Pular para o conteúdo

Colapso do Dólar dos EUA Empobrecerá a Grande Maioria dos Americanos, Adverte Peter Schiff

O economista e defensor do ouro Peter Schiff fez uma crítica contundente à recente política comercial e fiscal dos EUA na plataforma de mídia social X esta semana, alertando que essas medidas estão acelerando o declínio do dólar dos EUA e empurrando a nação em direção à deterioração financeira.

“O dólar dos EUA está à beira do colapso, o que empobrecerá a grande maioria dos americanos cujos padrões de vida dependem do dólar supervalorizado”, escreveu o defensor do ouro em 6 de agosto. Em uma postagem subsequente, Schiff condenou a decisão de impor tarifas de 50% sobre importações da Índia, argumentando que tais medidas protecionistas ameaçam erodir o poder do consumidor doméstico enquanto fortalecem economias emergentes. Ele declarou:

Um colapso do dólar empobrecerá os americanos, mas enriquecerá os consumidores estrangeiros, particularmente os BRICS. A morte do consumidor dos EUA significa o nascimento do consumidor do mercado emergente.

Os BRICS, agora compreendendo Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, expandiram significativamente sua influência geopolítica em 2025. Este bloco econômico de economias emergentes está acelerando seus esforços para reduzir a dependência do dólar dos EUA. As tensões com os EUA aumentaram, com o presidente Donald Trump ameaçando com tarifas rígidas sobre as nações alinhadas aos BRICS. Enquanto isso, os BRICS também estão aprofundando laços com países parceiros como Nigéria e Vietnã para remodelar o poder econômico global.

De acordo com Schiff, a abordagem política dos EUA revela profundas vulnerabilidades no modelo econômico do país e pode levar a uma mudança de longo prazo na demanda global, afastando-se do mercado americano.

Seus alertas destacam uma preocupação mais ampla sobre o papel enfraquecido do dólar como moeda de reserva mundial. Schiff afirmou que níveis insustentáveis de empréstimos governamentais, combinados com valores de ativos inflacionados, representam um risco significativo para a estabilidade das famílias. Ele apontou para uma desconexão crescente entre a expansão fiscal e os fundamentos econômicos, enfatizando que o aumento dos déficits e da inflação pode continuar a corroer salários e economias reais. O economista mantém que essa tendência pode redirecionar fluxos de investimento em direção a nações em desenvolvimento que estão prontas para se beneficiar do declínio relativo na influência do consumidor dos EUA.

Fonte: News.bitcoin.com

Juiz pode acessar redes sociais do acusado para fundamentar prisão preventiva, decide Quinta Turma

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por unanimidade, decidiu que os juízes podem consultar perfis públicos de redes sociais de investigados e utilizar essas informações como fundamento para decretar prisão preventiva ou outras medidas cautelares. Segundo o colegiado, esse tipo de consulta não viola o sistema acusatório nem compromete a imparcialidade do magistrado, desde que respeitados os limites legais.

A controvérsia teve início em exceção de suspeiçãomovida contra um juiz que, ao examinar o pedido de prisão preventiva e outras medidas cautelares apresentado pelo Ministério Público, consultou as redes sociais do réu para conferir dados mencionados na denúncia.

Para a defesa, essa ação configuraria violação ao sistema acusatório estabelecido no artigo 3º-A do Código de Processo Penal (CPP), uma vez que o magistrado teria extrapolado sua função de julgador ao atuar diretamente na coleta de elementos de prova – competência que seria atribuída exclusivamente às partes. Após o indeferimento da exceção de suspeição pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), a defesa recorreu ao STJ.

Juiz agiu dentro dos limites do sistema acusatório 

Em seu voto, o ministro Joel Ilan Paciornik, relator do recurso na Quinta Turma, afastou qualquer ilegalidade na conduta do juiz ao acessar as redes sociais do investigado. Segundo o relator, o magistrado agiu dentro dos limites do sistema acusatório ao exercer seu livre convencimento motivado, realizando uma diligência suplementar baseada em dados públicos. 

