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Balanço semestral da TCP aponta crescimento de 48% nos embarques de carne bovina no 1º. semestre

Entre janeiro e junho de 2025, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, alcançou um novo recorde histórico para a operação de contêineres, com a movimentação de 803.041 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), volume que representou uma alta de 3% em relação aos 780.460 TEUs registrados no mesmo período do ano passado.

Um dos destaques do período foi a operação de contêineres refrigerados (reefer, na sigla em inglês), como os utilizados na exportação e importação de carnes e congelados, que atingiu uma nova máxima com 69.290 unidades movimentadas, um crescimento de 7% em relação às 64.641 unidades registradas em 2024.

Os embarques de carne bovina na TCP chegaram a 449 mil toneladas, configurando um crescimento de 48% frente às 303 mil toneladas registradas no primeiro semestre do ano anterior. Com isso, a participação de mercado do Terminal passou de 23% para 31% nas exportações neste segmento.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), no acumulado dos seis primeiros meses de 2025, os embarques de carne bovina tiveram uma alta de 13,4%, chegando a 1,47 milhão de toneladas, enquanto o faturamento cresceu 27,1%, atingindo a marca de US$ 7,23 bilhões. As principais origens do produto foram os estados de Mato Grosso e São Paulo, e os três maiores destinos foram China, Estados Unidos e México.

Já a carne de frango congelada seguiu como a principal mercadoria embarcada, com um volume total de 1,13 milhão de toneladas exportadas, conferindo ao Terminal uma participação de mercado de 43% no segmento. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país embarcou 2,6 milhões de toneladas no primeiro semestre, gerando uma alta de 5% na receita, que foi de US$ 4,871 bilhões. Os maiores compradores da carne de frango brasileira foram Emirados Árabes, China e Arábia Saudita.

“Os investimentos mais recentes em infraestrutura foram um fator fundamental para aumentar a capacidade de armazenagem e movimentação de contêineres refrigerados no Terminal. Enquanto mantemos o posto de maior corredor de exportação de carne de frango do mundo, a TCP amplia a sua participação no mercado de carne bovina, assegurando maior eficiência e qualidade de atendimento para os exportadores de carne” afirma Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP.

De acordo com o relatório da ABPA, o volume de carne de frango embarcado deve aumentar no segundo semestre com o crescimento contínuo da produção e da capacidade produtiva do setor, somado ao trabalho institucional brasileiro de retomada do fluxo de exportações para 100% dos destinos restritos após a identificação de um caso de Influenza Aviária, em maio, no estado do Rio Grande do Sul. Desde junho, diversos destinos retiraram os bloqueios depois da publicação da autodeclaração do Brasil de Livre de Influenza Aviária junto à Organização Mundial de Saúde Animal.
Em 2024, a TCP concluiu as obras de ampliação do pátio destinado à armazenagem de contêineres refrigerados, que passou de 3.624 para 5.268 tomadas, tornando-se detentora do maior parque para armazenagem de contêineres reefer da América do Sul.

Antecipando o aumento na demanda por eletricidade, o Terminal concluiu as obras de instalação de uma subestação de energia elétrica isolada a gás, modelo GIS F35-4, fabricada pela General Electric (GE), eliminando a antiga restrição de cota de energia. Além disso, toda a energia elétrica consumida pelo Terminal desde 2022 é totalmente proveniente de fontes renováveis, compromisso que garantiu à TCP o Certificado Internacional de Energia Renovável (I-REC, na sigla em inglês) pelo terceiro ano consecutivo.

Além do mercado de carnes e congelados, a lista dos segmentos comerciais que mais exportaram foram os de madeira (682 mil toneladas) e o de papel e celulose (487 mil toneladas). Nas importações, o protagonismo foi para os setores de químicos e petroquímicos (278 mil toneladas), seguido pelo automotivo (200 mil toneladas) e de eletroeletrônicos (152 mil toneladas).

Por mar e por terra

Transportando as cargas no fluxo de exportação e importação, o número de atracações de navios atingiu um novo recorde para o primeiro semestre de 2025, registrando a chegada de 526 embarcações entre operações de longo curso e cabotagem, alta de 3%.

