quatro eleitores brasileiros é idoso. Um quarto do país eleitoral carrega o tempo no corpo, na memória, na linguagem, na forma de perceber o mundo. Ignorar isso é mais do que um erro. É uma cegueira política.

Mas há algo ainda mais sutil. Não existe um único eleitor idoso. Existem dois mundos dentro dessa mesma categoria. De um lado, 19,7 milhões de pessoas entre 60 e 69 anos, cujo voto é obrigatório. De outro, 16,5 milhões com 70 anos ou mais, cujo voto é facultativo. Isso significa que 45,5% dos idosos já estão fora da obrigação formal de comparecer às urnas.

Dois universos. Duas psicologias. Dois ritmos de participação. E ainda assim, um mesmo peso simbólico e político.

A estatística revela um paradoxo que exige leitura refinada. Em 2022, a abstenção média do eleitorado brasileiro foi de 20,9%. Entre os idosos, a média foi de 34,5%. Mas essa média esconde um abismo interno. Entre 60 e 69 anos, a abstenção foi de apenas 14,3%. Entre 70 anos ou mais, chegou a 58,9%.

O mesmo grupo social abriga, simultaneamente, a disciplina cívica e o afastamento eleitoral.

O comparecimento reforça essa clivagem. Em 2022, 79,1% do eleitorado geral compareceu às urnas. Entre 60 e 69 anos, o índice foi de 85,7%. Um patamar superior à média nacional em toda a série histórica. Em 2014, 84,2%. Em 2018, 83,8%. Em 2022, 85,7%.

Há, nesse segmento, uma ética do voto. Um compromisso que não se dissolve. Um gesto repetido não por hábito mecânico, mas por compreensão do valor da escolha.

Já entre os eleitores com 70 anos ou mais, o comparecimento foi de 41,1%. Em 2014, 36,4%. Em 2018, 37,3%. Em 2022, 41,1%. Cresce, lentamente. Mas permanece baixo.

O Brasil carrega, portanto, uma reserva eleitoral gigantesca. Não no sentido ideológico. No sentido da presença possível. Milhões de idosos que podem votar, mas que nem sempre votam. Que podem decidir eleições, mas que dependem de estímulos concretos para transformar intenção em gesto.

Em números absolutos, a força é incontornável. Em 2022, 21,6 milhões de idosos compareceram às urnas no primeiro turno. Em 2014, eram 15,3 milhões. Em 2018, 17,7 milhões. Um crescimento de mais de 6 milhões de votos em oito anos.

Entre 60 e 69 anos, o número saltou de 11,3 milhões para 15,4 milhões. Entre os com mais de 70 anos, de 3,9 milhões para 6,1 milhões. Mesmo com menor comparecimento proporcional, o crescimento demográfico amplia o peso absoluto.

Ao mesmo tempo, 11,3 milhões de idosos deixaram de votar em 2022. Desses, 2,6 milhões estavam entre 60 e 69 anos. E 8,8 milhões tinham mais de 70 anos.

Há, nesse silêncio eleitoral, uma energia latente. Uma potência que não se realiza automaticamente. Uma ausência que pode se transformar em presença.

Geograficamente, o envelhecimento também redesenha o mapa político. Rio Grande do Sul lidera com 29% de eleitores idosos. Rio de Janeiro aparece com 28%. Minas Gerais, 26%. São Paulo, 25%. Paraná, Espírito Santo e Santa Catarina, todos com 24%. No outro extremo, Amapá, Amazonas e Roraima têm 15%. Acre, 16%. Pará, 17%.

O país envelhece de forma desigual. O Sul e o Sudeste concentram não apenas mais idosos, mas também o crescimento mais acelerado. Rio Grande do Sul avançou 11,2 pontos percentuais desde 2010. Espírito Santo, 10,2. Minas Gerais, 9,8. Rio de Janeiro, 9,5. São Paulo, 9,1. Santa Catarina, 9,1.

Nos estados mais populosos, esse fenômeno ganha densidade política. Cerca de 16 milhões de idosos estão concentrados nos três maiores colégios eleitorais do país. Ali, onde eleições se decidem por margens estreitas, o voto idoso deixa de ser apenas relevante. Torna-se decisivo.

