Na quinta-feira (22), Salvador celebrou o lançamento do Roteiro Turístico das Comunidades de Terreiros com um desfile do afoxé Filhos de Gandhi e manifestações culturais que incluíram os tradicionais acarajé e abará. O evento ocorreu no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho, e contou com a participação de representantes de terreiros de candomblé e profissionais do setor turístico.
Promovido pela Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA), em colaboração com terreiros e o comércio turístico local, o evento faz parte do projeto Agô Bahia. A iniciativa visa valorizar as religiões de matriz africana e impulsionar o afroturismo na região. Durante o lançamento, também foi apresentado um manual com orientações para a comunidade sobre o turismo em terreiros.
Maurício Bacelar, titular da Setur-BA, destacou a importância de proporcionar aos visitantes uma experiência respeitosa ao conhecer as religiões afro-brasileiras. “Visitar um terreiro de candomblé é adentrar um templo religioso que exige respeito e procedimentos específicos”, afirmou Bacelar em comunicado.
Nesta fase inicial, o roteiro abrange dez casas de candomblé, sendo nove na capital baiana e uma na região metropolitana. Os terreiros selecionados são: Casa Branca, Gantois, Ilê Axé Opô Afonjá, Bate Folha, Zoogodô Bogum Malê Hundó, Ilê Maroialaji Alaketu, Ilê Oxumarê Axé, Ilê Asipá e Hunkpame Savalu Vodun Zo Xwe, além do Manso Kilebemkueta Lemba Furamon em Camaçari.
A seleção dos terreiros foi precedida por um processo de escuta das lideranças religiosas, que ofereceu sugestões para melhorias nas instalações e sinalização turística. Além disso, foram realizadas capacitações para o atendimento aos visitantes e produção de material informativo.
O projeto prevê a inclusão de terreiros de outras cidades baianas nas próximas etapas, e as casas interessadas devem manifestar interesse à Secretaria de Turismo do estado. Agentes e operadores de viagens interessados em comercializar pacotes turísticos devem entrar em contato com a secretaria para mais informações.
Fonte: Alma Preta por Geovane Ramos

A Reforma Tributária e seus impactos na saúde foi tema de audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal na terça-feira (20/8). O secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, ressaltou que a saudabilidade dos alimentos teve papel determinante para sua inclusão nas categorias de alíquota zero ou alíquotas reduzidas na elaboração do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024.
No PLP 68/2024, que regulamenta a maior parte da reforma e que neste momento tramita no Senado, os alimentos foram distribuídos em três categorias de alíquotas no novo sistema: alíquota zero, para aqueles que estão na cesta básica; alíquota reduzida em 60% da alíquota padrão; e alíquota cheia.
Appy salientou que, na preparação do PLP, realizada no âmbito do Programa de Assessoramento Técnico à Implementação da Reforma da Tributação sobre o Consumo (PAT-RTC), criado pelo Ministério da Fazenda, todos os alimentos in natura e minimamente processados ficaram com alíquota reduzida, e a maioria deles com alíquota zero, o que vem sendo mantido ao longo da tramitação no Congresso. Já o Imposto Seletivo (IS), conforme explicitado na Emenda Constitucional (EC) 132 – promulgada em dezembro de 2023 e que promove a Reforma Tributária do consumo –, desestimula o consumo de produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Saudabilidade
“Os alimentos ultraprocessados estão quase todos na alíquota cheia”, explicou Appy. “Estamos falando de uma diferença de tributação que não é pequena”, disse, ao fazer a comparação com os alimentos que estão na alíquota reduzida. Essa diferenciação entre os alimentos in natura e minimamente processados e os ultraprocessados, portanto, já existe, mas pode ser aperfeiçoada, segundo Appy. “Pode-se até melhorar esse desenho”, afirmou.
Ele frisou que a saudabilidade esteve presente ao longo de todo o debate que precedeu o envio do PLP 68/2024 ao Congresso. “Esse é um tema que não foi esquecido quando o projeto foi enviado ao Congresso Nacional”, acrescentou. Nesse mesmo sentido ocorreram as discussões sobre o IS, destinado a incidir sobre produtos “claramente nocivos à saúde e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e refrigerantes, uma das categorias dos alimentos ultraprocessados”, pontuou Appy.
Durante a audiência, presidida pela senadora Leila Barros (PDT-DF), o secretário frisou, no entanto, que a saudabilidade não foi o único critério aplicado para a distinção de tributação sobre os alimentos na reforma. “Não foi considerada apenas a questão da saudabilidade, mas também o impacto distributivo”.
Appy sublinhou o papel do cashback – mecanismo de devolução às famílias de renda mais baixa dos tributos pagos por elas sobre seu consumo –, como instrumento mais eficiente que as alíquotas reduzidas para a promoção da progressividade tributária no país e, em consequência, da justiça social. “Certamente, para as famílias mais pobres, o aumento do poder de compra, é um determinante da saúde”, disse o secretário.
Cesta básica
A proposta original do PLP 68/2024 partiu da cesta básica do PIS/Cofins, acrescida dos demais alimentos in natura e minimamente processados. A distribuição entre cesta básica e alíquota reduzida priorizou os alimentos consumidos majoritariamente pelos mais pobres. A Câmara dos Deputados ampliou a cesta básica com a inclusão das carnes e dos queijos, além de algumas outras mudanças na composição das listas.
