| A varejista Fast Shop foi multada pelo governo de SP em +R$ 1 bi, por supostas fraudes envolvendo pagamento de propina a auditores fiscais. A punição foi aplicada pela Controladoria-Geral do Estado após investigações da Operação Ícaro. |
| Caso você não se lembre, a empresa obteve mais de R$ 1 bilhão de crédito em impostos, que foi liberado pelo auditor da Secretaria da Fazenda, em troca de uma propina — ele ainda usava a mãe como laranja. |
| O valor foi confirmado pelo governo paulista como a maior multa já aplicada no Brasil com base na Lei Anticorrupção, tornando-se um recorde nesse tipo de sanção relacionada a esquemas de ICMS. (Aprofunde) |
Fonte: The News
Aracaju, a capital sergipana, foi apontada como o local mais acessível para se viver no Brasil, sem abrir mão de um alto padrão de bem-estar.
Caracterizada por estar situada no menor estado da federação do Brasil, Sergipe, carrega consigo uma cultura sem precedentes, além de índices que cativam qualquer pessoa que busca aproveitar a vida com serviços básicos de primeiro mundo. Conforme dados do IBGE, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da capital sergipana corresponde a 0,770, demonstrando um nível elevado de dinamismo e bem-estar social.
Esse protagonismo em relação às demais cidades do Nordeste está diretamente ligado aos investimentos constantes em infraestrutura, educação, segurança e acesso à saúde. Em continuidade, é válido ressaltar ainda o ambiente urbano planejado, orla e praias bem cuidadas, custo de vida baixo e fortes investimentos em mobilidade urbana.
Nesse cenário, Aracaju costuma atrair milhões de visitantes devido à riquíssima gastronomia local com frutos do mar frescos, cultura expressa em eventos folclóricos e festas tradicionais, além de segurança com policiamento comunitário. Esses pilares tornam não somente o desembarque temporário assertivo, como também o definitivo.
Custo de vida em Aracaju
Para aqueles que se interessaram por conhecer as belezas sergipanas, um outro ponto precisa ser ressaltado entre os demais. Segundo o Índice FipeZap, Aracaju possui o metro quadrado mais barato do Nordeste, o que torna a moradia um ponto de extrema relevância. Para fins comparativos, o metro quadrado mais caro da região corresponde a Maceió, com R$ 8.803/m².
Confira as cidades mais caras para se morar em território nordestino:
10º lugar: Aracaju – R$ 4.885/m².
1º lugar: Maceió – R$ 8.803/m²;
2º lugar: Recife – R$ 8.041/m²;
3º lugar: Fortaleza – R$ 7.773/m²;
4º lugar: São Luís – R$ 7.540/m²;
5º lugar: João Pessoa – R$ 6.754/m²;
6º lugar: Salvador – R$ 6.565/m²;
7º lugar: Natal – R$ 5.616/m²;
8º lugar: Teresina – R$ 5.497/m²;
9º lugar: Jaboatão dos Guararapes (Pernambuco) – R$ 5.513/m²;
Fonte: Crusoe e Correio do Estado
Os dados recentes sobre lançamentos imobiliários nas capitais brasileiras em 2025 indicam uma transformação relevante no papel do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) no mercado imobiliário nacional. O programa, originalmente concebido como política habitacional voltada à população de menor renda, passou a ocupar posição estruturante na produção imobiliária urbana, influenciando decisões estratégicas de incorporadoras, investidores e agentes financeiros.

Dados recentes sobre os lançamentos imobiliários nas capitais brasileiras apontam elevada participação do MCMV em diversas cidades. Em alguns mercados, o programa responde pela maior parte da produção habitacional. Esse cenário indica que ele deixou de ser apenas instrumento de política social, passando a exercer função econômica relevante, com impacto direto na dinâmica concorrencial e na viabilidade jurídica e financeira dos empreendimentos imobiliários.
Do ponto de vista jurídico, esse movimento suscita reflexões importantes. A ampliação da participação do programa altera a forma como contratos imobiliários são estruturados, especialmente aqueles relacionados à incorporação imobiliária, ao financiamento habitacional e à alienação fiduciária. A previsibilidade regulatória e a estabilidade das regras do programa tornam-se fatores determinantes para a segurança jurídica das operações.