E, no entanto, há uma incompreensão persistente no debate público contemporâneo. Uma incompreensão quase arrogante. Desprezar o Facebook como “rede de velhos” é um erro estratégico. Um erro analítico. Um erro sociológico.

Os idosos estão mais presentes nas redes sociais do que os jovens quando se observa o tempo de permanência diante das telas. Não apenas estão. Permanecem mais tempo. Leem mais. Interagem mais. Compartilham mais. Têm mais disponibilidade temporal para habitar esse espaço.

Enquanto a juventude fragmenta sua atenção em múltiplas plataformas, em estímulos rápidos, em linguagens breves, os idosos ocupam o tempo digital com outra cadência. Com outra respiração. Com outro ritmo cognitivo.

Desprezar textos longos é repetir o mesmo equívoco. Os idosos leem. Leem com atenção. Leem com memória. Leem com comparação histórica. Leem não apenas para consumir, mas para compreender.

Há, nesse comportamento, uma dimensão antropológica. O tempo vivido produz outra relação com a palavra. A leitura deixa de ser apenas informação. Torna-se interpretação da experiência, reconstrução da memória, elaboração do vivido.

Do ponto de vista psicológico, o envelhecimento reorganiza a percepção. Não elimina a capacidade crítica. Em muitos casos, a aprofunda. Há mais prudência, mais cautela, mais resistência a simplificações.

Politicamente, isso se traduz em uma relação mais exigente com narrativas. O idoso não responde apenas a slogans. Ele responde a coerência. A trajetória. A consistência.

Sociologicamente, estamos diante de um grupo que acumula capital simbólico. Experiência. Memória. Vivência institucional. Capacidade de comparação entre ciclos históricos. Esse capital pesa. E pesa cada vez mais.

O erro das campanhas está em subestimar essa densidade. Em tratar o idoso como previsível. Como homogêneo. Como passivo. Nada disso se sustenta diante dos dados.

O eleitor idoso é múltiplo. É contraditório. É exigente. É decisivo. Há, nesse conjunto, presença contínua no tempo. O jovem entra e sai do sistema eleitoral. O idoso permanece. Ele acumula eleições. Acumula escolhas. Acumula decepções e aprendizados. E transforma tudo isso em voto.

Em eleições decididas por menos de 2 milhões de votos, um contingente de 36,2 milhões de eleitores, com 21,6 milhões de votantes efetivos, não pode ser tratado como detalhe. É eixo. É estrutura. É fundamento.

O Brasil de 2026 será atravessado por essa realidade. Os idosos não são apenas uma categoria etária. São uma força política em expansão. São uma chave interpretativa. Ignorá-los é abdicar de entender o país. Subestimá-los é abrir mão de disputar o futuro.

E há algo mais. Há uma dimensão ética. Valorizar o voto dos idosos é reconhecer o tempo como elemento político. É reconhecer que a democracia também é construída por quem permanece, por quem insiste, por quem continua.

O voto idoso carrega o tempo. E o tempo, quando entra na urna, pesa. Pesa na escolha. Pesa na decisão. Pesa no destino coletivo.

O Brasil mudou. Os números mostram. A metodologia confirma. A realidade impõe. E o tempo, agora, vota.

Paulo Baía é sociólogo, cientista político, ensaísta e professor da UFRJ.

Salvador tem a maior queda populacional entre as capitais brasileiras

Salvador apresentou a maior queda populacional entre as capitais brasileiras, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Nordeste, João Pessoa (18,63%) , Aracaju (7,31%) e Terezinha ( 7,09%) registraram os maiores acréscimos populacionais.

O levantamento também mostra que o crescimento populacional não foi uniforme entre as capitais brasileiras. Enquanto algumas cidades registraram expansão significativa, outras tiveram redução no número de habitantes, como Salvador, Porto Alegre e Natal.

Os dados fazem parte de um conjunto de informações sobre características dos moradores e dos domicílios no país, que também apontam mudanças no perfil da população, como o envelhecimento e a redução da proporção de jovens.