Para Paciornik, trata-se de uma atuação legítima e compatível com a imparcialidade exigida da função jurisdicional: “Especificamente quanto ao fato de o magistrado ter realizado a consulta pessoalmente, tem-se medida de economia processual, diante da facilidade do acesso às informações públicas disponíveis em rede social. Ademais, se o magistrado pode determinar a realização de diligências, nada obsta que possa fazê-las diretamente, em analogia ao contido no artigo 212, parágrafo único, do CPP“.

Ainda de acordo com Paciornik, essa interpretação está alinhada ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) nas ADIs 6.298, 6.299, 6.300 e 6.305, nas quais se reconheceu que o juiz, mesmo no modelo acusatório, pode determinar de ofício a realização de diligências para esclarecer pontos relevantes, ouvir testemunhas ou complementar sua oitiva, bem como proferir sentençacondenatória independentemente da posição do Ministério Público.

“A atuação do magistrado deve ser considerada diligente e cuidadosa, não havendo prejuízo demonstrado à defesa”, concluiu o relator ao negar provimento ao recurso da defesa.

Fonte: STJ

A capital financeira do mundo entrou no alerta vermelho fiscal

O estado de Nova York está projetando um déficit de US$ 34 bilhões nas contas públicas para os próximos 3 anos.

O rombo é resultado do aumento nos gastos com planos de saúde e educação gratuitos, somado ao fim de parte dos repasses federais para programas sociais, cortados no orçamento do Presidente Trump,

Para se ter uma ideia, 44% do orçamento fiscal estadual (US$ 254 bi) para o ano que vem será gasto apenas com saúde pública; 

A situação se complica ainda mais com a desaceleração no emprego. De janeiro a maio, o estado criou uma média de 4,6 mil vagas mensais, contra 19,1 mil no mesmo período do ano passado.

O cenário financeiro preocupante dá força a parlamentares democratas, que pedem aumento de impostos.

O principal exemplo é o favorito à prefeitura de Nova York, Zohran Mamdani, que propõe elevar a alíquota do imposto corporativo e criar um tributo sobre milionários para bancar transporte público gratuito e creche universal para crianças de até 5 anos.

Com menos crescimento, menos receita e mais despesas, Nova York vive um dilema clássico de ajuste fiscal — e a disputa eleitoral deste ano promete transformar o buraco orçamentário em um dos temas mais quentes da política local.

Fonte: The News

Lula assina Plano Brasil Soberano, com R$ 30 bilhões para exportadores

O  presidente Lula assinou, nesta quarta-feira, a Medida Provisória que cria o Plano Brasil Soberano. O texto determina ações de socorro aos exportadores do Brasil, para amenizar os impactos do tarifaço dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros.

Entre outras medidas, o documento prevê uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para Fundo Garantidor de Exportações, com o objetivo de financiar a venda de produtos brasileiros a países estrangeiros. O plano também prevê ampliação das regras da garantia à exportação, que protege os produtores brasileiros da inadimplência ou do cancelamento de contratos.  

A MP ainda prevê que os produtos alimentícios que foram taxados poderão ser comprados, de forma simplificada, por União, Estados e municípios, para os programas de alimentação de escolas e de hospitais.

Presente no evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a prioridade serão os “mais afetados e as empresas de menor porte”.  

De acordo com Haddad, a MP vai atenuar os impactos do tarifaço até que a reforma tributária comece a valer em 2027, beneficiando exportadores.  

Por se tratar de uma MP, o texto precisa ser votado no Congresso em até 120 dias, para que não perca a validade. Durante a assinatura no Palácio do Planalto, Lula pediu celeridade aos presidentes do Senado e da Câmara.  

A MP foi uma forma que o governo federal encontrou para lidar com as sobretaxas aplicadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que acusou o Brasil de perseguição contra políticos envolvidos na tentativa de golpe de Estado, após derrota nas eleições de 2022. Para Lula, sempre há espaço para negociação do tarifaço, que já está valendo há uma semana, mas é preciso respeitar a soberania brasileira.  