Mudança na distribuição geográfica da produção imobiliária
Embora o programa tenha forte presença em capitais do Norte e Nordeste, observa-se participação expressiva também em grandes centros urbanos, como São Paulo. Esse fenômeno demonstra que o MCMV passou a influenciar mercados caracterizados por maior complexidade fundiária e elevados custos de produção, exigindo maior sofisticação jurídica na estruturação dos empreendimentos.
A análise da intensidade de oferta para famílias com renda entre dois e oito salários mínimos reforça esse entendimento. O indicador de unidades lançadas por mil domicílios revela maior penetração do programa em mercados com grande contingente de demanda potencial, sugerindo que o MCMV atua como mecanismo de correção do desalinhamento entre renda familiar, preço do imóvel e capacidade de financiamento.
Nesse contexto, as recentes alterações nas regras do programa, com elevação dos limites de renda e atualização dos tetos dos imóveis, possuem impacto jurídico relevante. Essas mudanças ampliam o mercado endereçável e afetam diretamente a modelagem contratual das operações imobiliárias. Incorporadoras passam a revisar estudos de viabilidade, enquanto instituições financeiras ajustam políticas de crédito, o que exige atenção redobrada à conformidade regulatória.
A atualização dos limites também influencia a interpretação de cláusulas contratuais relacionadas à elegibilidade dos adquirentes, prazos de financiamento e condições de subsídio. Em operações estruturadas com base em parâmetros anteriores, pode surgir a necessidade de readequação documental, o que demanda análise jurídica cuidadosa para evitar questionamentos futuros.
Além disso, a expansão do programa impacta a atuação dos registros públicos, especialmente no que se refere ao registro de incorporações, contratos de financiamento e garantias imobiliárias. O aumento do volume de operações vinculadas ao MCMV tende a intensificar a padronização documental, reforçando a importância da segurança jurídica e da uniformidade interpretativa.
Concorrência entre produtos imobiliários
Com a ampliação das faixas de renda atendidas, o programa passa a competir com empreendimentos destinados à classe média tradicional. Essa sobreposição de públicos altera a estratégia das incorporadoras e pode gerar discussões jurídicas relacionadas à publicidade imobiliária, transparência nas condições de financiamento e proteção do consumidor.
Sob a perspectiva regulatória, o fortalecimento do MCMV evidencia a necessidade de harmonização entre política habitacional e normas do direito imobiliário. A expansão do programa exige integração entre regras de financiamento, legislação urbanística e regime jurídico das incorporações, de modo a garantir estabilidade e previsibilidade para o mercado.
Dessa forma, o MCMV consolida-se não apenas como política pública habitacional, mas como elemento estruturante do mercado imobiliário brasileiro. Sua crescente participação na produção urbana impõe novos desafios jurídicos e reforça a importância da atuação especializada na estruturação das operações. A compreensão desse cenário é essencial para profissionais do Direito Imobiliário, incorporadoras e investidores, diante de um ambiente em que política pública e mercado se tornam cada vez mais interdependentes.
Fonte Conjur por Camila Moura
| Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça acaba de mudar as regras de hospedagens em prédios no Brasil. Agora, para alugar apartamentos via Airbnb, será necessário o aval oficial de 2/3 dos moradores em assembleia. |
| Se a convenção do prédio não autorizar explicitamente a entrada e saída constante de hóspedes, o condomínio tem o direito de barrar a atividade. |
| O tribunal entendeu que a rotatividade excessiva de pessoas “estranhas” descaracteriza o ambiente residencial e afeta a segurança e o sossego dos moradores fixos. A decisão foi sobre um caso específico, mas tem efeito prático geral. (Aprofunde) |
Fonte: The News
Decisão do STF: Servidor aposentado tem direito de converter férias-prêmio não gozadas em dinheiro. O Estado não pode lucrar com o seu trabalho.
Muitos deixam um alto valor financeiro para trás achando que perderam os períodos acumulados.
📍 Atenção: Você tem exatamente 5 anos após a publicação da aposentadoria para cobrar na Justiça. Depois disso, prescreve e o dinheiro é perdido.
A adoção da tarifa zero nas 27 capitais brasileiras e em seus sistemas metropolitanos de transporte poderia movimentar R$ 60,3 bilhões por ano na economia. Desse total, R$ 14,7 bilhões já circulam por meio de gratuidades existentes (idosos, estudantes, pessoas com deficiência). A injeção real de recursos novos chegaria a R$ 45,6 bilhões anuais.
