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STF reconhece que estabilidade econômica de auditores fiscais também incide sobre a Gratificação de Atividade Fiscal

O Instituto dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia – IAF SINDICAL – obteve mais uma importante vitória coletiva em favor da categoria, agora consolidada no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).

O que foi julgado?

No Mandado de Segurança Coletivo impetrado pelo IAF Sindical, foi reconhecido o direito dos auditores fiscais à inclusão da Gratificação de Atividade Fiscal (GAF) na base de cálculo da estabilidade econômica, quando esta decorre do exercício de cargo em comissão ou função de confiança de maior hierarquia. 

Após a concessão da segurança nas instâncias ordinárias, o Estado da Bahia interpôs Recurso Extraordinário, que teve seu seguimento negadopelo STF. Inconformado, o Estado apresentou Agravo Interno, tentando reverter essa decisão.

Decisão final do STF

Em julgamento recente, com publicação em 16 de janeiro, o STF negou provimento ao Agravo Interno do Estado da Bahia, mantendo integralmente a decisão que havia reconhecido o direito da categoria.

Com isso, restou confirmado que:

  • A Gratificação de Atividade Fiscal integra o vencimento do auditor fiscal;
  • A GAF deve compor a base de cálculo da estabilidade econômica, quando preenchidos os requisitos legais;
  • Não cabe mais recurso por parte do Estado, estando o processo em vias de trânsito em julgado.

​A decisão reafirma que a estabilidade econômica alcança todas as parcelas remuneratórias que compõem o vencimento, inclusive a gratificação percebida durante o exercício de cargo de confiança, afastando qualquer tentativa de supressão posterior desse direito

O que isso significa, na prática?

Trata-se de uma decisão coletiva, cujos efeitos:

  • Beneficiam os auditores fiscais que preencheram os requisitos legais;
  • Produzirão efeitos a partir do trânsito em julgado, mediante pedido individual de implementação administrativa ou judicial;
  • Garantem que a estabilidade econômica reflita a real remuneração do servidor durante o exercício do cargo, incluindo a GAF.

Mais uma conquista da luta coletiva. Essa vitória reforça a importância da atuação sindical firme, técnica e persistente. O IAF Sindical, com a assessoria do escritório de advocacia Azi e Torres, segue acompanhando os próximos passos para orientar os filiados quanto aos procedimentos necessários para a efetiva implementação do direito reconhecido.

Direito reconhecido. Segurança mantida. Vitória da categoria.

Fonte: IAF Sindical

A contradição do capital estrangeiro no Brasil

O investidor estrangeiro vive uma relação curiosa com o Brasil — quase um vai e voltafinanceiro. 
Olhando só para a Bolsaa história é positiva. No ano passado, estrangeiros colocaram R$ 27 bilhões em ações brasileiras. O apetite segue em alta para 2026, com R$ 750 milhões aportados só na primeira semana do ano. 
Mas existe o outro lado da moeda. Quando olhamos o fluxo cambial, que inclui não só Bolsa, mas também remessas de lucros, dividendos, investimentos diretos e movimentações de empresas e bancos, o sinal é de alerta. Em 2025, o Brasil registrou saída líquida de US$ 33,3 bilhões, a segunda maior da série histórica, iniciada em 1982. (Imagem: Invest News) 
Tá, mas o que explica esse movimento?
O principal gatilho foi a tributação de dividendos. A nova regra — 10% sobre valores acima de R$ 50 mil por mês — levou empresas a anteciparem pagamentos e investidores, brasileiros e estrangeiros, a enviarem recursos ao exterior antes da virada do ano. 
Na prática, o Brasil continua atraente para quem quer retorno em ações — prova disso é o Ibovespa, que subiu 34% em 2025. Mas, quando o assunto é previsibilidade fiscal e segurança regulatória, o capital ainda prefere manter um pé fora do país.

Fonte: The News

“Imposto do pecado”: político americano pretende criar esta cobrança

Um candidato ao governo da Flórida propôs criar um “imposto do pecado” para tributar rendimentos do setor adulto. A ideia gerou forte reação, inclusive de Sophie Rain, destaque do OnlyFans, que classificou a medida como absurda e punitiva.

O que aconteceu

O plano de um político republicano nos Estados Unidos reacendeu o debate sobre moralidade e tributação. Com o rótulo de “Imposto do pecado”, um candidato ao governo da Flórida pretende criar uma cobrança específica sobre a indústria de conteúdo adulto, o que provocou críticas imediatas de profissionais do setor.