Já a redução em 60% da alíquota padrão – que será definida pelo Senado Federal – inclui produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas vegetais. Na audiência da terça-feira, Appy também destacou a redução das alíquotas, a zero, da tributação sobre dispositivos médicos e medicamentos no novo sistema.
Ministério da Fazenda
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) disponibilizou ontem, 23/8/2024, a 7ª edição do Boletim CVM Agronegócio, elaborado pela Superintendência de Securitização e Agronegócio (SSE) da Autarquia. A participação do agronegócio no Mercado de Capitais é o destaque da nova edição.
O documento traz dados de evolução do mercado com a data-base de junho/24 e indica que o volume financeiro do agronegócio nos últimos 12 meses (junho de 2023 a junho de 2024) cresceu 19,5%, alcançando a marca de R$ 509,59 bilhões.
“Nesta edição do Boletim, é possível visualizar, em números, que a participação do agronegócio no Mercado de Capitais vem crescendo de forma significativa. É um valor expressivo e representativo. Na CVM, seguiremos comprometidos a alavancar mais ainda este setor, que possui potencial para continuar avançando.”
David Menegon, Gerente de Securitização e Agronegócio da CVM (GSEC-3/CVM).
Vale destacar também que a faixa do mercado de capitais correspondente ao agronegócio cresceu 9,8% em um ano (junho de 2023 a junho de 2024).
Fiagro em alta
O mercado de Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também teve alta acima da média do mercado, crescendo 153% nos últimos 12 meses, enquanto o Mercado de Capitais cresceu 9% no mesmo período. O patrimônio líquido alcançou o valor de R$ 37,3 bilhões em junho/2024.
Lembre-se!
Desde a terceira edição, o Boletim do Agronegócio conta com dashboard interativo, que apresenta a evolução do mercado no período analisado, além de detalhamento dados sobre Fiagro e CRA. Em breve, também estarão disponíveis no documento informações sobre ofertas no âmbito do agronegócio.
Acesse a nova edição do Boletim CVM do Agronegócio e o painel interativo do período.
Fonte: Valores Mobiliários Gov
O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania Juventude (Pronasci Juventude) chegou a Salvador, capital da Bahia. A iniciativa da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi apresentada na cidade nos dias 19 e 20 de agosto em um evento técnico-científico no Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória.
O evento incluiu mobilizações das redes de garantia de direitos, organizações comunitárias e juventudes, além de visitas aos espaços de referência nos bairros Fazenda Coutos e Paripe, no Subúrbio Ferroviário, e Liberdade, na região central de Salvador. A solenidade de abertura reuniu cerca de cem pessoas, entre autoridades do governo federal, acadêmicos e instituições parceiras.
A secretária Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, presente na cerimônia, destacou a importância do projeto voltado para jovens em situação de vulnerabilidade socio-racial agravada. “Estamos começando quase que simultaneamente em Salvador e no Rio de Janeiro e já negociando a ampliação para as regiões Norte e Centro-Oeste ainda neste ano”, afirmou. Ela ressaltou a meta de expandir do projeto a partir do próximo ano, especialmente para cidades mais afetadas pela violência.
Também participaram do evento a coordenadora-geral do Pronasci, Tamires Gomes Sampaio; a coordenadora-geral do Pronasci Juventude, Andreia de Jesus; e a coordenadora do Pronasci Juventude baseada na Senad, Lívia Casseres.
A cerimônia contou, ainda, com a presença de representantes do Ministério da Igualdade Racial, do Instituto Federal da Bahia, da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, da Defensoria Pública do Estado da Bahia, da Coordenação-Geral de Políticas para Juventude da Bahia, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Fundo de População das Nações Unidas e da Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas. Os jovens Álvaro Oliveira e Uiliane Barreto, moradores dos territórios atendidos, também participaram como representantes do engajamento da juventude local.
Lançamento especial
O evento incluiu o lançamento da edição comemorativa da revista Turma da Mônica Jovem – Estatuto da Juventude, elaborada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), Instituto Maurício de Sousa e governo federal. O exemplar, distribuído virtualmente, celebra o Dia Internacional da Juventude e o 11º aniversário da Lei Federal nº 12.852/2013, que estabelece o Estatuto da Juventude.
Visita aos territórios
A equipe do Pronasci Juventude também fez visitas técnicas a espaços de referência em Salvador, como o Projeto Educar é Ensinar a Viver, em Fazenda Coutos; o Centro Cultural Mamulengo, em São Tomé de Paripe; a Associação Cultural Linha 8, na Liberdade; e o espaço de convivência do CIEE, em Salvador. “Conhecer os territórios é fundamental para dimensionar a nossa atuação e promover o desenvolvimento social e comunitário de adolescentes e jovens de 15 a 24 anos em situação de vulnerabilidade socio-racial agravada”, concluiu Andreia de Jesus, coordenadora-geral do Pronasci Juventude.