A conclusão consta de um estudodesenvolvido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), divulgado na última terça-feira (5).
O levantamento, intitulado “A Tarifa Zero no transporte público como política de distribuição de renda”, é o terceiro produto da pesquisa “Tarifa Zero e suas possibilidades de expansão no Brasil”. A equipe é coordenada pelo professor Thiago Trindade, do Instituto de Ciência Política (IPOL) da UnB.
O estudo contou com financiamento da Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero no Congresso Nacional e apoio da Fundação Rosa Luxemburgo.
No material, os pesquisadores compararam o potencial distributivo da tarifa zero com o Bolsa Família e com a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais. O impacto total da gratuidade nas capitais e regiões metropolitanas (R$ 60,3 bilhões) se aproxima do valor do Bolsa Família nesses mesmos territórios (R$ 57,9 bilhões) e supera a isenção do IR (R$ 25,4 bilhões).
“À semelhança do impacto estrutural provocado pelo Bolsa Família no início do século 21, a implementação da tarifa zero possui o potencial de inaugurar um novo ciclo de combate às desigualdades e à pobreza no Brasil”, afirma Daniel Caribé, um dos autores do estudo.
Thiago Trindade, coordenador da pesquisa, destaca o efeito imediato na economia das famílias.
“Estamos falando de uma injeção de liquidez imediata no bolso das famílias brasileiras. Ao converter o gasto compulsório com passagens em renda disponível, o Estado promove um estímulo econômico que volta para a sociedade na forma de consumo e arrecadação de impostos”, explica.
O município de São Paulo teria o maior impacto econômico isolado. A injeção real na economia local alcançaria R$ 19,5 bilhões por ano. Quando incorporadas gratuidades já existentes, o impacto total chega a R$ 25,8 bilhões.
Leia mais: Documentário expõe como o transporte tarifado reforça desigualdades raciais nas grandes cidades
Desigualdade racial e territorial
A pesquisa também relaciona o atual modelo tarifário às desigualdades raciais e territoriais nas cidades brasileiras. Segundo os autores, o custo do transporte pesa mais sobre trabalhadores de baixa renda, moradores de periferias e população negra.
Dados do Censo Demográfico 2022 mostram que o ônibus é o principal meio de transporte da população negra, enquanto pessoas brancas utilizam majoritariamente o automóvel particular.
O relatório define a tarifa zero como forma de “salário indireto”, já que a redução das despesas fixas ampliaria proporcionalmente a renda disponível das famílias mais pobres.
O estudo calcula o peso da tarifa na renda de diferentes grupos. Na renda dos 40% mais pobres, o gasto mensal com 44 passagens (dias úteis) varia de 19,27% em Goiânia a 56,71% em Boa Vista. Em Salvador e Belo Horizonte, o custo mensal da tarifa compromete 18% da renda da população preta. Entre pessoas brancas, o percentual cai para 7% em Salvador e 10,18% em Belo Horizonte.
Para Paulo Henrique Santarém, da UnB, o atual modelo de mobilidade opera como “um verdadeiro mecanismo de controle social da população negra”.
Juciano Rodrigues, da UFRJ, afirma que os reajustes tarifários, muitos acima da inflação, aprofundam a exclusão. Em Fortaleza, a tarifa subiu 20% no início de 2026. Em Belo Horizonte, o aumento chegou a 9%. O Rio de Janeiro registrou alta de 6,38%, com a tarifa do metrô alcançando R$ 8,20, a mais cara do país.
Modelo de financiamento e crise do transporte
Os pesquisadores defendem a tarifa zero como direito social, nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da educação pública. Um estudo anterior, “Caminhos para a Tarifa Zero”, publicado em novembro, propôs a substituição do vale-transporte por uma contribuição empresarial fixa, inspirada no modelo francês, sem criação de novo imposto.
O custo estimado da gratuidade universal em cidades com mais de 50 mil habitantes seria de R$ 78 bilhões anuais por ônibus e de R$ 90 a R$ 93 bilhões com a inclusão de metrôs, trens e VLTs.
O relatório alerta para a deterioração do transporte coletivo no país. Entre 2013 e 2023, o setor perdeu 30% dos passageiros. No mesmo período, a frota de carros aumentou 44% e a de motos cresceu 58%. Apenas São Paulo registrou perda de quase 1 bilhão de passagens em dez anos. O sistema, segundo o estudo, “tende ao colapso financeiro e operacional” sem mudança estrutural.