James Fishback, conservador e novato na política, anunciou a intenção de “taxar” em 50% os ganhos de produtores de conteúdo adulto, sobretudo em plataformas voltadas ao público maior de 18 anos. A proposta também alcançaria os consumidores desses serviços. Segundo ele, o objetivo seria “desincentivar e dissuadir” a pornografia.

A ideia motivou a reação de Sophie Rain, considerada a produtora mais bem-sucedida do OnlyFans. Entre 2023 e 2025, ela afirma ter faturado US$ 95 milhões na plataforma, cerca de R$ 510 milhões. Para Sophie, a proposta é “a coisa mais estúpida” que já ouviu, além de representar uma punição excessiva a uma decisão pessoal e legal.

Fishback, de 31 anos, CEO de uma empresa de investimentos na Flórida, afirmou não querer que mulheres jovens “vendam seus corpos” on-line nem que homens influenciáveis sejam levados à luxúria, alegando impactos morais e religiosos. As declarações intensificaram a controvérsia em torno do chamado imposto do pecado, que segue como promessa de campanha e alvo de críticas.

Fonte: Revista Piauí

Lula sanciona a criação do Comitê do IBS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (13), a lei que oficializa a segunda etapa de regulamentação da reforma tributária, com destaque para a criação do Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). A íntegra da norma ainda não havia sido publicada no Diário Oficial da União (DOU) até a última atualização desta reportagem.

A sanção encerra um impasse que vinha travando o avanço das normas infralegais dos novos tributos e permite o início das eleições do Comitê Gestor, condição necessária para a publicação dos regulamentos do IBS e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

O texto sancionado teve origem no Projeto de Lei Complementar (PLP) 108 de 2024, que começou a tramitar no Congresso Nacional em junho de 2024 e foi aprovado apenas em dezembro de 2025, após cerca de um ano e meio de negociações e votações.

Comitê Gestor do IBS passa a existir oficialmente

O principal ponto da nova lei é a instituição formal do Comitê Gestor do IBS, órgão responsável pela governança do novo imposto, que substituirá tributos estaduais e municipais no modelo do IVA Dual.

Até a sanção, estados e municípios atuavam de forma provisória por meio de um pré-Comitê Gestor, sem respaldo legal definitivo. Com a nova lei, o colegiado passa a existir formalmente, o que destrava etapas fundamentais da implementação da reforma.

Com a definição dos integrantes do Comitê Gestor, os entes federativos poderão publicar os regulamentos infralegais do IBS e da CBS — conjunto de atos administrativos que detalham e operacionalizam a aplicação das leis da reforma tributária. O Portal Contábeis já havia antecipado que essas normas só seriam divulgadas em janeiro.

Estrutura organizacional do Comitê Gestor

O Comitê Gestor do IBS contará com sete instâncias organizacionais, conforme previsto na legislação sancionada:

  1. Conselho Superior
  2. Presidência e Vice-Presidência
  3. Diretoria Executiva e diretorias vinculadas
  4. Secretaria-Geral
  5. Assessoria de Relações Institucionais e Interfederativas
  6. Corregedoria
  7. Auditoria Interna

A instância considerada mais relevante é o Conselho Superior, responsável pelas principais decisões estratégicas do novo tributo.

Composição do Conselho Superior do IBS

O Conselho Superior será formado por 54 integrantes, sendo:

  1. 27 representantes dos estados, indicados pelos respectivos governadores;
  2. 27 representantes dos municípios, definidos por meio de processo eleitoral.

Representantes dos estados

Os representantes estaduais deverão ocupar os cargos de secretário de Fazenda, Finanças ou Economia das respectivas unidades da Federação. As indicações serão feitas diretamente pelos governadores.

Representantes dos municípios

No caso dos municípios, os integrantes do Conselho Superior serão escolhidos por meio de eleições organizadas pelas entidades municipalistas:

  1. 13 representantes indicados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), com votos proporcionais ao número de habitantes;
  2. 14 representantes indicados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), com votos de igual valor entre os municípios.