Sobre o projeto
A implementação do programa nas cidades do Rio de Janeiro e de Salvador tornou-se possível a partir da construção conjunta de estratégias e metodologias próprias da prevenção no campo das políticas sobre drogas. Essas ações são fundamentadas nos impactos da letalidade violenta, do aprisionamento em massa de jovens negros e periféricos e da exploração do trabalho infantil pelas organizações criminosas que movimentam o mercado de drogas ilícitas nas duas cidades.
O programa, que tem investimento inicial de R$ 22 milhões, funciona por meio de parceria com o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (Laps), da Fiocruz. Ele permitirá o atendimento, a proteção social, a elevação da escolaridade, a formação profissionalizante e a inclusão produtiva de 1,5 mil jovens no Rio de Janeiro e de 500 em Salvador. Ainda neste ano, o Pronasci Juventude chegará ao Norte e ao Centro-Oeste do Brasil.
Pronasci Juventude no Rio de Janeiro
O programa foi lançado no Rio de Janeiro nos dias 13 e 14 de agosto em um encontro com a participação de cerca de 30 agentes territoriais, ativistas e lideranças comunitárias, na Defensoria Pública do RJ. A solenidade de abertura do evento técnico-científico ocorreu no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira.
Fonte: Gov.br
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, participaram nesta sexta-feira (23) da inauguração de fábrica de polipeptídeo sintético, em Hortolândia (SP), voltada para a produção de medicamentos para diabetes e obesidade.

Em nota, o ministério informou que a fábrica vai produzir a liraglutida sintética, “produto inovador que foi submetido para registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está na fila prioritária para avaliação”.
Operada pela farmacêutica EMS, a fábrica também deve produzir a semaglutida, insumo do medicamento Ozempic, cuja patente vigora até março de 2026 e cujo pedido de registro já foi submetido à Anvisa.
“Com um investimento de R$ 60 milhões, o espaço representa um marco histórico, pois é considerado o primeiro do tipo no país e faz parte das iniciativas do governo federal relacionadas ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde”, avaliou o ministério, em nota.
Durante a inauguração, Nísia destacou benefícios para pacientes com diabetes. “É o primeiro medicamento produzido no país para tratamento de diabetes e obesidade, de forma inovadora, utilizando peptídeos, a liraglutida e também a semaglutida”.
“É motivo de muito orgulho e de muita expectativa”, disse. “A produção de polipetídeos sintéticos vai reduzir os efeitos colaterais para pacientes e também o custo, além de garantir avanço na autonomia do nosso país”, completou.
Em sua fala, a ministra citou a importância de “esforços conjugados” e avaliou a inauguração da nova fábrica como “o encontro da competência e da qualidade do setor privado com as políticas públicas do governo federal”.
Durante a cerimônia, Lula avaliou o momento como “auspicioso” para a saúde no Brasil. “Muito me alegra voltar a esse complexo industrial 17 anos depois da primeira visita”, disse, ao citar o poder de compra do Estado como “fator muito importante para o desenvolvimento da indústria nacional”.
“Estamos convencidos de que o poder de compra do SUS vai permitir que a gente tenha uma indústria farmacêutica capaz de competir com qualquer uma do mundo. O Brasil cansou de ser pequeno, de ser um país em vias de desenvolvimento, de dizer que somos o país do futuro. Não.Queremos ser grandes. Pra nós, o futuro não é amanhã, começa agora. E essa fábrica é o exemplo de que o futuro já chegou na área da saúde.”
Entenda
A inauguração da fábrica atende às diretrizes da estratégia nacional para o desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, lançada em setembro de 2023 e com previsão de investimento de R$ 57,4 bilhões do setor público e da iniciativa privada até 2026.
A proposta é expandir a produção nacional de itens classificados como prioritários para o Sistema Único de Saúde (SUS), além de reduzir a dependência do Brasil no que diz respeito a insumos, medicamentos, vacinas e outros produtos estrangeiros.
Na matriz de desafios produtivos e tecnológicos em saúde, o diabetes, segundo o ministério, foi identificado como prioridade, tornando a inovação e o desenvolvimento tecnológico de plataformas e produtos relacionados a essa condição relevantes no âmbito do complexo.
Com informações da Agência Brasil
Há dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional cuja aprovação poderá contribuir para tornar mais eficaz a prevenção, o combate às fraudes e a reparação mais efetiva de eventuais danos materiais por elas provocados. O primeiro é o PL 4704/2023, originado na Comissão Parlamentar de Inquérito referente ao caso das Americanas, que se encontrava, até a data em que escrevi este artigo, aguardando o parecer do relator na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados.
A proposição dispõe sobre ações de responsabilidade civil contra o administrador de sociedade anônima e de reparação de danos contra acionistas controladores e auditores independentes, a divulgação de fatos relevantes e a devolução de bônus e vantagens referentes ao desempenho da companhia na ocorrência de erros ou fraudes. Fica estabelecida a possibilidade de indenização de acionistas minoritários pelo conselho de administração, donos e, eventualmente, auditores independentes.
Outro ponto relevante é a obrigatoriedade de instituição dos comitês de auditoria nas empresas. Entendemos que essa proposta, apesar de ser positiva, necessita de aprimoramentos quanto à forma prevista para a responsabilização dos diferentes agentes no projeto de lei. Citamos, por exemplo, a necessidade de deixar claro que a apuração da responsabilidade dos auditores independentes deve ser com base naquilo que está previsto nas normas profissionais e regulações como sendo suas atribuições e conduzida em processo separado dos demais agentes.