A gerente comercial de armadores e inteligência de mercado, Carolina Merkle Brown, explica que “o aumento no número de embarcações atracando é reflexo direto da ampliação do portfólio de serviços marítimos na TCP, que hoje conta com 26 escalas semanais, o maior número entre os terminais brasileiros”.

Um fato relevante para o crescimento na movimentação de contêineres foi o aumento do calado operacional do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, que, em março, passou de 12,60 metros para 12,80 metros a maré zero. Segundo estimativa, a ampliação do calado, como é chamada a profundidade entre o ponto mais baixo de uma embarcação até a linha da água, em 20 centímetros traz um aumento de capacidade de transporte equivalente a aproximadamente 160 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) cheios por navio.

“Com os navios transportando mais carga com o novo calado, aliado a fatores como a alta frequência de atracações e uma grande disponibilidade de rotas, a TCP desempenha um papel de protagonismo para a corrente de comércio do país, pois seguimos ampliando continuamente a nossa capacidade para conectar o Brasil com todo o mundo”, completa Brown.

O balanço operacional também destaca um incremento expressivo nas operações ferroviárias. O número de encostes de trens no Terminal cresceu 9%, totalizando 667 chegadas frente às 611 do ano anterior, e o número de contêineres movimentados pelo modal foi de 53.155 unidades, 2.753 a mais do que em 2024.

A TCP é o único terminal do Sul do Brasil a possuir conexão direta com um ramal ferroviário, modal bastante utilizado por exportadores de carne de frango e de papel e celulose, que utilizam os ramais que conectam Paranaguá à Cascavel, Ortigueira e Cambé, nas regiões oeste e norte do estado do Paraná.

(*) Com informações da TCP Paranaguá

Fonte: Comex do Brasil

Lula sanciona lei de incentivo à exportação para pequenas empresas

O presidente Lula sancionará nesta segunda-feira, 28, às 16h, o Programa Acredita Exportação, iniciativa voltada para a devolução de tributos a micro e pequenas empresas brasileiras que atuam no comércio exterior. 

A medida ocorre às vésperas da entrada em vigor do “tarifaço” de Trump, com taxação de 50% sobre os produtos brasileiros anunciada por Donald Trump, que deve entrar em vigor na sexta-feira, 1º.

Lula sanciona nesta segunda-feira, 28, lei de incentivo à exportação para pequenas empresas.(IMAGEM: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL)

O programa de incentivo, aprovado por unanimidade pelo Congresso e agora sancionado por Lula, permite que empresas de menor porte, inclusive as inscritas no Simples Nacional, recuperem 3% da receita obtida com exportações. O percentual equivale ao volume estimado de tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, que hoje não é recuperado por esse segmento.

A devolução poderá ocorrer de duas formas:

  • Compensação tributária, com abatimento de outros tributos devidos pela empresa;
  • Ressarcimento direto, com repasse dos valores ao exportador beneficiado.

Sanção ocorre na semana em que os Estados Unidos devem confirmar sobretaxas contra produtos brasileiros.

A iniciativa também moderniza regimes aduaneiros, como o drawback e o Recof, e suspende a cobrança de PIS/Cofins sobre serviços diretamente relacionados à exportação, como frete e logística internacional.

Medida emergencial

A nova legislação funciona como solução transitória até a implementação plena da reforma tributária, prevista para 2032, que eliminará a cumulatividade de impostos no país.

 Até lá, o Acredita Exportação busca corrigir o que o senador Eduardo Braga, relator do projeto e da reforma, classificou como uma “falha histórica” do sistema tributário, que excluía pequenos empreendedores dos mecanismos de recuperação de créditos fiscais.

Segundo Braga, o projeto “valoriza o pequeno exportador brasileiro” e “dá a esse segmento o tratamento justo e necessário para competir no mercado internacional”.

Micro e pequenas exportadoras

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs) responderam por 40% do total de empresas exportadoras do país em 2024, um total de 11,5 mil empresas entre as 28,8 mil que realizaram vendas internacionais.