Para integrar o Conselho Superior como representante municipal, o indicado deverá atender a pelo menos um dos seguintes critérios:

  1. Ocupar o cargo de secretário de Fazenda, Finanças, Tributação ou equivalente, correspondente à autoridade máxima da administração tributária municipal;
  2. Possuir experiência mínima de 10 anos em cargo efetivo de autoridade fiscal integrante da administração tributária do município;
  3. Ter experiência mínima de 4 anos em cargos de direção, chefia ou assessoramento superiores na administração tributária.

Impasse entre FNP e CNM marcou a tramitação

Um dos principais entraves à aprovação do PLP 108 foi a divergência entre a FNP e a CNM sobre o modelo de escolha dos representantes municipais no Comitê Gestor do IBS.

A FNP sustentava a existência de um acordo político para indicar os 13 representantes escolhidos com base no critério populacional, deixando à CNM a escolha dos 14 representantes diretos. Já a CNM negava esse entendimento e defendia a formação de chapas para ambas as modalidades, argumentando que o texto do projeto não previa uma divisão clara.

O impasse levou à paralisação da tramitação e fez com que os estados atuassem provisoriamente por meio de um pré-Comitê Gestor, sem a participação dos municípios.

A solução veio no Senado, sob relatoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM), que determinou:

  1. A indicação de duas chapas pela FNP, com 13 integrantes e votos proporcionais à população;
  2. A escolha de 14 representantes pela CNM, com votos de igual valor.

Alterações na LC 214 e criação de novo colegiado

Outro ponto relevante do texto aprovado foi a inclusão de modificações na Lei Complementar nº 214 de 2025, já sancionada como parte da primeira etapa da reforma tributária.

Essas alterações, antecipadas pelo Portal Contábeis, atenderam principalmente a pleitos técnicos apresentados por estados e integrantes do pré-Comitê Gestor.

Entre as novidades está a criação da Câmara Nacional de Integração do Contencioso Administrativo do IBS e da CBS, órgão responsável por analisar desconformidades jurisprudenciais relacionadas aos novos tributos instituídos pela reforma.

Regulamentos dependiam da sanção

Mesmo que a lei tivesse sido sancionada ainda em 2025, as eleições do Comitê Gestor do IBS não teriam ocorrido a tempo, pois os municípios ainda não estavam integrados formalmente ao colegiado. Sem a composição completa, não havia base legal para validar os regulamentos.

Inicialmente, parte do pré-Comitê Gestor chegou a cogitar a publicação das normas apenas com representantes estaduais, mas a ideia foi abandonada diante do risco de insegurança jurídica e possível judicialização das regras.

A sanção do PLP 108 destrava esse processo e permite que o regulamento seja publicado com a participação plena de estados e municípios.

Cerimônia de sanção e lançamento da plataforma da CBS

A sanção da segunda etapa da reforma tributária ocorreu durante cerimônia realizada em uma unidade do Serpro, em Brasília. No mesmo evento, foi lançada a plataforma tecnológica de processamento da CBS, desenvolvida para dar suporte operacional ao novo tributo federal.

Diversas autoridades participaram da cerimônia. Com a sanção do PLP 108, o governo federal oficializa a segunda fase da regulamentação da reforma tributária, cria o Comitê Gestor do IBS, destrava a publicação dos regulamentos do IBS e da CBS e viabiliza o início das eleições do colegiado responsável pela governança do novo imposto.

Fonte: Contábeis

Prefeitura não sabe quando cobrará o IPTU, mas ele virá mais caro

O teresinense não sabe o dia nem quanto vai pagar de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2026. 

Mas o que é IPTU?

É uma das principais fontes de arrecadação dos municípios e que deveria retornar em melhorias visíveis para a cidade, como infraestrutura urbana, saúde, educação e segurança.

O IPTU é um tributo municipal cobrado sobre a propriedade de imóveis urbanos. Todos os proprietários de imóveis, sejam residenciais, comerciais ou terrenos, são obrigados a pagar o imposto. Inquilinos só pagam se houver acordo contratual com o proprietário.

O cálculo do IPTU é feito com base no valor venal do imóvel, definido pela Prefeitura, multiplicado pela alíquota estabelecida para cada tipo de imóvel. A alíquota e o valor venal podem variar conforme a localização, o tamanho e o uso do imóvel.

E como está a situação de Teresina? 