O segundo Projeto de Lei é o 2.581/2023. De autoria do senador Sérgio Moro (União-PR), já foi aprovado pelo Senado e remetido à Câmara dos Deputados no final de junho. Dispõe sobre instrumentos de proteção, incentivo e recompensa a informantes que noticiem crimes ou atos ilícitos no mercado de valores mobiliários ou em companhias abertas. Seu principal propósito é estabelecer um programa de incentivos a colaboradores das empresas ou qualquer pessoa que denunciem fraudes.
É algo muito parecido com o que já existecom o chamado Whistle and Blow nos Estados Unidos, onde se criou um mecanismo de denúncias a serem feitas diretamente à Securities and Exchange Commission, agência independente responsável por proteger e regular o mercado de capitais, análoga à nossa Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A União Europeia também regulamentou a proteção dos profissionais que denunciem práticas ilegais no local de trabalho.
Com o PL, portanto, estamos avançando nessa questão. Cabe esclarecer que não se trata de uma figura jurídica igual à delação premiada, pois as informações e denúncias focadas na proposição devem ser feitas por pessoas não envolvidas na fraude.
O projeto também prevê a declaração por parte dos administradores sobre a estruturados controles internos. É um sistema semelhante ao modelo SOX (Lei Sarbanes-Oxley) já existente nos Estados Unidos e no Japão.
Os administradores precisarão fazer testes sobre os controles internos, emitindo declaração de que estão funcionando perfeitamente. Isso precisará ser chancelado pelos auditores externos, que, assim, também terão a responsabilidade de testaros controles internos, com dois objetivos: validar a declaração da administração e avaliar se está correta ou não; e analisá-la como parte integrante dos procedimentos que já fazem na asseguração das demonstrações financeiras.
Ampliar as ferramentas voltadas a coibir atos ilícitos é fundamental, pois, infelizmente, sua ocorrência continua grave em todo o mundo. O Report to the Nations 2024da Association of Certified Fraud Examiners examinou 1.921 casos de fraudes em empresas, em 138 países, sendo 93 na América do Sul e Caribe. É interessante notar, referendando a importância do PL quanto ao estabelecimento de canais para que os colaboradores possam fazer denúncias, que 43% das fraudes citadas pelo estudo foram detectadas por meio desse mecanismo.
Nos atos ilícitos orquestrados por proprietários e/ou executivos, as perdas financeiras foram mais do que sete vezes maiores do que as originadas em atos realizados pelos funcionários. Outro dado a ser enfatizado no estudo diz respeito ao significado de identificar rapidamente o problema: fraudes descobertas em menos de um ano provocaram perda média de 50 mil dólares; as desmascaradas em 10 anos ou mais causaram prejuízo médio de 250 mil dólares.
Quanto aos mecanismos antifraude, a auditoria de demonstrações contábeis foiapontada como o segundo mais comum (84%), enquanto o código de conduta é o mais recorrente (85%). Segundo os entrevistados, mais da metade dos casos ocorreu devido à falta de controles internos(32%) ou sua substituição (19%). Em 82% das ocorrências, as organizações modificaram seus controles antifraude após as ocorrências.
Diante dessa dura realidade, os dois projetos de lei em curso no Brasil são importantes para proporcionar mais transparência e impor um nível de governança mais robusto na prevenção, identificação e aplicação de sanções em casos de fraude. Assim, contribuirão para ampliar a atratividade do mercado de capitais, melhorar a credibilidade das empresas e proporcionar mais confiança aos investidores, com reflexos positivos na economia e na sociedade.
Fonte: capital aberto. Com
Os “baby boomers”, expressão geracional dada àqueles nascidos entre 1945 e 1964, controlam US$ 93 trilhões, ou dois terços da riqueza familiar americana. E é hora de pensar em sucessão. Os aposentados da classe média gastarão suas economias e morrerão sem deixar herança. Mas os bilionários deverão realizar a maior transferência geracional de riquezas de todos os tempos, com o 1% mais rico detendo 31% dos ativos líquidos. Essa minoria poderá deixar uma quantia considerável para seus filhos, netos e causas favoritas.
O governo se interessa pelo assunto, pois – teoricamente – o imposto americano sobre heranças é de 40%. O imposto sobre heranças costumava ser uma fonte significativa de arrecadação. No entanto, ele foi enfraquecido por 25 anos de decisões políticas, regulatórias e judiciais e pela engenhosidade de advogados. OCongresso elevou o valor que um casal pode transferir sem impostos para seus herdeiros de US$ 1,35 milhão em 2000 para quase US$ 26 milhões em 2023. Os recursos podem ser colocados em um trust, podendo render sem impostos adicionais.
Bilionários dão dicas sobre como ganhar dinheiro
Como resultado, apenas 0,04% das heranças foram tributadas em 2020, ante 2,18% em 2000. É verdade que, de acordo com a lei atual, a isenção de impostos sobre heranças cairá pela metade até 2026, quando expirarem os cortes fiscais temporários de 2017, firmados na gestão de Donald Trump.
No entanto, o Fisco concordou que, se isso acontecer, não tentará reaver o dinheiro transferido durante a vida.