Foto: Reprodução / IBGE

População das capitais brasileiras e respectiva variação percentual no período de 2012 a 2025

Fonte:Cidade Verde.com

Prefeito de NY aumenta tributação sobre imóveis de luxo

Na ultima quarta-feira (15), o novo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou a taxação de imóveis milionários na cidade americana. De acordo com o gestor, o imposto incide sobre imóveis de luxo, avaliados em mais de US$ 5 milhões, e prevê arrecadação de, pelo menos, US$ 500 milhões ao ano. 

O imposto é voltado a proprietários de imóveis de alto padrão que não os utilizam como residência principal. A medida, chamada de taxapied-à-terre, visa ao enfrentamento de um déficit no orçamento municipal.

O plano faz parte de uma promessa de campanha de aumentar impostos sobre os mais ricos. “Quando me candidatei a prefeito, disse que ia tributar os ricos”, disse Mamdani em vídeo publicado nas redes sociais para anunciar o tributo.

Ele explica que o imposto foi criado para aqueles que armazenam sua riqueza na cidade através de imóveis, mas não moram na cidade. “Mesmo assim, eles são capazes de colher enormes vantagens financeiras de possuir propriedade na maior cidade do mundo”, explica.

Segundo o prefeito de Nova York, trata-se de um sistema fundamentalmente injusto e a tributação criada pela gestão visa a beneficiar outros setores. “Isso vai ajudar a financiar creches gratuitas, ruas mais limpas e bairros mais seguros”, pontuou Mamdani.

“Como prefeito, eu acredito que cada um tem um papel a desempenhar e contribuir para a nossa cidade. E alguns, um pouco mais do que outros”, frisou.

Divergências

Especialistas imobiliários divergem a respeito do tributo. Alguns temem a fuga de compradores, outros veem pouco impacto no volume de transações. Figuras como Donald Trump criticaram as políticas de taxação de Mamdani, alegando que “estão destruindo Nova York”.
“A cidade não tem a menor chance! Os Estados Unidos não devem contribuir para esse fracasso. Só vai piorar. As políticas de taxar, taxar, taxar estão muito erradas. As pessoas estão fugindo. É preciso mudar de ideia, e rápido. A história já provou que essa ‘coisa’ simplesmente não funciona”, frisou o presidente dos EUA.

Https://www.instagram.com/reel/DXRkTGWAOIx/?igsh=MTZ4YmIxcDg1eWFrYg==

Fonte: Diário de Goias

Justiça libera cobrança de imposto sobre exportação de petróleo

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) acolheu o recurso da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) nesta sexta-feira, 17, e suspendeu a decisão que afastou a exigibilidade do imposto de exportação para petroleiras, criado pela Medida Provisória nº 1.340/2026.

A liminar, agora suspensa, beneficiava as operadoras Petrogal, Shell, Equinor, TotalEnergies e Repsol Sinopec. Nela, o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, entendeu que se trata de um tributo extrafiscal. Quando a União admite que há objetivo de arrecadação, ocorre desvio de finalidade, o que atrai a incidência das garantias constitucionais ao contribuinte, inclusive a anterioridade.

A anterioridade é o princípio que diz que, quando há aumento de tributo, os efeitos devem entrar em vigor após 90 dias.

No recurso, a PGFN disse que a cobrança do imposto não se deu de modo imotivado nem incorreu em qualquer desvio de finalidade, estando, ao revés, justificada no cenário internacional da guerra deflagrada no Oriente Médio e na necessidade de regulação do comércio exterior.

A decisão que acolhe o pedido da PGFN foi proferida pelo presidente do tribunal, desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, que afirma que a Constituição Federal prevê que o imposto de exportação é dispensado da observância da anterioridade e pode ter suas alíquotas alteradas pelo Poder Executivo em razão do caráter extremamente dinâmico do comércio exterior.