A Prefeitura de Teresina e o prefeito Silvio Mendes se preparam para impor um reajuste do IPTU da capital a partir de 2026, mas a gestão municipal demonstra, neste início de ano, uma preocupante incapacidade administrativa: até agora, em pleno mês de janeiro, o IPTU sequer foi devidamente homologado. O fato escancara o descompasso entre o discurso de modernização tributária e a realidade da gestão fiscal do município.

Sancionada no final do ano passado, a Lei Complementar nº 6.166/2024 promoveu alterações significativas nos critérios de cálculo do IPTU, ao atualizar o valor venal dos imóveis com base nos preços de mercado. Com isso, cerca de 150 mil contribuintes deverão ter aumento no imposto. A arrecadação bruta do IPTU, segundo a Secretaria Municipal de Finanças (SEMF), em declarações à imprensa local, deve saltar de R$ 180 milhões, em 2025, para aproximadamente R$ 280 milhões em 2026.

Apesar da urgência do tema, a SEMF admite que o IPTU de 2026 ainda está em fase de homologação, alegando que as informações técnicas estão “em consolidação”. A justificativa reforça a sensação de improviso e falta de planejamento que marca a gestão de Silvio Mendes.

Fonte: Revista Piauí

Brasil registra alta na venda de veículos

O mercado brasileiro finalizou o ano de 2025 com alta de 2% nas vendas de veículos novos no país. No ano, 2.689.179 veículos 0 km foram comercializados, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. 
A alta foi puxada, especialmente, pelas motocicletas. Foram 2.197.308 unidades emplacadas, um aumento de 17% em relação a 2024.
Esse foi o melhor resultado do setor desde 2019. Por outro lado, ficou abaixo das expectativas, muito por conta dos juros elevados, o que tornou o crédito mais caro. A estimativa é de um crescimento na casa dos 3% para este ano. (Aprofunde)

Fonte: The News

Novo PAC vai investir mais de R$ 60 milhões em obras de infraestrutura em Salvador

Novo PAC chega à cidade de Salvador, capital da Bahia, com obras de infraestrutura e prevenção de desastres em áreas de risco. Neste domingo, 11 de janeiro, os Governos do Brasil e da Bahia autorizaram o início de nove obras, no valor aproximado de R$ 61,7 milhões, para contenção de encostas e urbanização integrada da cidade.

As obras incluem soluções técnicas de estabilização e drenagem, com foco em sustentabilidade e mitigação de riscos, reduzindo o perigo de deslizamentos e melhorando as condições de moradia em áreas de vulnerabilidade geotécnica. As melhorias serão realizadas nos bairros Plataforma, Pernambués, Federação, Ondina, Alto do Cabrito, Campinas de Pirajá, Mata Escura, Cajazeiras e São Marcos.

PERIFERIA VIVA — O ministro da Casa Civil, Rui Costa, explicou que os recursos integram o Novo PAC, dentro do Periferia Viva – Urbanização de Favelas, do Ministério das Cidades. “É um investimento para fazer encosta, macro-drenagem, pavimentação, urbanização com equipamentos e, também, relocação de casas que eventualmente estejam em risco”, afirmou.

Já está investido para contenções de encostas, aqui na capital baiana quase R$ 1 bilhão do Governo da Bahia. E temos investimentos de mais de R$ 1 bilhão em macro-drenagem pelo Governo do Brasil”

Rui Costa, ministro da Casa Civil

O ministro, coordenador do programa, acrescentou que as realizações são consequência de uma parceria que soma recursos federais e estaduais para transformar a cidade de Salvador. “Já está investido para contenções de encostas, aqui na capital baiana quase R$ 1 bilhão do governo do estado. E temos investimentos de mais de R$ 1 bilhão em macro-drenagem pelo governo federal”, anunciou.

INVESTIMENTO MONUMENTAL – De acordo com Rui Costa o investimento “monumental” tem como objetivo resolver questões tanto para as pessoas que vivem em áreas de vales em morros como na parte baixa da cidade. “Com toda essa topografia de vales e morros, quem mora em cima corre riscos de deslizamentos e quem mora embaixo corre riscos de enchentes. O investimento aqui é monumental. Se a gente somar todo investimento em mobilidade, em saúde, em proteção de encostas, em urbanização, Salvador tem a cara que tem hoje graças a esses investimentos”, complementou.

CUIDADO COM OS SOTEROPOLITANOS— O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ressaltou que as obras de contenção darão mais segurança e dignidade às pessoas que vivem em áreas de risco na capital. “São nove grandes encostas beneficiadas, em bairros importantes e mais populares, o que faz parte da nossa ação cuidadosa pelas vidas dos soteropolitanos”, disse.