Uma maneira de os ricos evitarem impostos e ainda serem elogiados é por meio da filantropia.Andrew Carnegie, que fez campanha pelo imposto moderno sobre heranças, doou 90% de seu dinheiro, que hoje giraria em torno de US$ 6 bilhões, antes de sua morte em 1919. Os 10% restantes foram para a organização sem fins lucrativos Carnegie Corp. “Quem morre rico morre desonrado”, escreveu em seu ensaio de 1889 “O Evangelho da Riqueza”.
Para atualizar esse conceito, Warren Buffett e Bill e Melinda Gates criaram em 2010 o Giving Pledge. A ideia é que os participantes dediquem a maior parte de sua riqueza a causas filantrópicas durante a vida ou após a morte. Desde então, 104 bilionários americanos, com um patrimônio líquido de US$ 1,5 trilhão, assinaram o compromisso. No entanto, nem toda doação é filantrópica. Recentemente, uma nova categoria de organizações sem fins lucrativos “de bem-estar social” começou a distorcer o significado da filantropia, uma vez que essas organizações podem se envolver em atividades políticas – coisas que as instituições de caridade tradicionais não fazem.
Os exemplos dos bilionários
A Forbes identificou 572 bilionários entre os 88 milhões de americanos nascidos antes de 1965. Eles deverão transferir cerca de US$ 3,9 trilhões a seus herdeiros. O que eles acham dos impostos? “Apenas idiotas pagam impostos sobre herança”, disse Gary Cohn, ex-presidente do Goldman Sachs, enquanto servia como principal conselheiro econômico do presidente Donald Trump.
Três membros da lista Forbes 400 compartilharam como fizeram para garantir que suas riquezas irão para as respectivas famílias e as causas que apoiam – técnicas que também podem funcionar para aqueles com menos recursos. Os quatro têm entre 77 e 87 anos, o que os torna membros da Geração Silenciosa (anterior à dos baby boomers). Eles não foram nada silenciosos ao discutir seus legados. Nossos “professores” são Phil Knight, cofundador da Nike; Harold Hamm, o caminhoneiro que se tornou o rei do fracking, com um patrimônio líquido de US$ 25,2 bilhões; e Barry Diller, um guru da televisão que se tornou empreendedor na internet, com US$ 4,1 bilhões – e o único democrata.
Phil Knight
Knight, cofundador da Nike, admite que doar a maior parte de sua fortuna, estimada em US$ 39,5 bilhões, é mais difícil do que parece. Seu desejo é garantir que sua fortuna vá para a família e para a caridade, e não para os impostos. “Converso o tempo todo sobre isso com meu consultor financeiro”, afirma. “Minha filosofia é que as instituições de caridade vão usar meu dinheiro melhor do que o governo. Então, minha consciência está tranquila.”
O estado do Oregon tem se beneficiado de sua filantropia. Estima-se que Knight já tenha doado cerca de US$ 3,4 bilhões, principalmente para aUniversidade de Oregon e para Stanford. Ele foi atleta em Oregon, serviu um ano no Exército, obteve um MBA em Stanford, surfou e vendeu enciclopédias no Havaí a caminho do Japão, onde garantiu os direitos de importação dos EUA para uma linha de tênis de corrida, e se tornou contador público certificado. Tudo antes de fundar a Nike em 1964 com seu treinador de atletismo da faculdade. “O imposto sobre heranças é um grande motivo para as doações”, diz ele. “Eu escolhi focar em causas importantes que podem ter um grande impacto”, acrescenta.
A responsabilidade de colocar os planos em prática, diz Knight, será primeiro de Penny, sua esposa de 55 anos, que “tem 10 anos a menos do que eu e está em melhor forma”. Em seguida, o filho Travis, de 50 anos, tomará as decisões. Em sua autobiografia “Shoe Dog”, publicada em 2016, Knight mostrou seu arrependimento por não ter passado mais tempo com seus dois filhos enquanto construía a Nike. Seu filho mais velho, Matthew, morreu praticando mergulho em 2004. Agora ele está passando tempo com Travis, conversando sobre filantropia. Esse processo, Knight admite, “ainda está em seus primeiros estágios, porque começamos a falar sobre essas coisas nos últimos anos. Ainda estou tomando as decisões, mas ele está ao meu lado enquanto as tomo.”
Harold Hamm
“Dinheiro não o motiva de jeito nenhum”, diz Shelly Lambertz, diretora de cultura e administrativa da Continental Resources, sobre seu pai, Harold Hamm, fundador da empresa. “Ele ama a empresa. É o seu primeiro e favorito filho. Sua identidade.” Hamm é o 13º filho de um casal de agricultores de Oklahoma. Ele já colheu algodão descalço e dirigiu um caminhão tanque após o ensino médio. Começou a perfurar poços aos 25 anos e liderou a revolução do fracking nos Estados Unidos.
Ele diz que sua prioridade agora é gerar dinheiro para pagar um empréstimo de US$ 4,3 bilhões que ele usou para fechar o capital da Continental no ano passado. Naquela época, ele já havia transferido metade da participação da família na Continental, agora estimada em US$ 25 bilhões, para trusts em benefício de seus cinco filhos. Isso levou 25 anos de trabalho com advogados e uma série de transações complicadas que envolveram uma LLC familiar, empréstimos para os trusts e descontos de valor. “A chave é começar cedo, quando a empresa é pequena”, diz. “Você deve organizar as coisas para que seus herdeiros não precisem vender a empresa para pagar impostos quando você morrer”.