“Se a utilização de tal instrumento (alteração de alíquotas) não é permitida num contexto de guerra externa que impacta o preço de um produto estratégico para a economia, é difícil imaginar, em tese, outro cenário em que isso seria possível”, diz. Ele diz que, caso as alíquotas fossem alteradas e tivessem de se submeter a uma espera de 90 dias, seriam provavelmente inócuas diante da dinâmica de uma guerra que impacta agudamente o preço do petróleo.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que “a decisão é compatível com o caráter regulatório da medida, reforçando a canalização do óleo bruto para o refino interno e permitindo que ganhos excedentes com a exportação de óleo em função da guerra sejam transferidos ao consumidor final de combustíveis”.

Fonte: Infomoney

Fortaleza 300 anos: como a cidade se tornou a maior economia do Nordeste

A Capital da terra da luz ergueu sua economia sobre o sol e o mar por meio do setor de serviços, que, atualmente, corresponde a quase 70% do Produto Interno Bruto (PIB) da Cidade. Mas nem sempre foi assim. A Fortaleza de 1726 era basicamente uma sede administrativa, com atividades pecuária, comercial e portuária incipientes, segundo fontes especializadas.

Isso só começou a mudar a partir do século XIX, com o ciclo do algodão no Ceará. Já no século XX, iniciaram-se o processo de industrialização e diversas transformações que nos levam ao desenho econômico atual: a maior economia do Nordeste, superando Salvador desde 2018.

Na semana em que Fortaleza celebra seus 300 anos, o Diário do Nordeste publica uma série de reportagens multimídia que ajudam a entender como a Capital cearense chegou aos três séculos de existência, das disputas políticas aos marcos econômicos, das mudanças urbanas às memórias afetivas que atravessam gerações.

Nesta matéria, dividimos a trajetória de Fortaleza em três blocos centenários para contar sua história econômica.

No primeiro século, a Fortaleza administrativa

A Capital cearense foi elevada à categoria de vila em 13 de abril de 1726, marco oficial de sua fundação, desenvolvendo-se ao redor da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.

No início de sua história, segundo o geógrafo Alexandre Queiroz, a localidade era considerada de “terceira categoria”, enquanto as cidades de Icó, Aracati e Sobral eram classificadas como de “primeira linha”, pois concentravam a real riqueza da capitania através da pecuária e das charqueadas. 

Naquele momento, a função de Fortaleza era primordialmente administrativa e geopolítica, servindo como proteção do território a partir de seu forte.

Queiroz ressalta que essa definição faz parte de um estudo de 1970, elaborado pela professora Maria Salete de Souza, que analisou a hierarquia urbana do Ceará no período colonial.

Forte de Nossa Senhora da Assunção
Legenda: No local onde fica a 10ª Região Militar foram erguidos alguns fortes. Um pelos holandeses, o Forte Schoonemborch, e os demais pelos portugueses. Foto: Natinho Rodrigues/SVM

Ele reforça que, naquela época, a economia era baseada em uma “drenagem ainda muito restrita da produção do gado”, pois a zona portuária ainda não tinha importância no transbordo de mercadorias.

Apenas com a independência da Capitania do Ceará, em 1799, aliadas a medidas do Brasil Imperial após 1808, Fortaleza começou a ser priorizada com “regramentos alfandegários diferenciados e investimentos”, ganhando maior controle sobre o território.

Sobre esse período, o economista Ricardo Coimbra explica que a Cidade possuía um pequeno núcleo de produção de subsistência.

economista e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor)

Assim, era conhecida como ‘Vila dos Perrapados’, dependendo do comércio local e das atividades administrativas, sem participação significativa nas charqueadas”.Ricardo Coimbra

Fonte: verdesmares

Ricardo Borges Maracajá foi o mais votado para a vaga de desembargador substituto do TRE BA

O desembargador eleitoral Ricardo Borges Maracajá Pereira foi eleito ontem com o maior número de votos para compor novamente a lista tríplice da corte que será encaminhada ao Presidente da Republica. Maracajá concorreu a recondução diante do brilhante e inovador trabalho, sendo reconhecido pela maioria dos desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia, recebendo 51 votos.

O NET felicita o competente magistrado!

FMI prevê PIB do Brasil mais elevado e reduz a projeção de crescimento da economia global

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia global para 2026 e alertou para o risco de recessão caso a guerra no Oriente Médio se prolongue. Ao mesmo tempo, a instituição elevou a estimativa para o Brasil, impulsionado pela alta das commodities energéticas.