Finte: Alma Preta
Decisões recentes do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) derrubaram cobranças milionárias de IPTU de incorporadoras imobiliárias e da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). Os acórdãos impedem a Prefeitura de São Paulo de exigir o tributo em dobro – primeiro dos terrenos adquiridos e, depois, quando a obra é finalizada, da área total, de forma retroativa e com correção monetária.
Há também situação inversa, como o relativo à Previ, que seria a maior restituição do imposto em curso no executivo municipal, segundo informou um procurador do município no julgamento. Nesse caso, a decisão do TJSP obriga a devolução de R$ 43 milhões de IPTU.
O fundo de pensão comprou um imóvel, em 2011, o Centro Empresarial Berrini, no bairro do Brooklin, em São Paulo, e depois pediu a individualização dele em 33 imóveis. Entre os anos de 2013 e 2018, o IPTU foi cobrado e pago sobre uma única matrícula, chamada de SQL. Porém, após a Previ ter feito o pedido de desdobro da inscrição, a prefeitura fez o lançamento do imposto sobre os imóveis individuais dos mesmos cinco anos, como se nada tivesse sido pago antes.
A Secretaria Municipal da Fazenda alega que caberia revisão dos lançamentos tributários no prazo decadencial de cinco anos e que as empresas não informaram as mudanças das estruturas prediais na via adequada, indicando ainda que é desvinculada da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento.
Segundo advogados, são recorrentes os erros da prefeitura neste tema. As decisões se unem a uma recente jurisprudência em favor dos contribuintes, evitando desembolso de caixa adicional pelas incorporadoras e aumento do preço do condomínio. Determinam ou a anulação da cobrança ou a restituição ou compensação de valores exigidos de forma indevida.Prefeitura de São Paulo tem dificultado a compensação” — Juliana C. P. Franco
A Previ diz que a devolução dos valores foi indeferida na esfera administrativa, pois a Fazenda municipal teria vinculado a restituição ao trânsito em julgado da ação anulatória. E que “a recusa à restituição configura enriquecimento ilícito, cobrança em duplicidade do tributo, confisco, além de afronta ao princípio da legalidade e à vedação de comportamento contraditório”.O relator do caso da Previ, o desembargador João Alberto Pezarini, da 14ª Câmara de Direito Público do TJSP, entendeu que inexiste vinculação entre as demandas. “Ao condicionar o levantamento ao trânsito em julgado da ação anulatória, não observou o município a proibição de comportamento contraditório das partes, o que afronta a segurança jurídica e os princípios da legalidade, boa-fé do contribuinte e do dever geral de lealdade e confiança recíproca entre as partes” (processo nº 1072779-68.2023.8.26.0053).
Em outras duas ações, a cobrança duplicada e retroativa ocorreu quando terrenos diversos foram unificados com a finalização da obra. O valor do IPTU, com o prédio finalizado e construído, é cerca de 50% maior.
Em um deles, o relator, Botto Muscari, da 18ª Câmara de Direito Público, reverteu sentença desfavorável à Capital Administradora de Bens. Nos autos, a incorporadora alega violação aos artigos 142, 146 e 149 do Código Tributário Nacional (CTN) e que a prefeitura não permitiu a compensação tributária, prevista no artigo 5º Lei nº 17.092/2019.
Na decisão, Muscari lembra que a revisão das cobranças tributárias só pode ocorrer quando há “ situação fática até então desconhecida”, como prevê o CTN e decidiu o Superior Tribunal de Justiça (STJ) em repetitivo (REsp 1130545). E que não era este o caso, pois a própria gestão municipal expediu alvará permitindo a construção de nova edificação.
“Não é razoável fazer restituição de cifra já recolhida aos cofres públicos, cancelar lançamentos prístinos e constituir novamente o crédito com valor integral do tributo, inclusive com atualização monetária, como se o imposto jamais fora quitado”, afirma o relator (processo nº 1052877-32.2023.8.26.0053).