Essas empresas movimentaram US$ 2,6 bilhões em exportações no ano passado, sendo 72,3% delas provenientes da indústria de transformação, o que reforça o papel estratégico desse segmento na pauta exportadora nacional.

Reação estratégica

A sanção da lei ocorre em um momento crítico para o Brasil, que se prepara para enfrentar medidas protecionistas dos Estados Unidos. Embora o projeto tenha sido aprovado antes da retaliação americana, sua promulgação nesta semana sinaliza uma resposta estratégica do governo Lula, voltada para fortalecer o setor exportador de base produtiva menor.

Além disso, a medida amplia a resiliência das micro e pequenas empresas frente à crescente incerteza no comércio internacional e representa um passo importante no esforço de inclusão dos pequenos negócios na política industrial e comercial brasileira.

Fonte: Migalhas

Para fortalecer acordo comercial, Trump suspende restrições à exportação de tecnologia para a China

Os Estados Unidos suspenderam restrições à exportação de produtos de tecnologia para a China visando o fortalecimento de um acordo comercial entre os países, segundo o jornal Financial Times (FT).

Em reportagem publicada nesta segunda-feira (28), o veículo informou que a medida também visa apoiar os esforços do presidente Donald Trump para garantir um encontro com o presidente Xi Jinping ainda este ano.

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra a China.

Neste mandato, segundo o FT, Trump estava restringindo as exportações de tecnologia para a China. O governo chegou a informar a gigante da tecnologia Nvidia que bloquearia a exportação do chip H20, projetado para o mercado chinês, após o governo Biden ter restringido chips mais avançados.

Trump voltou atrás após conversas com o CEO da Nvidia, Jensen Huang. Neste mês, a empresa anunciou que retomaria as vendas de suas unidades de H20 para a China.

A retomada planejada faz parte das negociações dos EUA sobre terras raras e ímãs, segundo declarou o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

O jornal afirmou ainda que 20 especialistas em segurança e ex-funcionários, incluindo o ex-vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Matt Pottinger, planejam manifestar preocupação com a decisão nesta segunda-feira.

“Essa medida representa um erro estratégico que coloca em risco a vantagem econômica e militar dos Estados Unidos na área de inteligência artificial”, escreveram eles na carta, segundo o Financial Times.

Trégua por mais 90 dias

Os Estados Unidos e a China estenderão sua trégua tarifária por mais 90 dias, de acordo com o jornal chinês “South China Morning Post”.

Segundo reportagem publicada neste domingo (27), fontes ouvidas pelo jornal afirmam que essa é a expectativa para a terceira rodada de negociações entre os dois países, que irá ocorrer em Estocolmo, na Suécia, nesta segunda.

Uma fonte disse que as duas nações se comprometerão a não impor tarifas adicionais uma à outra, nem intensificar a guerra comercial por outros meios.

Três pessoas familiarizadas com a posição de Pequim, disseram que a delegação chinesa também pressionará a equipe comercial de Trump sobre tarifas relacionadas ao fentanil, já que o presidente Donald Trump impôs uma taxa adicional de 20% sobre as importações chinesas, em março, alegando que Pequim não havia feito o suficiente para interromper o fluxo da droga para os EUA.

De acordo com uma delas, o governo chinês pode aceitar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações se as taxas adicionais forem suspensas.

Ao chegar à reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia, Donald Trump disse a repórteres que os dois países estão perto de fechar um acordo:

“Estamos muito perto de um acordo com a China. Realmente fizemos um acordo com a China, mas vamos ver como isso vai acontecer”.

O acordo entre os dois países

No dia 12 de maio, os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias.

As tarifas dos EUA sobre as importações chinesas caíram de 145% para 30%.
As taxas da China sobre os produtos americanos foram reduzidas de 125% para 10%.

Cerca de duas semanas depois, no entanto, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de violar o acordo em uma publicação em sua rede Truth Social:

“A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO”, postou.
Desde que anunciou um ‘tarifaço’ com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, o republicano vem enfrentando muitas críticas, mesmo de aliados. A forte queda de braço com o governo chinês antes das negociações só piorou a situação.