Segundo o relatório Perspectiva Econômica Mundial, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global foi revisado de 3,3% para 3,1% em 2026. A mudança reflete os impactos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã sobre preços de energia, cadeias produtivas e confiança dos mercados.

Para o Brasil, a projeção foi elevada de 1,6% para 1,9% no mesmo período. De acordo com o FMI, o país tende a ser menos afetado que economias da Ásia, Europa e África e pode até se beneficiar no curto prazo por ser exportador líquido de energia.

Guerra pressiona inflação

O FMI avalia que o cenário atual representa um risco maior para a economia global do que choques recentes, como a onda de tarifas comerciais dos Estados Unidos. Segundo o economista-chefe da instituição, Pierre-Olivier Gourinchas, a escalada no Golfo Pérsico pode ter efeitos significativamente mais graves do que o previsto.

No cenário considerado base, o conflito teria duração limitada, com preço médio do petróleo em torno de US$ 82 por barril em 2026. Ainda assim, haveria desaceleração global.

Em um cenário mais adverso, com petróleo acima de US$ 100 por barril até 2027, o mundo poderia se aproximar de uma recessão.

Já em uma hipótese mais severa, com preços chegando a US$ 110 em 2026 e US$ 125 em 2027, a inflação global ultrapassaria 6%, exigindo novos apertos monetários por parte dos bancos centrais.

Brasil se beneficia

Apesar do ambiente externo mais desafiador, o Brasil aparece entre os poucos países com revisão positiva nas projeções. O FMI atribui esse movimento ao aumento das receitas com exportações de petróleo e outras commodities (bens primários com cotação internacional).

Ainda assim, o crescimento brasileiro segue moderado em comparação com outras economias emergentes. Para 2027, a previsão é de expansão de 2%, abaixo do estimado anteriormente, refletindo a desaceleração global, custos mais altos de insumos e condições financeiras mais restritivas.

O fundo destaca que fatores como reservas internacionais elevadas, menor dependência de dívida em moeda estrangeira e câmbio flutuante devem ajudar o país a enfrentar choques externos.

Impactos nas grandes economias

Entre as principais economias, os Estados Unidos devem crescer 2,3% em 2026, com leve desaceleração em 2027. A zona do euro enfrenta um cenário mais desafiador, com crescimento projetado em cerca de 1,1%, pressionado pelos custos de energia.

A China deve ter expansão de 4,4% em 2026, enquanto o Japão mantém crescimento mais modesto, próximo de 0,7%.

Economia global mais vulnerável

O FMI ressalta que as projeções consideram um cenário relativamente controlado para o conflito. Caso haja escalada mais intensa ou interrupções prolongadas no fornecimento de energia, os efeitos sobre crescimento, inflação e mercados financeiros podem ser significativamente mais severos.

O relatório indica que a economia global entra em um período de maior fragilidade, com maior sensibilidade a choques geopolíticos. Segundo o fundo, o desempenho melhor do Brasil aparece como um alívio pontual, dependente de fatores externos.

Fonte: Agencia Brasil

Salvador está entre as quatro piores capitais no índice de progresso social (IPS)

O Indice de Progresso Social (IPS) é uma ferramenta que mede o desempenho social e ambiental de territórios em todas as geografias (países, estados, municípios e até comunidades). Esse índice foi desenvolvido pela organização Social Progress Imperative, a qual coordena a publicação anual do IPS Global para 170 países desde 2014.

Salvador caiu quatro posições no novo levantamento de 2025, comparado ao ano anterior. O IPS 2024 de Salvador foi de 63,80, o oitavo pior entre as capitais brasileiras. Já o IPS 2025 foi de 62,05, levando a capital soteropolitana para a quarta pior colocação das capitais do país. As áreas que motivaram esse resultado com coeficientes ruins foram: inclusão social, educação fundamental, saúde, acesso à comunicação e segurança  pessoal.

Confiram os dados!

Scorecard

Fonte: https://ipsbrasil.org.br/pt

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