Até o momento, Hamm doou cerca de US$ 200 milhões – menos de 1% de sua riqueza – para caridade, destinando-os a pesquisas sobre diabetes, institutos de energia e outras causas. Em 2011, ele assinou o Giving Pledge com sua segunda esposa; três anos depois, escreveu um cheque de acordo de divórcio no valor de US$ 975 milhões, jurando que nunca mais iria se casar. Ele também não está inclinado a compartilhar com o IRS. “Não vi nada que me levasse a acreditar que o governo tem lidado bem com o dinheiro que a população dos Estados Unidos já lhe deu.”
Barry Diller
Diller, fundador e presidente do conglomerado de internet e mídia IAC, conversou com a Forbes em seu escritório em Manhattan em setembro, depois de passar o verão navegando pelo Mediterrâneo. Seu argumento é que o código tributário é injusto para quem não tem um iate. “Essa ideia de que o capital merece proteção enquanto os salários dos trabalhadores não merecem é uma monstruosidade”, afirma. Mesmo assim, ele diz não se arrepender de ter usado instrumentos financeiros para pagar menos impostos. “Você tem de obedecer ao código tributário. Se a lei diz que você pode fazer isso ou aquilo, por que uma pessoa sensata agiria de outra maneira?”
Embora seja um signatário do Giving Pledge, Diller ainda planeja deixar muito dinheiro para seus filhos. Ele cresceu em uma família de classe média alta em Beverly Hills, abandonou a faculdade e começou no departamento de correio da William Morris Agency. “Ou eles são ambiciosos ou não são. Eu não acredito que o dinheiro motive a ambição de qualquer maneira.” Ele mesmo foi o CEO prodígio da Paramount Pictures e depois da Fox antes de decidir, aos 50 anos, que queria ser dono de sua própria empresa.
Diller envolve os filhos na caridade. “Antes do Giving Pledge se tornar público, Warren Buffett me ligou e perguntou se consideraríamos estar no grupo inicial. Eu disse ‘vou perguntar ao meu filho, já que será o mais diretamente afetado’“, ele afirma. Seu filho é o príncipe Alex von Furstenberg, de 53 anos, um dos dois filhos de seu primeiro casamento. Diller casou-se com Diane von Furstenberg, a famosa estilista de moda, em 2000. “Alex é meio que um autodidata em investimentos”, diz o bilionário.
Fnte: Forbes com reportagem de Chris Helman.
Tradução: Lívia Della Volpe
A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve recorde para o mês de julho, alcançando R$ 231,04 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal. O resultado representa aumento real de 9,55%, ou seja, descontada a inflação, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em comparação com julho de 2023.

Também é o melhor desempenho arrecadatório para o acumulado de janeiro a julho. No período, a arrecadação alcançou o valor de R$ 1,53 trilhão, representando um acréscimo pelo IPCA de 9,15%.
Os dados sobre a arrecadação estão disponíveis no site da Receita Federal.
Quanto às receitas administradas pelo órgão, o valor arrecadado no mês passado ficou em R$ 214,79 bilhões, representando acréscimo real de 9,85%. No acumulado do ano, arrecadação da Receita alcançou R$ 1,45 trilhão, alta real de 9,07%.
Os resultados foram influenciados positivamente pelas variáveis macroeconômicas, resultado do comportamento da atividade produtiva e, de forma atípica, pela tributação dos fundos exclusivos, atualização de bens e direitos no exterior e pelo retorno da tributação do Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre combustíveis.
Ainda, houve aumento da arrecadação no mês em razão da situação de calamidade ocorrida no Rio Grande do Sul, pela prorrogação dos prazos para o recolhimento de tributos em alguns municípios gaúchos. Por outro lado, a situação levou à perda de arrecadação no acumulado do ano. O estado foi atingido por enchentes nos meses de abril e maio, o pior desastre climático da sua história, com a destruição de estruturas e impacto a famílias e empresas. Dos 497 municípios gaúchos, 478 foram afetados.
“Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 6,77% na arrecadação do período acumulado e de 8,28% na arrecadação do mês de julho”, informou a Receita Federal.
Receitas atípicas
No acumulado do ano, a Receita Federal estima em R$ 7,3 bilhões a perda de arrecadação com o diferimento de tributos federais em razão dos decretos de calamidade pública dos municípios do Rio Grande do Sul.
Considerando apenas o mês de julho, houve uma receita extra de R$ 700 milhões pela prorrogação dos prazos para o recolhimento de tributos em alguns municípios gaúchos. Contribuições previdenciárias com vencimentos em abril, maio e junho de 2024 foram postergadas para julho, agosto e setembro de 2024, respectivamente. Enquanto o Simples Nacional com vencimento em maio foi postergado para junho e o com vencimento em junho foi postergado para julho.