Algumas horas depois do post do presidente americano, a China se pronunciou através de um comunicado divulgado por sua embaixada em Washington. Pediu que os Estados Unidos acabem com as “restrições discriminatórias” contra Pequim e que os dois lados “mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível em Genebra”.

“Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis”, disse o porta-voz da embaixada, Liu Pengyu.

Relembre a guerra tarifária entre China e EUA

A guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o anúncio das tarifas prometidas por Trump, no início de abril.

A China foi um dos países tarifados — e com uma das maiores taxas, de 34%. Essa taxa se somou aos 20% que já eram cobrados em tarifas sobre os produtos chineses anteriormente.

Como resposta ao tarifaço, o governo chinês impôs, em 4 de abril, tarifas extras de 34% sobre todas as importações americanas.

Os EUA decidiram retaliar, e Trump deu um prazo para a China: ou o país asiático retirava as tarifas até as 12h de 8 de abril, ou seria taxado em mais 50 pontos percentuais, levando o total das tarifas a 104%.

A China não recuou e ainda afirmou que estava preparada para “revidar até o fim”.

Cumprindo a promessa, Trump confirmou a elevação das tarifas sobre os produtos chineses.

A resposta chinesa veio na manhã de 9 de abril: o governo elevou as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, acompanhando o mesmo percentual de alta dos EUA.

No mesmo dia, Trump anunciou que daria uma “pausa” no tarifaço contra os mais de 180 países, mas a China seria uma exceção.

O presidente dos EUA subiu a taxação de produtos chineses para 125%.

Em 10 de abril, a Casa Branca explicou que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20% já aplicada anteriormente sobre a China, resultando numa alíquota total de 145%.

Como resposta, em 11 de abril, os chineses elevaram as tarifas sobre os produtos americanos para 125%.

Fonte: 18 horas

Paramount se reinventa com fusão bilionária

Após meses de impasse, a Comissão Federal de Comunicações dos EUA aprovou a fusão de US$ 8,4 bilhões entre a Paramount Global e a Skydance Media.

O acordo une marcas como CBS, Paramount Pictures, MTV e Nickelodeon

A aprovação marca a maior reestruturação da Paramount em décadas, após uma batalha corporativa e pressão política nos bastidores.

O aval chega semanas depois da Paramount pagar US$ 16 milhões para encerrar um processo movido por Trump sobre a edição de uma entrevista no programa 60 Minutes.

Outro fator decisivo para a aprovação foi o compromisso da nova gestão de não implementar novas políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) e manter conteúdo jornalístico local.

A fusão marca mais um capítulo na consolidação da indústria do entretenimento, que tenta se reposicionar diante de gigantes como Apple, Amazon e Netflix.

Fonte: The News

Vacina contra o câncer apresenta resultados promissores em testes

O câncer é conhecido como a doença mais temida pelo ser humano, e os números explicam o porquê. 
A doença é a segunda principal causa de morte nos EUA, atrás apenas das doenças cardíacas. Já no Brasil, o país registrou quase 520 mil novos casos de câncer no ano passado.
Mas não pense que os pesquisadores estão de braços cruzados. Cientistas da Universidade da Flórida estão testando uma nova fórmula de mRNA que pode mudar o jogo da imunoterapia
Basicamente, ela é capaz de sobrecarregar o sistema imunológico para atacar e destruir qualquer tipo de tumor — sem a necessidade de personalização para um tipo específico de câncer. 
Inspirada na tecnologia das vacinas da Covid-19, a dose usa nanopartículas lipídicas para entregar instruções genéticas que fazem o corpo produzir proteínas que “expõem” os tumores. 
Nos testes com camundongos, a vacina eliminou melanomas resistentes a remédios e reduziu tumores no cérebro, ossos e pele — sem a necessidade de quimioterapia ou radiação
Os resultados pré-clínicos sugerem que a tecnologia pode servir como uma nova arma contra o câncer, ao preparar o corpo para agir antes que os tumores avancem.

Fonte: The News

STF suspende normas de Pernambuco sobre licenciamento de antenas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu trechos da legislação do Estado de Pernambuco que exigiam licenciamento ambiental estadual para a instalação e a operação de Estações Rádio Base (ERBs) e demais infraestruturas de telecomunicações. A decisão liminar foi tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7840 e será submetida a referendo do Plenário.