NOVO PAC NO BIÊNIO – Ao todo, nas seleções 2024 e 2025 do Novo PAC, foram 183 contratos assinados para contenção de encostas em todo o Brasil, para obras em 147 municípios, que somam R$ 2,77 bilhões em recursos.

Fonte: Gov.br

Lula confirma Wellington César Lima como ministro da Justiça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou a aliados nesta terça-feira (13/1) que o advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, será o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. A confirmação deve ser oficializada no Diário Oficial da União (DOU) em breve.

Wellington irá substituir Ricardo Lewandowski, que deixou o governo na sexta-feira (9/1), após quase dois anos à frente da pasta, por motivos pessoais e familiares. Ele passa a ser o terceiro ministro da Justiça no atual mandato de Lula. Antes dele, a pasta esteve sob o comando de Flávio Dino, de janeiro de 2023 a fevereiro de 2024, e de Lewandowski.

Com a alteração, o governo Lula alcança a marca de 15 mudanças no primeiro escalão desde o início da gestão. Novas substituições ainda são esperadas nos próximos meses em razão do calendário eleitoral.

A indicação foi articulada pela ala petista baiana do Palácio do Planalto, que inclui o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (BA), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.

O novo ministro já havia ocupado o cargo de forma provisória em 2016, durante a presidência de Dilma Rousseff (PT). A permanência foi curta: apenas 11 dias, encerrados após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou incompatível o exercício simultâneo de cargo no Executivo e a atuação como procurador do Ministério Público da Bahia.

Em período mais recente, entre 2023 e 2024, o jurista esteve à frente da Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, órgão responsável por assessorar diretamente o presidente da República e por apoiar a análise de projetos de lei, medidas provisórias, vetos e sanções no âmbito do Executivo.

Fonte: Metrópoles

Lula sanciona Projeto de Lei que cria Comitê Gestor do IBS e participa do lançamento oficial da Plataforma Digital da Reforma Tributária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, nesta terça-feira (13/01), a partir das 15h, de cerimônia de sanção do Projeto de Lei Complementar nº 108/2024, que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), órgão responsável por gerir e coordenar operacionalmente o novo imposto que será compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios.

Durante a cerimônia, também haverá o lançamento da Plataforma Digital da Reforma Tributária. A solenidade marca o início da fase de implementação da nova arquitetura tecnológica que dará sustentação à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), no contexto da Reforma Tributária aprovada pelo Congresso Nacional.

A cerimônia será realizada na Regional do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), em Brasília. O ato conclui etapas essenciais de regulamentação da Reforma Tributária e representa um marco na criação do federalismo fiscal cooperativo, no qual os entes atuam em conjunto para simplificar o sistema tributário para o contribuinte.

REGULAMENTAÇÃO – A sanção da nova lei marca o ingresso do país em uma nova era de federalismo cooperativo com a gestão e fiscalização do IBS, em colaboração e parceria inédita entre as administrações tributárias dos entes federados. A nova lei regulamenta a gestão e a fiscalização do IBS, que vai substituir o principal imposto estadual, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e o principal imposto municipal, o Imposto Sobre Serviços (ISS). A estrutura de um Comitê Gestor é fundamental para garantir a simplificação ao contribuinte, a uniformidade do cashback e garantir transparência e celeridade na devolução dos créditos.

Além disso, a nova lei estabelece também que o imposto estadual sobre heranças deverá ser progressivo, o que é uma vitória na trajetória de construção de um sistema tributário progressivo em que quem tem menos, paga menos. As alíquotas do Imposto sobre Transmissão Causa mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD) serão definidas por cada Estado, respeitado teto de alíquota definido pelo Senado Federal.

MODERNIZAÇÃO – O lançamento da plataforma simboliza um dos mais relevantes marcos da modernização do Estado brasileiro nas últimas décadas, ao unir transformação fiscal, inovação tecnológica e soberania digital. Maior infraestrutura digital já desenvolvida para o sistema tributário brasileiro, a plataforma tem capacidade estimada para processar cerca de 200 milhões de operações por dia e movimentar aproximadamente 5 petabytes de dados por ano. O portal foi testado por mais de 400 empresas nos últimos seis meses.