Na outra ação, uma sentença favorável à Vergui Empreendimentos Imobiliários foi mantida pela 14ª Câmara de Direito Público. A Sefaz defendia descuprimento de obrigaçãoacessória porque o contribuinte não teria feito “a declaração de inscrição cadastral dentro de 60 dias da abertura da matrícula unificada”. A cobrança envolvia o IPTU de 2020 a 2022, que tinha sido pago de forma individualizada.
O relator, Rezende Silveira, disse que a Declaração Tributária de Conclusão de Obra (DTCO) – exigida e entregue pela Vergui quando a obra foi finalizada – “é equivalente ao cumprimento da obrigação acessória de declaração de atualização cadastral do imóvel”. “Portanto, não há justificativa na cobrança do imposto de forma individualizada”, diz (processo nº 1070632- 69.2023.8.26.0053).
Bruno Sigaud, do Sigaud Advogados, que atuou nos três casos com seu sócio Paulo Sigaud, diz que tentou fazer a compensação tributária no caso da Previ, mas foi negada pela prefeitura. “Ela impôs quase que um empréstimo compulsório, pegou o dinheiro e lançou de novo a cobrança do imposto” afirma ele, acrescentando inexistir base legal para vincular a restituição ao processo. “É completamente ilegal e desarrazoado.”
Segundo ele, as exigências indevidas ocorrem em outras cidades, como Guarulhos (SP). “Mas em São Paulo a briga é maior, porque é uma cidade com maior disputa de terrenos”, diz. Na visão dele, a atitude da prefeitura tem “caráter arrecadatório”, mas o tribunal reconhece o direito das incorporadoras, o que evita aumento no valor do condomínio. Giampaolo Marzulli, sócio do Tauil & Chequer Advogados, lembra que a discussão começou por volta de 2020 e afeta outros setores, mas as incorporadoras imobiliárias são as mais impactadas. E que existe uma demora no processamento das informações pela prefeitura, o que resulta em cobranças complementares indevidas, com base no novo valor do imóvel.
“Seria uma forma de correr contra o tempo, mas o TJSP concluiu que o contribuinte não pode ser cobrado uma segunda vez.”Juliana Cordoni Pizza Franco, do Rocha Franco Advogados, diz que a Prefeitura de São Paulo tem dificultado a compensação na esfera administrativa. “Esse pedido tem seus percalços e a prefeitura não tem um protocolo para fazer a restituição de maneira ágil, então termina sendo necessário entrar com uma ação na Justiça”, afirma. Isabella Tralli, sócia do VBD Advogados, afirma que não era comum as empresas contestarem as cobranças, porque não é simples de enxergar os erros. “Muitos clientes terminavam pagando o valor.” Além disso, a exigência do tributo vinha sempre quando as incorporadoras precisavam entregar as chaves e não deixar pendências, sob pena de multa contratual.
“Temos orientado discutir por conta do artigo 149 do CTN que fala que a prefeitura pode fazer a revisão do lançamento quando há um fato novo desconhecido. Só que os fatos já haviam sido informados e ela já tinha conhecimento de todas as mudanças fáticas”, diz Isabella, que tem casos semelhantes no escritório, com decisões favoráveis. “Tem sido um aceno positivo da jurisprudência em favor dos contribuintes.”

O real é a moeda com melhor desempenho frente ao dólar entre 31 divisas em 2026. A moeda americana caiu para R$ 4,912, menor nível em dois anos e três meses, acumulando recuo de 10,5% no ano. O movimento reflete fatores internos e externos que fortalecem a economia brasileira.
O que aconteceu
O dólar encerrou a terça-feira cotado a R$ 4,912, registrando queda diária de 1,12%. É o menor valor desde o fim de janeiro de 2024. Enquanto isso, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas fortes, permaneceu praticamente estável, indicando que o real teve desempenho superior ao de outras economias.
A valorização da moeda brasileira é explicada por uma combinação de fatores. Um dos principais é o aumento das exportações de petróleo, que amplia a entrada de dólares no país. O barril Brent, apesar de queda de 3,7% no dia, segue em patamar elevado, em torno de US$ 110,10, após tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Outro fator relevante é o diferencial de juros. A Selic está em 14,5% ao ano, enquanto as taxas nos Estados Unidos ficam entre 3,5% e 3,75%. Isso estimula operações de carry trade, atraindo capital estrangeiro para o Brasil e fortalecendo o real.
Segundo analistas, a expectativa de juros altos por mais tempo também reforça o movimento, conforme sinalizado na ata recente do Copom.