Na ação, a Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel) questiona diversos dispositivos da Lei estadual 14.249/2010, da Resolução Consema/PE 01/2018 e da Instrução Normativa CPRH 03/2023, que tratam do processo de licenciamento ambiental para serviços de telecomunicações em território pernambucano. A entidade argumenta que essas normas estabelecem condicionantes para o funcionamento de um setor regulado por normas federais específicas.

Competência da União

Ao analisar o pedido de liminar, o ministro Flávio Dino destacou que o STF já definiu (Tema 1235 da repercussão geral) que compete exclusivamente à União legislar sobre telecomunicações e estabelecer normas relacionadas à sua fiscalização e instalação, mesmo quando envolvem questões ambientais.

Segundo o relator, a competência dos estados e municípios para legislar sobre meio ambiente, saúde pública e uso do solo não os autoriza a impor regras que interfiram na prestação dos serviços de telecomunicações, cuja regulação é federal. Ele citou como base a Lei Geral das Antenas (Lei 13.116/2015), que dá à União a responsabilidade de regulamentar e fiscalizar aspectos técnicos das redes e serviços de telecomunicações.

Liminar

Com base nesse entendimento, Flávio Dino deferiu parcialmente a medida cautelar para suspender a eficácia de dispositivos que exigem o licenciamento ambiental estadual para ERBs, redes de transmissão e equipamentos de telefonia sem fio. Também determinou que os demais dispositivos das normas questionadas sejam interpretados de forma a não se aplicarem a empreendimentos relacionados a serviços de telecomunicações.

O ministro solicitou ainda informações ao presidente da Assembleia Legislativa e ao governador do estado.

Leia a íntegra da decisão.

Fonte: STF

Senadores dos EUA pressionam Trump a recuar de tarifa sobre produtos brasileiros

A pressão política em Washington aumentou após a decisão do presidente Donald Trump de considerar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Onze senadores do Partido Democrata enviaram uma carta à Casa Branca pedindo a suspensão imediata da medida, que, segundo eles, ameaça a estabilidade econômica dos Estados Unidos e pode desestabilizar relações diplomáticas com o Brasil.

No documento, os congressistas afirmam que a proposta de sobretaxa não se baseia em critérios comerciais legítimos, mas em uma tentativa de influenciar processos judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil. “Usar todo o peso da economia americana para interferir nesses procedimentos em nome de um amigo é um grave abuso de poder”, dizem, em referência à relação de Trump com o político brasileiro.

Os parlamentares destacam que os Estados Unidos mantêm superavit comercial com o Brasil desde 2007 e que a relação bilateral gera cerca de 130 mil empregos no território norte-americano. Segundo eles, o aumento das tarifas elevaria custos para empresas e consumidores e poderia desencadear uma guerra comercial prejudicial para ambos os países.

Outro ponto de crítica é a revogação do visto do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e de aliados, determinada pelo secretário de Estado, Marco Rubio. A medida, segundo os senadores, demonstra que o governo norte-americano tem priorizado interesses pessoais e políticos em detrimento da política externa tradicional do país.

Além dos impactos econômicos, os senadores alertam para os riscos geopolíticos de um afastamento entre Washington e Brasília. A carta adverte que uma escalada tarifária pode aproximar o Brasil da China, fortalecendo a influência de Pequim na América Latina, em um momento em que os Estados Unidos buscam conter o avanço chinês na região.

Fonte: BSB Capital

Dinheiro de brasileiros no exterior soma US$ 654,5 bilhões em 2024

O dinheiro de brasileiros fora do País somou 654,5 bilhões de dólares em 2024, de acordo com informações de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE), divulgadas nesta sexta-feira 25 pelo Banco Central, em Brasília.

A declaração anual é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas residentes no Brasil, com valores, bens, direitos e ativos de qualquer natureza no exterior em valor igual ou superior a 1 milhão de dólares.