O Plano Brasil Soberano estabelece três pontos fundamentais para a economia nacional: fortalecimento do setor produtivo; proteção aos trabalhadores; e diplomacia comercial e multilateralismo. As iniciativas fortalecem a inserção internacional do Brasil, ampliam o leque de destinos para produtos nacionais e aumentar a proteção da economia frente a barreiras comerciais unilaterais. Segundo dados do governo, o Brasil abriu 397 novos mercados, em menos de três anos.

Fonte: Agência Brasil

O WhatsApp pode estar com os dias contados nos bastidores do governo

O Zuckerberg não vai gostar muito dessa história. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) começou a testar um aplicativo de mensagens próprio, voltado para comunicação interna da administração federal. 
A ideia não é nova. Durante o governo Bolsonaro, o app Athena chegou a ser usado, mas foi abandonado. O retorno do projeto ganhou força após o caso do 08/01, quando alertas sobre risco de ataques às sedes dos Três Poderes foram enviados pelo WhatsApp, levantando dúvidas sobre a segurança de dados sensíveis. 
Inicialmente, o novo app seria restrito ao Sistema Brasileiro de Inteligência, mas a intenção agora é liberá-lo para toda a máquina federal
O app promete as mesmas funções dos mensageiros populares, como chamadas de voz e vídeo, envio de arquivos e criação de grupos, mas com criptografia desenvolvida pela própria Abin e servidores hospedados no Brasil. 
mudança é uma resposta a dois problemas: 1) o risco de vazamentos e 2) a dependência de tecnologias estrangeiras.
Na prática, o objetivo é tirar as conversas estratégicas das mãos de empresas privadas e colocá-las sob o próprio guarda-chuva do governo.

Fonte: The News

Começa entrega da declaração do ITR 2025

O prazo para entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2025 começou nesta segunda-feira (11) e vai até 30 de setembro, informou a Receita Federal.

É por meio dessa declaração que, anualmente, são prestadas as informações necessárias para se calcular o valor do tributo a ser pago pelos proprietários de terras no país.

Declaração online

Este ano, a principal novidade é a de se poder fazer a declaração de forma online, por meio do Portal de Serviços da Receita Federal. Basta, ao contribuinte, acessar o serviço “Minhas Declarações do ITR” na aba “Imóveis”.

“A nova solução substitui a necessidade de downloads anuais, permitindo o preenchimento direto no ambiente online, com recursos como recuperação automática de dados cadastrais; agrupamento de declarações de imóveis do mesmo contribuinte; acesso por computador ou dispositivo móvel; preenchimento multi-exercício em um único ambiente”, informa a Receita.

Quem deve declarar

A declaração é obrigatória para pessoas físicas ou jurídicas (exceto imunes ou isentas) que detenham, a qualquer título, imóvel rural; bem como para quem perdeu a posse ou a propriedade do imóvel rural entre 1º de janeiro e a data de entrega da declaração.

O valor do imposto a ser pago poderá ser dividido em até quatro parcelas mensais sucessivas, desde que o valor de cada quota seja de, no mínimo, R$ 50. Valores inferiores a R$ 100,00 devem ser pagos em quota única.

Como pagar

O pagamento pode ser feito por transferência bancária; Documento de Arrecadação (Darf), em bancos autorizados; bem como por Pix com o QR Code que é gerado pelos meios de entrega da declaração.

“A quota única ou a primeira quota deve ser paga até o dia 30 de setembro de 2025, último dia do prazo para a apresentação da DITR. As demais quotas devem ser pagas até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês de outubro de 2025 até o mês anterior ao do pagamento, e de um por cento no mês do pagamento”, detalha o Ministério da Fazenda.

Informações: Agência Brasil

Cargo técnico comissionado no TCE-GO vale até aposentadoria dos atuais servidores, decide STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em 07/08/25, que os cargos comissionados para atividades técnicas do Tribunal de Contas de Goiás (TCE-GO) devem ser extintos depois das aposentadorias dos atuais servidores. 