Contribuindo para melhorar a arrecadação, em julho, houve recolhimento extra de R$ 270 milhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) – Rendimentos de Capital, referente à tributação de fundos exclusivos, o que não ocorreu no mesmo mês de 2023. De janeiro a julho, essa arrecadação extra chegou a R$ 13 bilhões. A lei que muda o Imposto de Renda incidente sobre fundos de investimentos fechados e sobre a renda obtida no exterior por meio de offshores foi sancionada em dezembro do ano passado.
Ainda assim, no total do mês de julho, a arrecadação do IRRF-Rendimento de Capital teve redução de 1,11% em relação a julho de 2023, alcançando R$ 8,75 bilhões, resultado, principalmente, da queda de receitas de aplicações e fundos de renda fixa. Já no acumulado do ano, a arrecadação com esse item chega a R$ 81,93 bilhões, crescimento real de 17,83%, sendo R$ 13 bilhões decorrentes da tributação dos fundos exclusivos.
Com base na mesma lei das offshores, as pessoas físicas que moram no Brasil e mantêm aplicações financeiras, lucros e dividendos de empresas controladas no exterior tiveram até 31 de maio para atualizar seus bens e direitos no exterior. Com isso, no acumulado do ano, o Imposto de Renda Pessoa Física apresentou uma arrecadação de R$ 45,36 bilhões, com crescimento real de 18,14%. Só com a regularização, foram arrecadados R$ 7,49 bilhões.
A reoneração das alíquotas do PIS/Pasep (Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) sobre combustíveis contribuiu para evitar a perda de arrecadação. Em julho de 2023, a desoneração com esses tributos foi de R$ 3 bilhões.
Por outro lado, em julho de 2023 houve receita de R$ 1,07 bilhão do imposto de exportação de óleo bruto, o que não houve em julho deste ano. No acumulado do ano de 2024, a perda de arrecadação com esse item chegou a R$ 3,57 bilhões do imposto de exportação sobre óleo bruto, a qual integrava essa agregação.
Outros destaques
Também foram destaque da arrecadação de julho o PIS/Pasep e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que apresentaram, no conjunto, uma arrecadação de R$ 45,26 bilhões no mês passado, representando crescimento real de 22,04%. No acumulado do ano, o PIS/Pasep e a Cofins arrecadaram R$ 302,46 bilhões. O desempenho é explicado, entre outros aspectos, pelo retorno da tributação incidente sobre os combustíveis e pela atividade produtiva, com aumento na venda de bens e serviços.
No mês passado, houve crescimento de recolhimentos do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incide sobre o lucro das empresas. A arrecadação somou R$ 52,15 bilhões, com crescimento real de 6,2% sobre o mesmo mês de 2023. O resultado é explicado pelo acréscimo real de 8,04% na arrecadação do balanço trimestral e de 9,67% do lucro presumido.
Já a Receita Previdenciária totalizou uma arrecadação de R$ 53,559 bilhões em julho, com crescimento real de 6,04%. Esse resultado se deve à alta real de 5,81% da massa salarial e a postergação do pagamento para municípios gaúchos, além do crescimento de 15% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária, no período de janeiro a julho de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior.
No acumulado do ano, a Receita Previdenciária teve aumento real de 5,45%, chegando a R$ 371,69 bilhões.
Indicadores macroeconômicos
A Receita Federal apresentou os principais indicadores macroeconômicos que ajudam a explicar o desempenho da arrecadação no mês, todos positivos.
Entre eles, estão o crescimento da venda de bens e serviços, respectivamente, em 2% e 1,3% em junho (fator gerador da arrecadação de julho) e alta de 3,58% e 1,38% entre dezembro de 2023 e junho de 2024 (fator gerador da arrecadação do período acumulado).
A produção industrial também subiu 5,63% em junho passado e 2% no período acumulado. O valor em dólar das importações, vinculado ao desempenho industrial, teve alta de 18,39% em junho de 2024 e de 5,54% entre dezembro de 2023 e junho deste ano.
Também houve crescimento de 10,28% da massa salarial em junho e de 11,38% no acumulado encerrado no mês.
Fonte: Agencia Brasil
Segundo os dados mais atuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2021, onze municípios são responsáveis por quase um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Essas cidades formam um grupo que, em termos econômicos, lidera o desenvolvimento do país.
Os três primeiros municípios no ranking do PIB são os mais previsíveis: São Paulo, com 9,20% de participação na economia nacional, Rio de Janeiro, com 3,99%, e Brasília, que detém 3,18%. Esses números refletem a concentração de serviços e indústria nessas regiões.
São Paulo: A maior economia municipal
São Paulo, a maior cidade do Brasil, é o carro-chefe da economia brasileira. Com um PIB de R$ 828,9 bilhões em 2021, a capital paulista continua sendo um polo financeiro e industrial relevante. A presença de grandes empresas e investimentos na infraestrutura são fatores determinantes para essa liderança.
Quais são os Municípios com Maior Participação no PIB do Brasil?
Além dos já mencionados São Paulo, Rio de Janeiro, e Brasília, outras cidades também apresentam significativas participações no PIB do país. Municípios como Belo Horizonte, Manaus e Curitiba, cada um com pouco mais de 1% de participação, também desempenham papéis cruciais na economia nacional.