No total, 29.068 brasileiros declararam ter esses ativos, na data-base de 31 de dezembro de 2024. Desses, 25.208 são pessoas físicas que possuem 245,4 milhões de dólares no exterior e 3.860 são empresas com 409,1 milhões de dólares em ativos fora do Brasil.

Os investimentos diretos no setor produtivo somam a maior parte dos ativos — 503,9 bilhões de dólares —, seguidos por outros investimentos, como créditos comerciais, empréstimos e moedas (86,5 bilhões de dólares) e investimentos em carteira como ações e títulos de renda fixa (62,8 bilhões de dólares).

Onde está o dinheiro?

Na distribuição dos investimentos diretos por países, quando se considera a participação no capital das empresas, 95 bilhões de dólares estão nos Países Baixos, seguido por Ilhas Virgens Britânicas (83,3 bilhões de dólares), Ilhas Cayman (73,2 bilhões de dólares), Bahamas (58,1 bilhões de dólares), Luxemburgo (35,1 bilhões de dólares) e Estados Unidos (20,9 bilhões de dólares).

Olhando para a divisão por setor produtivo, 313,6 bilhões de dólares foram aplicados em empresas de serviços, majoritariamente serviços financeiros e holdings; já 86,9 bilhões de dólares em agricultura, pecuária e extrativismo mineral, com destaque para extração de petróleo e gás natural. Na indústria, 42 bilhões de dólares foram investidos por brasileiros no exterior, em 2024.

Além da declaração anual de CBE, há também a declaração trimestral para brasileiros com ativos acima de 100 milhões de dólares. As informações são para fins estatísticos, para compilação de dados sobre o ativo externo da economia brasileira e a posição do investimento internacional do País.

Fonte: Carta Capital e Agência de Notícias

Trump afunda montadoras dos EUA para favorecer carros japoneses

A decisão do presidente Donald Trump de cortar de 27,5% para 15% as tarifas de importação sobre carros japoneses, enquanto manteve intactas as sobretaxas de 25% sobre veículos do Canadá e do México e aplicou alíquotas de até 50% sobre insumos como aço e cobre, teve efeito imediato e contundente no setor automotivo. No pregão desta quarta-feira (24), a Toyota valorizou 11,42% na Bolsa de Tóquio, com suas ações fechando a US$ 17,30. A Honda seguiu o movimento e avançou 8,59%, encerrando o dia a US$ 10,03.

Enquanto as montadoras japonesas comemoravam os lucros com o novo cenário tarifário, as gigantes americanas sentiram o impacto diretamente em seu valor de mercado. A General Motors (GM) viu suas ações despencarem 8,12% na bolsa de Nova Iorque, cotadas a US$ 48,89.

A Ford e a Stellantis também registraram perdas significativas. Essas empresas operam com uma cadeia produtiva integrada ao USMCA (acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá), onde as tarifas elevadas continuam a incidir sobre componentes essenciais, como autopeças, aço e cobre, tornando a produção local mais cara.

O novo pacote tarifário criou uma distorção competitiva sem precedentes: carros japoneses chegam aos Estados Unidos pagando menos imposto do que veículos produzidos com alto conteúdo local. A American Automotive Policy Council (AAPC), que representa GM, Ford e Stellantis, reagiu de forma dura, classificando a medida como “nociva à indústria e aos trabalhadores americanos”. A entidade teme desindustrialização acelerada e perda de empregos em regiões já fragilizadas economicamente.

A GM calcula que, somente no segundo trimestre, as tarifas impactaram seus custos em US$ 1,1 bilhão. A projeção é que esse número salte para até US$ 5 bilhões ao final do ano. A Stellantis também sofreu: anunciou prejuízo de US$ 327 milhões no semestre, atribuídos às restrições comerciais.

Medida de Trump está sendo contestada

O episódio guarda semelhanças com uma decisão anterior da administração Trump, relacionada ao setor alimentício. Na ocasião, o governo pressionou pela volta do uso de açúcar de cana na fórmula da Coca-Cola, sob o argumento de resgatar o sabor original.

No entanto, o maior exportador global de açúcar de cana é o Brasil — alvo, simultaneamente, de uma tarifa de 50% imposta pelos próprios Estados Unidos. O resultado será um aumento nos custos da produção, barreiras comerciais e prejuízos às exportações brasileiras, num movimento que misturou protecionismo com contradição geopolítica.