A garantia de permanência envolve aqueles que ingressaram no órgão antes de 2005, quando entrou em vigor a lei que criou essa modalidade de cargo. Fica proibida a recriação de um regime de trabalho semelhante.

A definição foi tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6918. Em maio, a unanimidade do Plenário já havia declarado inconstitucionais trechos da lei goiana que instituiu esses cargos. 

A norma estabeleceu um quadro de cargos em extinção comissionados (de livre nomeação) para atividades técnicas e operacionais e sem detalhamento das atribuições.

O caso

A lei goiana instituiu um quadro de cargos em extinção no Tribunal de Contas destinado a funções como datilógrafos, digitadores, eletricistas e fotógrafos. 

Ao questionar a norma, a Procuradoria-Geral da República (PGR) argumentou que os dispositivos violam a regra da Constituição que impõe o concurso público para preencher cargos. O órgão também afirmou que os cargos comissionados devem ser adotados em situações excepcionais.

Leia o resumo do julgamento (Informação à Sociedade).

Fonte: STF

(Lucas Mendes/CR//VP)

Países árabes querem comprar mais produtos do Brasil após tarifaço dos EUA

Países árabes querem comprar mais produtos do Brasil como alternativa ao tarifaço dos Estados Unidos. Um estudo realizado pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, antecipado com exclusividade ao Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), mapeou os produtos mais afetados pelo tarifaço de 50% que entrou ontem (6) em vigor sobre produtos brasileiros vendidos ao mercado americano. 

A pesquisa traz os volumes de importação desses itens pelos países árabes, os principais países árabes importadores dos itens e potenciais destinos substitutos na exportação. As oportunidades concentram-se sobretudo na comercialização de produtos do agronegócio brasileiro aos 22 países da Liga Árabe.

O diagnóstico do estudo apontou para 13 produtos entre os principais exportados pelo Brasil para os Estados Unidos dos últimos cinco anos, que poderiam ser exportados ou aumentar as vendas já existentes para o mercado árabe. Para cada produto, a Câmara Árabe sugere três países promissores para importação dos itens brasileiros.

Um dos produtos com potencial de ser mais exportado aos países árabes é o café verde. O Brasil exportou US$ 513,83 milhões em café não torrado para o mercado árabe em 2024, ante vendas de US$ 1,896 bilhão para os Estados Unidos. A câmara aponta potencial de expansão das vendas de café verde para Arábia Saudita, Kuwait e Argélia. No caso da Arábia Saudita, dos US$ 400 milhões importados em 2024 de café pelo país, apenas US$ 49 12 milhões foram provenientes do Brasil, havendo portanto espaço para crescimento da participação brasileira.

Já em carne bovina, Egito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita são países que podem ampliar as compras da proteína brasileira. No caso do Egito, dos US$ 927,12 milhões importados de carne bovina pelo país em 2024, apenas US$ 273,07 milhões são da proteína brasileira. No último ano, o Brasil exportou US$ 1 211 bilhão de carne bovina para os países árabes ante US$ 885 milhões exportados aos Estados Unidos.

Em outra ponta, há produtos que são exportados pelo Brasil aos Estados Unidos mas ainda não vendidos aos países árabes e com potencial de pequena absorção, caso dos produtos semimanufaturados de ferro ou aço e madeira de coníferas. Bulldozers e angledozers e carregadoras e pás carregadoras são itens com importação elevada pelos países árabes, mas ainda com exportação incipiente do Brasil, ou seja, com espaço para crescimento das vendas brasileiras ao mercado árabe.

No caso do café não torrado, por exemplo, ele pode chegar aos países árabes com tarifa zerada, enquanto os Estados Unidos cobrarão 50% sobre o produto brasileiro. Na carne bovina congelada, as alíquotas árabes variam de zero a 6%, ante os 50% do mercado norte-americano. O açúcar chega no mercado árabe com tarifa de zero a 20% ante 50% cobrados pelos EUA. Produtos semimanufaturados de ferro e aço estão sujeitos à alíquota de 50% dos Estados Unidos, enquanto no mercado árabe a taxa varia de zero a 12%. Petróleo refinado, que está entre os principais produtos exportados do Brasil aos EUA, tem tarifa de 50% para entrar no mercado americano em comparação com 5% de cobrança nos países da Liga Árabe, aponta o estudo.