FUNCIONALIDADES — Desenvolvido pela Receita Federal em parceria com o Serpro, o portal da Reforma Tributária será acessado por meio do Gov.br e concentrará funcionalidades como calculadora de tributos, apuração assistida e monitoramento em tempo real de valores a pagar e créditos a receber pelas empresas.

ADAPTAÇÃO — O ano de 2026 é considerado um ano de testes da Reforma Tributária e, por isso, as empresas terão até o quarto mês após o regulamento para testar os novos sistemas, ajustarem seus documentos fiscais, e se adaptarem, com a garantia de que não haverá penalidades.

Após este período de adaptação, as empresas de maior porte passarão a informar nas notas fiscais os valores correspondentes às alíquotas-teste de CBS (0,9%) e de IBS (0,1%), que possuem caráter meramente informativas, sendo suficiente o seu destaque em nota para que não haja qualquer recolhimento. O objetivo é testar sistemas, validar processos e subsidiar o cálculo das alíquotas definitivas que manterão a carga tributária atual.

CONSUMIDOR — Para o consumidor, não há impacto nos preços. As informações passam a constar nas notas fiscais apenas de forma informativa, ampliando a transparência sobre a formação dos tributos. Empresas optantes pelo Simples Nacional e microempreendedores individuais estão dispensados dessa obrigação neste primeiro momento.

O período inicial tem caráter educativo e colaborativo. Notas emitidas sem os novos campos não serão rejeitadas, não haverá autuações por um período inicial e as administrações tributárias seguem em fase de adaptação à plataforma nacional.

FAKE NEWS — Desinformações sobre a Reforma Tributária circulam nas redes sociais. Confira as principais fake news que se espalharam e as informações verdadeiras sobre cada uma delas:

“Pedreiros, jardineiros, pintores e quaisquer outros prestadores de serviços terão que emitir nota fiscal, se formalizar e recolher impostos a partir de janeiro de 2026.”

 A AFIRMAÇÃO É ABSOLUTAMENTE FALSA. Nada muda para o pedreiro, para o jardineiro, para o pintor, para o Microempreendedor Individual (MEI).

Além disso, a Reforma cria a figura do nanoempreendedor, isto é, quem fatura até metade do limite do MEI em um mesmo ano e não esteja no MEI. O nanoempreendedor não será considerado como contribuinte, não será obrigado a se constituir como empresa e não precisará recolher IBS ou CBS sobre esses valores.

Para as pessoas físicas prestadoras de serviços, a Reforma não cria obrigação automática de formalização. A prestação de serviços como pessoa física não implica, por si só, equiparação a pessoa jurídica (cidadão não é empresa), nem obrigação de inscrição em CNPJ ou de emissão de nota fiscal. A formalização como MEI ou empresa continua sendo, em regra, uma opção do próprio trabalhador.

Para o MEI, não há mudanças estruturais. O regime permanece com tratamento diferenciado e simplificado. Detalhamentos operacionais adicionais serão divulgados com a edição do regulamento da CBS e do IBS.

A população deve sempre buscar informações nos canais oficiais disponíveis no site da Receita Federal. A Reforma Tributária do Consumo chega para simplificar o sistema tributário com total transparência para todos.

“Motoristas de aplicativo precisarão pagar 26,5% de imposto a partir de 2026 com as novas regras da reforma tributária.”

TRATA-SE DE UMA DESINFORMAÇÃO. Nada muda para os motoristas de aplicativos. Os contribuintes optantes pelo Simples Nacional ou pelo MEI permanecem sujeitos às regras desses regimes ( LC 214 art. 41 parágrafo 2º).

Além disso, a Reforma prevê que os motoristas e entregadores por aplicativo que faturem até o dobro do limite do MEI (162 mil reais em 2025) também serão considerados nanoempreendedores, sem a exigência de formalização e sem o recolhimento de IBS e CBS sobre essa atividade.

“O que locatários e locadores vão ter que fazer? Procede que os locatários terão que emitir nota fiscal referente ao pagamento da locação? Alguma mudança tributária já entrará em efeito? Procede que os locatários terão que pagar uma alíquota teste?”

OS LOCATÁRIOS NÃO PRECISAM ADOTAR NENHUM PROCEDIMENTO. Se o locador for contribuinte pessoa jurídica ou pessoa física que possua mais de três imóveis locados com valor total dos aluguéis superior a R$ 240.000,00, estes devem emitir o documento fiscal da locação e enviar ao locatário. A imobiliária que administra os imóveis poderá emitir o documento fiscal em nome do locador.