O caso atual repete a lógica: ao tentar beneficiar a indústria local com discursos nacionalistas, o governo estadunidense acaba por favorecer concorrentes estrangeiros e gerar perdas concretas para a economia americana. A Toyota e a Honda, por exemplo, aumentaram instantaneamente sua margem de lucro nos Estados Unidos sem precisar alterar processos produtivos.

A reação política promete ser intensa. Congressistas de estados como Michigan, Ohio e Illinois, berço da indústria automobilística americana, já articulam audiências públicas e questionamentos formais ao Departamento de Comércio. Sindicatos planejam manifestações e alertam para os riscos de demissões em massa.

Canadá e México também se movimentam. Fontes diplomáticas confirmam que ambos os países avaliam acionar os mecanismos de disputa do USMCA para contestar as mudanças, alegando quebra de isonomia e favorecimento indevido ao Japão. A União Europeia monitora o caso de perto e pode tomar medidas semelhantes caso avalie desequilíbrio no comércio de autopeças.

No radar do mercado e dos analistas políticos estão três pontos principais:

  1. A possibilidade de cortes em investimentos e fechamento de fábricas por parte da GM.
  2. A mobilização dos sindicatos americanos.
  3. O impacto eleitoral de medidas que prejudicam trabalhadores industriais em estados-chave.

Fonte: ICL

O governo brasileiro nunca arrecadou tanto no 1° semestre

A arrecadação federal no primeiro semestre bateu recorde ao atingir R$ 1,425 trilhão nos seis primeiros meses de 2025. O recorde anterior para o período era de 2024. Na época, a arrecadação federal somou R$ 1,38 trilhão.

O resultado do primeiro semestre de 2025 representa uma variação real de 4,38% na comparação com a arrecadação dos seis primeiros meses do ano passado.

Do total do semestre, R$ 1,365 trilhão é oriundo de receitas administradas pela Receita Federal e R$ 60,7 bilhões vêm de receitas administradas por outros órgãos.

Somente em junho, a arrecadação federal somou R$ 234,6 bilhões, um aumento real de 6,62% em relação ao mesmo mês de 2024. Desse total, R$ 226,6 bilhões vêm de receitas administradas pela Receita Federal e R$ 7,96 bilhões vêm de receitas administradas por outros órgãos.

Em comparação a maio, a arrecadação federal teve uma alta real de 1,69%. No mês, a arrecadação somou R$ 230,1 bilhões.

Veja a trajetória da arrecadação no primeiro semestre:

  • Janeiro: R$ 301,2 bilhões;
  • Fevereiro: R$ 202,5 bilhões;
  • Março: R$ 209,7 bilhões;
  • Abril: R$ 247,7 bilhões;
  • Maio: R$ 230,2 bilhões;
  • Junho: R$ 234,6 bilhões.

Entre os fatores que colaboraram para o resultado está a alta do IOF(Imposto sobre Operações Financeiras), o bom desempenho das arrecadações do Rendimentos do Capital do Imposto de Renda Pessoa Física e da Receita Previdenciária . Em junho, a arrecadação com o imposto totalizou R$ 8 bilhões, alta real de 38,8%.

“Esse desempenho pode ser justificado pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira e pelas operações de crédito destinadas a pessoas jurídicas, especialmente em decorrência de alterações na legislação do tributo”, diz o Fisco.

De acordo com o auditor-fiscal Claudemir Malaquias, os decretos relativos ao IOF editados nos últimos meses promoveram alterações em vários dispositivos e, por essa razão, não é possível calcular o impacto individual de cada mudança. Dessa forma, ele informou que a Receita Federal não tem dados sobre o efeito isolado da retirada do chamado “risco sacado” do decreto na arrecadação.

“Toda a discussão em torno do decreto, se vale ou não vale, se altera ou não altera o decreto, fez com que as operações ficassem em compasso de espera. A gente tem que esperar mais tempo para avaliar o resultado efetivo da arrecadação”, disse Malaquias.

Fonte: CNN Brasil

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