São dois objetivos, segundo a câmara: mitigar os impactos da nova tarifa dos Estados Unidos (sobretaxa de 40% em adicional à alíquota de 10% em vigor desde 5 de abril) e ampliar a parceria comercial do Brasil com os países árabes. Para chegar nos resultados, a câmara cruzou os 20 principais produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, os principais destinos consumidores destes itens no mercado árabe e análise tarifária, considerando apenas os produtos que ficaram sujeitos à alíquota cheia de 50% e não foram excetuados.

Há demanda crescente dos países árabes pelos produtos brasileiros com redução tarifária, com alíquotas que variam de zero a 30%, avalia a Câmara Árabe. Esses fatores somados à escalada tarifária dos Estados Unidos podem ser vistos como oportunidades para redirecionar e ampliar os fluxos comerciais das exportações brasileiras, observa a câmara. “Os países árabes têm crescimento populacional e econômico acima da média mundial, tem população jovem e o Brasil é um importante provedor para a segurança alimentar de lá”, observa Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara. Para ele, o mercado árabe deve, portanto, estar nas prioridades das empresas e do governo nas estratégias de redirecionamento dos produtos que deixarão de ser exportados aos Estados Unidos.

Não há uma estimativa de quanto que poderia ser redirecionado aos países árabes, mas parte pode ser absorvida pelo mercado árabe ainda este ano, projeta Mourad. “O estudo aponta para crescer paulatinamente o comércio, mas em alguns produtos pode haver demanda imediata. Carne bovina e café são produtos com potencial de rápida colocação nos países árabes, podendo colher resultados rápidos, embora 100% do que seria exportados aos Estados Unidos seja absorvido”, explicou. Para isso, o setor produtivo e as empresas terão que ser proativos, avalia.

Histórico

Em 2024, o Brasil exportou o recorde de US$ 23,68 bilhões para os países árabes, com superávit para o lado brasileiro de US$ 13 50 bilhões. Emirados Árabes Unidos, Egito e Arábia Saudita lideram as importações de produtos nacionais. Para este ano, a expectativa é de estabilidade a leve crescimento nas vendas externas do Brasil à Liga Árabe.

Produtos do agronegócio predominam na pauta brasileira de exportação ao bloco, respondendo por 76% dos embarques no último ano. Os itens mais vendidos ao mercado árabe são açúcar, frango, minério de ferro, milho e outros cereais e carne bovina. O Brasil é o principal fornecedor de gado, carne suína, carne de frango, milho, soja em grãos, amendoim, gordura de bovino, ceras vegetais, açúcar, suco de laranja congelado, tabaco brut, minério de ferro, minério de alumínio, celulose, ferro gusa bruto (usado para produção de aço) e resíduos de estanho (usado para fabricação de ligas metálicas) para o mercado árabe, mostra o estudo.

A câmara ressalta que há complementaridade na pauta comercial do Brasil com países árabes, além de alíquotas menores em uma gama de produtos. O País importa sobretudo do mercado árabe petróleo e fertilizantes e exporta commodities agrícolas e alimentos. “É preciso levar a ideia do Brasil como um fornecedor confiável, com menor custo benefício ao importador com preço competitivo e qualidade. O tema da segurança alimentar é muito sensível aos países árabes”, lembrou Mourad. Ele afirma que o custo do frete, apesar da logística dificultada, não é um impeditivo para as compras.

Além das questões de negócios, a câmara reforçará com o governo a identificação dos países árabes com o Brasil e a relação histórica de mais de um século entre os mercados. “Não tenho duvidas de que país a país vai escolher mais pelo Brasil não somente em alimentos, mas nos mais diversos produtos”, pontuou o secretário-geral da câmara.