Na Bolsa, o Ibovespa subiu 0,69%, com apoio do fluxo estrangeiro e melhora do apetite por risco. Ações como as da Ambev tiveram forte alta, acima de 15%.
Especialistas destacam que o ambiente global mais favorável a emergentes e a entrada de recursos externos seguem sustentando a valorização do real frente ao dólar.
Fonte: Revista Piaui
| A Enter, uma startup brasileira de AI do setor jurídico, acabou de triplicar seu valor de mercado para US$ 1,2 bilhão e tornou-se a primeira empresa de AI que atua na América Latina a valer mais de US$ 1 bi. |
| O aporte total na companhia foi de US$ 100 milhões e contou com a participação dos maiores fundos do mundo, como Sequoia e Founders Fund. |
| Mas o que ela faz? A Enter usa inteligência artificial para lidar de maneira automatizada com processos trabalhistas e de consumidores. Na prática, ela cria defesas, teses jurídicas e outras tarefas sem depender de um humano. |
| Eles têm dois principais benchmarks lá fora: nos EUA, a Harvey, avaliada em US$ 11 bilhões e, na Europa, a Legora, avaliada em US$ 5,5 bilhões. Usando elas de inspiração, a Enter quer dominar o mercado brasileiro… |
| Um oceano azul: O Brasil entrou em 2026 com cerca de 75 milhões de processos — quantia quase 60% maior do que o total de processos julgados no país em 2025. Isso sem falar que +90% das ações trabalhistas do mundo estão aqui. |
| Atualmente, eles possuem +45 clientes — incluindo Magalu, Latam e Itaú — e processam +300 mil casos/ano. Com o novo aporte, eles pretendem expandir operações para outras regiões e ampliar o número de funcionários de 100 para 150. |
| Zoom in: O Mateus Costa-Ribeiro, um dos fundadores, entrou na faculdade aos 14 anos, fez mestrado em Harvard e, com 20 anos, tornou-se a pessoa mais jovem aprovada na história da Ordem dos Advogados de Nova York. |
Fonte: The News
| Se a inteligência artificial fosse um carro, o mercado trocaria de piloto frequentemente. O de agora, é o Claude, da Anthropic. A AI teve um crescimento muito expressivo nos últimos meses — principalmente vs ChatGPT, da OpenAI. |
Dados da Similarweb mostram que a hegemonia do ChatGPT desmoronou em apenas 12 meses, caindo de 75% para 55% de participação, enquanto o Claude viu sua base de usuários crescer, entrando na briga dos principais players do setor. (Imagem: Reprodução | Similarweb) |
| O segredo tá no modo que o bot escolheu agir. O Claude deixou de ser apenas um chat e passou a trabalhar como um Cowork 2.0. Ele lê arquivos e trabalha com você, organiza as tarefas e para quem programa, entrega códigos que funcionam de primeira. |
| Para Fellipe Souto, especialista em AI, e que conversou com o nosso time, o diferencial do Claude não está em acertar comandos simples, mas em compreender a estrutura completa de um sistema: |
| “É a diferença entre um modelo que opera sobre palavras e um que parece operar sobre arquitetura”, explica. “Quando peço uma alteração em um módulo grande, ele identifica dependências e sinaliza que a mudança pode quebrar algo três arquivos adiante. Ele revisa o código sem o viés humano que cega quem convive com o projeto há anos.” |
| Essa fluidez transformou a programação em conversa, permitindo que o Claude se tornasse a ferramenta essencial até para quem não é da área técnica. |
| Segundo Souto, ao justificar decisões em linguagem natural, o modelo “puxa gente de fora da engenharia para dentro”. |
| Mas o crescimento vertical traz um alerta: o excesso de confiança. Para o especialista, o fato de a ferramenta ser tão precisa pode criar a ilusão de que o ser humano pode parar de pensar. |
| “Delegar escrita de código sem entender o que foi escrito é receita para dívida técnica invisível. É exatamente quando a AI parece perfeita que o desenvolvedor mais precisa estar atento“, finalizou. |
Finte: The News
Dados da Similarweb mostram que a hegemonia do ChatGPT desmoronou em apenas 12 meses, caindo de 75% para 55% de participação, enquanto o Claude viu sua base de usuários crescer, entrando na briga dos principais players do setor. (Imagem: Reprodução | Similarweb)