Osasco e Maricá: Os Novos Destaques Econômicos
Outras cidades têm mostrado um crescimento econômico impressionante. Osasco, na Grande São Paulo, subiu da 16ª para a 7ª posição em menos de uma década. A cidade se tornou um hub para empresas de tecnologia como Mercado Livre e Uber, contribuindo com R$ 86,1 bilhões para o PIB.
No entanto, o movimento mais notável foi o de Maricá. Em 2021, Maricá ocupou a oitava posição, após saltar do 26º lugar em 2020 e do 354º em 2002. Este crescimento meteórico se deve principalmente à extração de petróleo e gás, principalmente pelos altos valores recebidos em royalties e participações especiais.
O Desempenho das Capitais Regionais
Outras capitais regionais também mantêm participações significativas, mas com algumas perdas. Confira a lista dos municípios com maior participação no PIB em 2021:
- 1º – São Paulo (R$ 828,9 bilhões)
- 2º – Rio de Janeiro (R$ 359,6 bilhões)
- 3º – Brasília (R$ 286,9 bilhões)
- 4º – Belo Horizonte (R$ 105,8 bilhões)
- 5º – Manaus (R$ 103,2 bilhões)
- 6º – Curitiba (R$ 98 bilhões)
- 7º – Osasco (R$ 86,1 bilhões)
- 8º – Maricá (R$ 85,1 bilhões)
- 9º – Porto Alegre (R$ 81,5 bilhões)
- 10º – Guarulhos (R$ 77,3 bilhões)
Por que Algumas Cidades Perderam Participação no PIB?
Apesar de manterem suas posições no ranking, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte viram suas participações no PIB diminuir devido a mudanças na categoria de serviços. Segundo Luiz Antonio de Sá, analista de Contas Regionais do IBGE, as atividades financeiras, de seguros, serviços relacionados e administração pública foram particularmente afetadas.
Por outro lado, a pandemia de Covid-19 teve um impacto significativo nas economias locais. As capitais e outras grandes cidades que dependem de serviços presenciais ainda não recuperaram suas participações no nível pré-pandemia.
Em resumo, o cenário econômico brasileiro continua a mostrar concentração em alguns municípios, mas também uma movimentação crescente em economias emergentes, destacando a diversidade e a complexidade do desenvolvimento regional do país.
Fonte: BM&C News
O Rio de Janeiro foi classificado entre as três melhores cidades do mundo para “férias de trabalho” em 2024, de acordo com o segundo Barômetro Work from Anywhere, divulgado pelo IWG (International Workplace Group). A cidade brasileira, que em 2023 ocupava a sexta posição, subiu para o segundo lugar, empatada com Barcelona, e ficou atrás apenas de Budapeste, que lidera o ranking.
O estudo, que avaliou as cidades com base em 10 critérios, como clima, transporte, custo de vida e velocidade da internet banda larga, reforça a crescente popularidade das “workcations” – conceito que combina trabalho e lazer em um mesmo destino. Pequim e Lisboa completam o top 5 do ranking de 2024.
Sendo assim, o Top 5 ficou distribuído da seguinte maneira:
- Budapeste (Hungria)
- Rio de Janeiro (Brasil)
- Barcelona (Espanha)
- Pequim (China)
- Lisboa (Portugal)
A ascensão do trabalho híbrido tem impulsionado o aumento das “férias de trabalho” mais longas, já que os funcionários agora têm mais flexibilidade sobre como e onde exercer suas atividades. Segundo a pesquisa do IWG, 84% dos trabalhadores híbridos já estenderam ou consideram estender suas férias para trabalhar remotamente.
“O Rio de Janeiro consolidou sua posição como um destino preferido para quem busca equilibrar trabalho e lazer. Com investimentos em infraestrutura como a cobertura 5G e a introdução de um novo visto para nômades digitais, a cidade oferece uma combinação única de comodidades de uma grande metrópole com praias mundialmente famosas e diversas opções de lazer ao ar livre”Tiago Alves, CEO Brasil do International Workplace Group
Popularidade global
Além do Rio, outras cidades também ganharam destaque no Barômetro Work from Anywhere de 2024. Budapeste, por exemplo, obteve notas altas em aspectos como transporte, acomodação e disponibilidade de espaços de trabalho flexíveis, fatores que a colocaram na liderança.
Barcelona, que ocupava o primeiro lugar em 2023, mantém-se como um dos destinos preferidos para trabalhadores híbridos, graças à sua infraestrutura, clima ensolarado e uma atmosfera cosmopolita.
Destinos em ascensão
A edição de 2024 do Barômetro também trouxe novos destinos ao radar dos trabalhadores remotos. São eles:
- Austin, no Texas: destaca-se por sua vibrante cena cultural e tecnológica
- Podgorica, em Montenegro: atrai pela tranquilidade e preços acessíveis
- Marrakesh, no Marrocos: oferece uma mistura de tradição e modernidade
- Valletta, capital de Malta: elogiada por seu charme mediterrâneo e clima ensolarado
Fundador e CEO do International Workplace Group, Mark Dixon, comenta sobre a tendência crescente: “Com o trabalho híbrido, cada vez mais pessoas estão abraçando a ideia de combinar trabalho com viagem. Essa mudança cultural deve se acelerar, e veremos um aumento nas políticas de trabalho em qualquer lugar, beneficiando tanto os funcionários quanto as empresas”, diz.
Fonte: panrotas