Os locatários são consumidores, não precisam emitir nenhum documento fiscal, mas podem exigir o documento fiscal emitido pelo locador nos casos em que este for contribuinte.

O ano de 2026 é de testes, não haverá necessidade de qualquer recolhimento de IBS e de CBS, bastando que os locadores contribuintes emitam seus documentos fiscais de acordo com o padrão estabelecido pelas administrações tributárias, conforme instruções definidas em ato conjunto do Comitê Gestor do IBS e da Receita Federal.

Os campos de IBS e de CBS do documento fiscal são meramente informativos em 2026, ano de teste. Deste modo, os locatários não precisarão pagar nada em 2026 a título destes tributos.

Fonte: Gov.br

Como impugnar o IPTU 2026 de Salvador? Confira o passo a passo!

O contribuinte jamais deve ignorar o lançamento de um tributo. Caso você verifique que o IPTU está muito alto, incompatível com os valores dos vizinhos, perceba informações erradas e não tenha condições de efetuar o pagamento do quantum cobrado, deve, até a data de vencimento do tributo,, promover a IMPUGNAÇÃO. Enquanto o pedido estiver sob análise, a exigibilidade do crédito tributário estará suspensa e não poderá haver cobrança, nem administrativa nem judicial.  Somente após a conclusão do processo administrativo que contestou o lançamento do IPTU, o fisco poderá exigir o pagamento com juros e multa , caso a decisão seja pela  improcedência da impugnação. Ainda há impugnações de exercícios anteriores em apreciação, sem conclusão definitiva. A impugnação NÃO É PRESENCIAL, é feita pela internet no site da SEFAZ. Tem o link no final do passo a passo.

Passo a Passo 

  1. Acesse o site da sefaz: sefaz.salvador.ba.gov.br
  2. Clique no quadrado IPTU/TRSD
  3. No oitavo quadrado Impugnação, clique em acessar
  4. Clique para acessar o sistema de impugnação em letras azuis
  5. Digite a inscrição com digito, o código da web (pode ser encontrado no boleto ou na Notificacao de Lançamento), no campo requerente escolhe cpf ou cnpj e digita o cpf ou cnpj no item seguinte, clicando em avançar 
  6. Preenche o e-mail, telefone de contato e celular
  7. Segue para “Motivos da impugnação” 

a) se for correção de dados cadastrais como áreas de terreno ou construção, ano de construção, uso, logradouro ou padrão construtivo, clique na primeira opção: DADOS CADASTRAIS DO IMÓVEL ESTÃO INCORRETOS, QUERO CORRIGI-LOS E SOLICITAR RECALCULO. Vale lembrar que precisa selecionar os atributos do imóvel, clicando nos círculos correspondentes às características das estruturas, revestimentos e equipamentos especiais.

b) caso não concorde com o valor venal do imóvel, estando incompatível com o valor de mercado, clique na segunda opção e informe o valor venal que reconhece no campo dados informados pelo contribuinte.

c) caso não haja informação da certificação do IPTU VERDE, registre!

d) caso não haja informação dacertificação do IPTU AMARELO, registre!

e) caso não haja informação de APA, informe!

f) caso não haja informação de imunidade, inclua!

g)  caso não haja informação de Isenção, registre!

h) caso não haja informação de que seja HOTEL, informe!

I) informar construção em andamento, caso não haja!

j) i  caso não haja informação de ser área de mata atlântica, informe!

l) caso não haja informação de ser área de proteção permanente, informe!

m) caso não haja informação de ser área de servidão, cite!

n) por Questões legais (exclui todos os outros motivos)

    8. RESUMO DA IMPUGNAÇÃO e clica embaixo em avançar 

     9. Anexa em PDF os documentos probatórios. Seleciona, escolhe arquivo e confirma num símbolo de Clips ao lado, documento por documento. Depois os envia eletronicamente no canto direito da página no verde.

    10. ENVIO DE ARQUIVO – Clica SIM 

    11. Há opção de emissão do DAM de parte reconhecida ou simplesmente imprime o recibo da impugnação e aguarda o resultado da análise. 

Link abaixo:

https://www2.sefaz.salvador.ba.gov.br/servico/iptu-impugnacao

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