Entre os países que carecem de “atenção especial” do setor privado brasileiro para expansão do fluxo comercial, a Câmara Árabe cita Egito, Argélia, Iraque e Líbia. “O Egito, pelo fato de ter acordo comercial vigente com o Mercosul, continua sendo um parceiro muito importante e o acordo facilita as exportações” observa Mourad. “Líbia e Iraque, por sua vez, gozam de certa estabilidade e têm economias ligadas à exploração do petróleo, o que mostra liquidez e apetite para comprar. Já a Argélia é um país com mais de 40 milhões de habitantes, exporta petróleo, importante consumidor de bens, porém com altas tarifas para importação que precisam ser negociadas”, observou o secretário-geral da Câmara.

Plano de trabalho

A Câmara Árabe sugere ainda ao governo brasileiro um escopo de ações para fomentar a exportação brasileira aos países árabes. As ações são divididas em três frentes: sensibilização, diversificação de comércio e facilitação.

O plano prevê ações coordenadas entre a Câmara Árabe, empresas brasileiras e o governo brasileiro para maximizar o redirecionamento de fluxos comerciais e explorar searas de crescimento. As principais áreas incluem a promoção comercial de produtos com alta atratividade tarifária e demanda no mercado árabe, o apoio à adaptação de empresas brasileiras às exigências locais (como a certificação halal) e o fortalecimento de acordos comerciais e diplomáticos. Medidas como a facilitação de vistos de negócios para empresários brasileiros e árabes para países como Arábia Saudita, Argélia, Catar e Kuwait; organização de missões comerciais e atração de investimento aos países árabes e islâmicos são ações práticas sugeridas.

A Câmara Árabe ressalta a necessidade ainda de o Mercosul fechar acordos de livre comércio com países árabes. Há negociações em andamento com Tunísia, Marrocos, Jordânia, Líbano e com o próprio Conselho de Cooperação do Golfo. Como exemplo, a câmara cita o acordo comercial entre Egito e Mercosul, firmado em 2010. “Desde lá, as exportações brasileiras ao Egito quase dobraram”, apontou Mourad. Hoje as tratativas mais avançadas são com os Emirados Árabes Unidos.

Na avaliação de Mourad, tanto os países árabes quanto o Brasil têm de aproveitar também o bom momento das relações entre o governo brasileiro e o mercado árabe. “O governo sabe trabalhar muito bem essa região, enxerga o peso econômico e o potencial de consumo e respeita a importância do mundo árabe”, pontuou.

Fonte: Infomoney

Conheça a maior ferramenta geopolítica que viabilizou o BRICS Pay

Uma parte crescente do mundo já está utilizando o sistema BRICS. Isso não é mais futuro, é presente e já está acontecendo. É uma ferramenta geopolítica criada para proteger o comércio. Até o FMI reconheceu discretamente em abril de 2025 que os corredores multicambiais são agora parte permanente do sistema financeiro. 
Trata-se de um mecanismo de liquidação neutro, consolidando sistemas que minam o domínio do dólar de dentro para fora.  Confira!

Enquanto Trump acelera, montadoras pisam no freio com tarifaço

As contas das tarifas de Trump estão chegando com juros. No segundo trimestre de 2025, a indústria automobilística global perdeu quase US$ 12 bilhões só com tarifas sobre importados.

O impacto se espalha por montadoras dos EUA, Europa e Ásia, obrigando reposicionamentos nas cadeias de produção.

Toyota estima um prejuízo de US$ 9,5 bilhões até o fim do ano fiscal. A empresa reduziu em 16% sua projeção de lucro operacional e, pela 1ª vez em anos, teve prejuízo nas operações na América do Norte. 

Entre as americanas, a GM calcula impacto de até US$ 5 bi; a FordUS$ 3 bi; e a StellantisUS$ 1,7 bi.

Na prática, sobram somente duas opções para as montadoras: repassar os custos ao consumidor ou realocar produção para os EUA — ambas complexas, caras e demoradas.

Tudo isso em meio às pressões por inovação, sustentabilidade e margens cada vez menores.

Um novo acordo entre EUA e Japão promete reduzir tarifas de 27,5% para 15%, embora ninguém saiba quando ele entrará em vigor.

Fonte: The News

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora