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Teresina é única cidade brasileira selecionada para receber consultoria internacional

Teresina foi a única cidade brasileira selecionada pela oportunidade de assistência técnica limitada do grupo C40 Cities, que reúne cidades que objetivam ser lideranças climáticas, e do Programa UrbanShift, que apoia as iniciativas.

Confira no link da matéria abaixo:

https://cidadeverde.com/noticias/417469/teresina-e-unica-cidade-brasileira-selecionada-para-receber-consultoria-internacional

Poder 360 lista as 103 cidades que podem ter 2o turno nas eleições de 2024 e Salvador está entre elas

As disputas para os cargos de prefeito em 2024 poderão ter até 103 cidades com 2º turno. A lista aumentou desde a última eleição, em 2020, quando eram 95. Uma nova rodada de votação é mandatória nos municípios com mais de 200 mil eleitores quando nenhum dos candidatos alcança pelo menos 50% mais 1 dos votos válidos no 1º turno. Os votos válidos são os dados aos candidatos (não se consideram nessa conta os brancos e nulos). A Constituição determina que as eleições no Brasil sejam sempre no 1º e no último domingo de outubro. Neste ano de 2024, o 1º turno cai em 6 de outubro. O 2º turno, onde houver, será em 27 de outubro.

A disputa para prefeitos se dá em 5.569 cidades. Além dos prefeitos e dos vice-prefeitos, são eleitos cerca de 58.000 vereadores. Brasília e Fernando de Noronha não participam do pleito. Ambos não têm prefeitura ou vereança.

O total do eleitorado brasileiro em 2024 habilitado a votar é de 155.912.680 pessoas, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral. As 103 cidades com possibilidade de 2º turno concentram 60.541.904 eleitores (38,8% do total do país). Em 2020, o eleitorado habilitado era de 147.918.483 pessoas. As 95 cidades que naquele ano poderiam ter 2º turno concentravam 56.234.465 eleitores (38,02% do total). Há 4 anos, o eleitorado precisou ir às urnas no 2º turno em 57 cidades. À época, eram 63% do total de municípios com mais de 200 mil votantes à época. Desses, 18 eram capitais. São Paulo é o Estado com o maior número de cidades em que pode haver uma nova rodada de votação. Neste ano, serão 30. A capital paulista é a cidade com o maior eleitorado do país. Tem 9,3 milhões de votantes. São 4 milhões a mais que o 2º município na lista, o Rio de Janeiro, onde 5 milhões votam. Neste ano, o 2º turno é possível em todas as capitais brasileiras. Nas eleições de 2020, Palmas (TO) havia ficado fora da lista, pois contava com 180.524 votantes. Agora, tem 209.524 eleitores. Governador Valadares (MG) fazia parte do grupo em 2020, mas saiu em 2024. A cidade perdeu mais de 15.000 eleitores nos últimos 4 anos. Tinha 213.886 votantes. Hoje, tem 198.487.

O MDB e o PSDB lideraram em número de prefeituras em 2020 nas 103 cidades que atualmente integram o grupo de maior eleitorado. Os 2 partidos elegeram 17 prefeitos cada um. Depois, muitos prefeitos mudaram de partido e não há uma estimativa oficial para saber os dados atuais. O PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu o comando de 4 cidades grandes em 2020. O número era pequeno, mas representou uma recuperação frente ao único prefeito petista eleito em 2016 nesse grupo de municípios mais relevantes. O auge do PT foi em 2008, quando teve sucesso em 28 grandes localidades. Nas eleições de 2020, o então chefe do Executivo, Jair Bolsonaro, estava sem partido. A sua atual legenda, o PL –à qual que se filiou em 2021–, elegeu 2 prefeitos nas cidades do grupo. 

Leia abaixo as cidades em que pode haver 2º turno em 2024. Clique nas colunas para ordenar por Estado, cidade e número de eleitores; para abrir em outra aba, clique aqui.

ESTADOCIDADEELEITORES EM 2020ELEITORES EM 2024
SPSão Paulo8.986.6879.322.444
RJRio de Janeiro4.851.8875.009.373
MGBelo Horizonte1.943.1841.992.984
BASalvador1.897.0981.969.757
CEFortaleza1.821.3821.769.681
AMManaus1.331.6131.446.122
PRCuritiba1.349.8881.423.722
PERecife1.157.3241.219.917
RSPorto Alegre1.082.7261.096.620
PABelém1.009.7311.056.251
GOGoiânia971.2211.030.274
SPGuarulhos872.880951.798
SPCampinas843.433884.726
MASão Luís699.954746.828
RJDuque de Caxias658.000674.805
RJSão Gonçalo663.833665.181
MSCampo Grande612.487646.198
SPSão Bernardo do Campo620.181643.023
ALMaceió592.388632.812
RJNova Iguaçu586.985617.657
SPOsasco567.361592.559
PITeresina558.661587.098
SPSanto André568.760583.229
RNNatal560.929575.629
PBJoão Pessoa522.269566.290
SPSão José dos Campos540.501536.901
MGUberlândia486.550530.871
SPSorocaba485.962527.772
PEJaboatão dos Guararapes454.915487.903
SPRibeirão Preto441.845477.595
MGContagem427.575459.110
MTCuiabá378.097445.070
SCJoinville403.526434.821
BAFeira de Santana400.549426.887
SEAracaju404.901416.605
SCFlorianópolis357.049410.812
RJNiterói391.268410.032
PRLondrina376.073399.730
MGJuiz de Fora410.339390.203
RJSão João de Meriti376.989373.602
RJCampos dos Goytacazes360.626373.543
ESSerra327.670362.524
ROPorto Velho333.031362.248
PAAnanindeua330.014357.500
SPSantos341.867353.677
SPSão José do Rio Preto332.540347.916
RJBelford Roxo325.796347.207
RSCaxias do Sul333.696347.184
GOAparecida de Goiânia308.749345.367
ESVila Velha315.224345.228
SPDiadema329.171340.373
SPMogi das Cruzes319.826338.340
SPJundiaí314.875336.406
SPMauá306.518318.437
SPPiracicaba290.998314.355
APMacapá292.718310.818
PEOlinda282.952300.296
PRMaringá279.500300.286
SPCarapicuíba291.138300.058
PBCampina Grande285.020298.888
SPBarueri261.428297.616
MGBetim274.502297.070
GOAnápolis269.556292.660
SPBauru270.749282.186
ESCariacica262.414278.170
MGMontes Claros279.274277.710
ACRio Branco256.673271.518
ESVitória251.464266.570
SCBlumenau247.014265.491
SPPraia Grande226.260261.063
SPSão Vicente252.146260.347
SPItaquaquecetuba239.226259.669
RSCanoas250.704259.585
PRPonta Grossa239.611259.463
BAVitória da Conquista231.176257.784
RSPelotas240.948248.631
SPFranca238.124248.525
PECaruaru225.164247.041
PASantarém221.537246.326
CECaucaia222.128245.552
RJPetrópolis240.152245.177
SPTaubaté229.200242.885
SPGuarujá224.819241.669
PRCascavel223.090239.588
PEPetrolina210.359238.587
MGUberaba225.412238.276
SPSuzano217.959236.341
PEPaulista216.859235.213
RRBoa Vista217.477232.172
RJVolta Redonda222.991225.626
PRSão José dos Pinhais197.064222.608
SPLimeira226.627219.001
MGRibeirão das Neves214.845213.114
SPTaboão da Serra217.479212.345
TOPalmas180.524209.524
RSSanta Maria204.282209.393
SPEmbu das Artes189.289207.256
BACamaçari179.126205.865
PRFoz do Iguaçu183.306204.343
SPSumaré189.410203.032
RJMagé193.559201.611
MAImperatriz169.217201.099
PAParauapebas162.619200.659
TSE

Fonte: Poder 360

Alienação mental decorrente de Alzheimer pode ser reconhecida para isenção de imposto de renda

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a sentença que reconheceu o direito de uma mulher com alienação mental à isenção do imposto de renda sobre a aposentadoria. A União recorreu da decisão alegando que a autora não tinha o direito à isenção por não estar comprovada a alienação mental. 

A doença está prevista como passível de isenção no art. 6º, inciso XXI, da Lei 7.713/1998. Segundo consta dos autos, a autora comprovou a doença em um laudo apresentado em 2022, que atestou a condição como correspondente à demência na doença de Alzheimer desde junho de 2019, quando começou a ser acompanhada e avaliada. 

Relatora do processo, a desembargadora federal Maura Moraes Tayer destacou, em seu voto, que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu que a alienação mental de quem tem Mal de Alzheimer pode ser reconhecida para isenção do imposto sobre a renda, “e que não consta no relatório médico a data de início da enfermidade de alienação mental, pois a indicação da data de junho de 2019 se refere apenas ao diagnóstico de déficit cognitivo. Assim, deve o termo inicial do benefício fiscal ser fixado em 20 de junho de 2022, data do relatório médico apresentado”. 

Diante desse contexto, a magistrada confirmou que a autora cumpriu os requisitos previstos na lei e condenou a União à restituição dos valores recolhidos indevidamente a partir de outubro de 2022, considerando os valores já restituídos na declaração de rendimentos. 

O Colegiado acompanhou, por unanimidade, o voto da relatora. 

Processo: 1078595-44.2022.4.01.3400 

Data do julgamento: 11/06/2024 

Assessoria de Comunicação Social 
Tribunal Regional Federal da 1ª Região 

Contra criminalidade e doenças, nova lei eleva IPTU de imóvel abandonado

Com o objetivo de preservar a segurança, uma nova lei foi criada para tentar reduzir os imóveis em situação de abandono em Sorocaba. Parte destes imóveis são aproveitados como esconderijos de criminosos, abrigos para consumo de entorpecentes ou permitem a proliferação de animais e insetos que transmitem doenças. A lei nº 12.974/24 eleva o valor do IPTU para prédios nestas condições. “Não estamos falando dos imóveis fechados para a venda ou aluguel, mas dos realmente abandonados há mais de um ano, que começam a ser depredados ou expostos às invasões, sem que o responsável tome providência”, explica o autor da lei, o vereador Fernando Dini (Progressistas).

A lei foi criada pelo vereador Fernando Dini para proteger a população e a Prefeitura já pode notificar os responsáveis pelos imóveis abandonados, para que resolvam o problema, sob o risco de serem submetidos ao IPTU Progressivo. No decorrer de cinco anos, o valor anual do IPTU Progressivo pode ficar seis vezes mais caro, já que a alíquota para o cálculo do IPTU para um imóvel habitado é de 2,5% enquanto para o abandonado pode chegar a 15%.

Publicada no dia 11 do último mês de março, a nova regra estabelece a classificação de imóveis não utilizados para os que se encontram abandonados há mais de um ano ininterruptamente, independentemente do tamanho da área construída. As condições de não utilizados poderão ser comprovadas pela constatação de invasão ou em situação que represente risco à saúde pública, entre outras especificadas na própria lei.

Os imóveis abandonados estão sujeitos à aplicação do IPTU Progressivo, que a cada novo ano dobra o percentual da alíquota para o cálculo do imposto, até que se alcance o teto de 15%. A alíquota habitual será retomada tão logo o proprietário comprove a regularização da situação do imóvel, conforme prevê a lei 10.497/13.

Fonte: Jornal Z Norte

Confirme aqui, a estatística de eleitores de sua cidade!

Confirme no site do TSE a estatística de eleitores do seu município! 👇

https://www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas/estatisticas-de-eleitorado/consulta-por-municipio-zona

Salvador tem o maior número de eleitores do Nordeste

Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira 18, mostram um raio-x do eleitorado brasileiro que estará apto a votar no pleito municipal, marcado para outubro deste ano.

Ao todo, segundo os dados da Justiça Eleitoral, mais de 155 milhões de brasileiros poderão participar da escolha dos próximos prefeitos e vereadores. O volume de eleitores é 5,4% maior do que o registrado na última eleição municipal, realizada em 2020.

Entre as cidades com menor eleitorado estão:

  1. Borá (SP) – 1.094 eleitores;
  2. Engenho Velho (RS) – 1.192 eleitores;
  3. Araguainha (MT) – 1.253 eleitores;
  4. Serra da Saudade (MG) – 1.294 eleitores;
  5. Jardim Olinda (PR) – 1.363 eleitores;
  6. Coqueiro Baixo (RS) – 1.364 eleitores;
  7. Nova Castilho (SP) – 1.408 eleitores;
  8. Carlos Gomes (RS) – 1.417 eleitores;
  9. Guabiju (RS) – 1.430 eleitores;
  10. André da Rocha (RS) – 1.432 eleitores.

Nessas cidades não há segundo turno para a escolha de prefeitos, já que as regras eleitorais pedem um número mínimo de 200 mil eleitores para que o pleito possa ter uma segunda etapa.

Entre as cidades com maior número de eleitores estão:

  1. São Paulo (SP) – 9,32 milhões de eleitores;
  2. Rio de Janeiro (RJ) – 5,09 milhões de eleitores
  3. Belo Horizonte (MG) – 1,99 milhões de eleitores
  4. Salvador (BA) – 1,96 milhões de eleitores
  5. Fortaleza (CE) – 1,76 milhões de eleitores;
  6. Manaus (AM) – 1,44 milhões de eleitores;
  7. Curitiba (PR) – 1,42 milhões de eleitores;
  8. Recife (PE) – 1,21 milhões de eleitores;
  9. Porto Alegre (RS) – 1,09 milhões de eleitores;
  10. Belém (PA) – 1,05 milhões de eleitores.

Nessas cidades, assim como nas demais com eleitorado superior a 200 mil, caso o primeiro colocado não obtenha mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, os prefeitos serão escolhidos em um segundo turno.

O primeiro turno da disputa de 2024 está previsto para ocorrer no dia 6 de outubro. A segunda etapa do pleito, nas cidades em que for necessária, deve ser realizada no dia 27.

Fonte: Carta Capital

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Operação Falsa Moléstia: Investigação aponta uso de laudos de moléstia falsificados, com vistas a obter isenção de IRPF

Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal cumpriram, na manhã desta quarta-feira, 17, em Porto Alegre/RS, mandado de busca e apreensão na residência de um técnico contábil que forjava laudos médicos com o objetivo de pleitear isenção de Imposto sobre a Renda.

Para ter direito a essa modalidade de isenção, o contribuinte deve comprovar ser portador da moléstia mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, estado ou município. Em regra, o técnico investigado preenchia as declarações dos últimos 5 anos e providenciava os laudos periciais, falsificando as assinaturas dos médicos.

A maior parte dos laudos teria sido supostamente emitida pelo Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pela Junta da Polícia Militar/RS. Consultadas, ambas as instituições afirmaram que os laudos eram falsos. Os médicos que constavam como assinantes também declararam que suas assinaturas foram falsificadas.

Forma de atuação

De acordo com as investigações, o serviço oferecido pelo técnico envolvia o preenchimento das declarações, respostas às intimações e eventuais recursos administrativos no caso de lançamento de tributos pela Receita Federal.

Seus clientes eram angariados por meio da indicação de contribuintes que haviam recebido as restituições após a declaração de rendimentos como isentos, o que os induzia a pensar que o processo seria bem-sucedido. Dessa forma, o número de clientes foi crescendo ao longo do tempo.

Apurações preliminares indicam que entre os envolvidos existem desde contribuintes que foram ludibriados até aqueles que tinham ciência das irregularidades, mas queriam tirar proveito.

O nível de conhecimento de cada um será apurado no decorrer do inquérito policial federal. Os responsáveis podem responder pela prática de crime contra a ordem tributária e de falsidade documental.

Falsa identificação como advogado

Em procurações outorgadas por seus clientes, o técnico contábil era identificado como consultor tributário e advogado. Contudo, o número de registro indicado pertence a um homônimo, registrado na Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Minas Gerais.

Valores envolvidos

Foram identificados 287 contribuintes, titulares de 1.238 declarações, informando indevidamente que possuíam direito à isenção. Considerados os exercícios de 2018 a 2023, o total dos rendimentos declarados como isentos ultrapassou R$ 166 milhões.

As restituições pleiteadas atingiriam cerca de R$ 26 milhões. Contudo, após a ação da Receita Federal, 557 declarações sob suspeita foram retificadas. As restantes estão sob análise do fisco, que já exigiu a devolução de R$ 5,5 milhões restituídos indevidamente a 193 declarantes.

Alerta aos contribuintes

A Receita Federal recomenda que os contribuintes sejam criteriosos ao delegar a terceiros o preenchimento de suas declarações, e que sempre exijam cópia do que foi apresentado.

Tal advertência deve-se ao fato de que alguns profissionais tentam aumentar os valores a restituir mediante o uso de informações falsas, e muitos declarantes são influenciados por colegas ou conhecidos em situação semelhante que receberam restituições maiores que as suas.

Ocorre que a Receita Federal dispõe de mecanismos de controle que podem ser acionados mesmo após o pagamento das restituições – como ocorreu no caso investigado. E, caso as informações que ensejaram o aumento da restituição sejam falsas, o contribuinte estará sujeito a multa, juros e representação por crimes contra a ordem tributária.

Fonte: Receita Federal

CAF aprova empréstimo de USD 125 milhões para Salvador

O Conselho Diretor do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) aprovou hoje um empréstimo de USD 125 milhões para a cidade de Salvador, capital do estado da Bahia, Brasil. Segundo informações divulgadas pelo CAF, este montante será destinado ao Programa de Inclusão Social e Territorial do município, que beneficiará diretamente mais de 900 mil pessoas, entre residentes e turistas, com soluções de mobilidade, capacitação profissional e uma estratégia de serviços digitais. O objetivo do programa é melhorar a qualidade de vida da população, reduzindo as desigualdades sociais e de gênero.

O programa inclui o financiamento do primeiro sistema de teleférico de transporte urbano financiado pelo CAF no Brasil, que conectará a comunidade chamada Manoel Dendê ao sistema de metrô local, assim como um amplo programa de geração de emprego e renda, que espera fornecer formação profissional para, pelo menos, 40 mil pessoas.

Fonte: https://www.caf.com/pt/presente/noticias/2024/07/caf-aprova-emprestimo-de-usd-125-milhões-para-salvador/

Falta de transparência em obras atinge maioria das capitais e gera risco de corrupção, revela levantamento

Apenas duas entre 25 capitais estaduais contam com plataformas ou portais específicos para dar transparência ao orçamento e andamento de obras públicas. O levantamento, feito pela Transparência Internacional – Brasil e divulgado nessa terça-feira (16), não inclui Porto Alegre, devido às enchentes que atingiram a capital gaúcha em maio.

As cidades que são destaque nesse tema são Belo Horizonte e Vitória, que diferente das demais capitais apresentam informações sobre uso de recursos e execução de etapas das obras. “O que a gente viu, de forma geral, é que essa foi a dimensão que menos pontuou em todo o índice. A média de pontuação foi de 34 pontos numa escala de 0 a 100”, explica a coordenadora do Programa de Integridade e Governança Pública da Transparência Internacional – Brasil, Maria Dominguez. Ao todo, a pesquisa considerou seis dimensões.

“É um dado muito alarmante, porque mostra que há desafio sistêmico para as capitais e risco de opacidade muito alto nesse setor específico que são obras públicas”, completa.

Macapá e Teresina zeraram a classificação e foram as últimas no ranking de transparência em obras. As cidades são seguidas por Natal e Belém, que ficaram com nota 9 de 100; Manaus ficou com avaliação 13 e Curitiba, com nota 18.

O risco para falta de transparência em obras, explica Dominguez, é a facilitação de desvios de recursos. “A gente sabe que a transparência é um dos principais remédios contra a corrupção”, diz.

O estudo também avaliou como negativa a transparência das obras em questões ambientais e de participação social. Apenas cinco capitais publicam os relatórios de análise dos impactos ambientais das obras, como Estudos de Impacto Ambientais (EIAs): Boa Vista, Campo Grande, Recife, São Paulo e Vitória. E nenhuma capital publica as licenças ambientais emitidas pelo município de forma integral.

Nota das capitais em relação à transparência em obras

Vitória: 95,45

São Paulo: 59,09

Campo Grande: 54,54

Recife: 50

Belo Horizonte: 50

Fortaleza: 50

São Luís: 50

João Pessoa: 40,90

Florianópolis: 40,90

Cuiabá: 40,0

Palmas: 36,36

Aracaju: 36,36

Rio de Janeiro: 31,81

Maceió: 31,81

Porto Velo: 31,81

Rio Branco: 31,81

Goiânia: 27,27

Boa Vista: 27,27

Salvador: 22,72

Curitiba: 18,18

Manaus: 13,13

Natal: 9,09

Belém: 9,09

Teresina: 0

Macapá: 0

Emendas parlamentares também geram alerta quanto à falta de transparência

Outro dado analisado e que gerou alerta foi a falta de transparência nas emendas parlamentares. Apenas duas capitais divulgam dados completos sobre as “emendas Pix”, que são transferências especiais destinadas por parlamentares estaduais ou federais aos municípios. “Em ano eleitoral, essas transferências aumentaram e são investidas em obras e projetos de infraestrutura de grande visibilidade para maximizar o retorno eleitoral de candidatos. A falta de mecanismos efetivos de controle e transparência para reduzir os riscos de corrupção nesses setores mostra um claro descumprimento da obrigação dos municípios de prestação de contas”, afirma Dominguez.

Ela ressalta que o estudo analisa apenas as capitais, sendo que as emendas podem ser enviadas para todos os municípios do país. “Aqui estamos olhando para a ponta do iceberg quando se fala de baixa transparência”. Cabe aos municípios, explica, dizerem como estão utilizando esses investimentos. “Sem dados e com baixa transparência, não conseguimos afirmar se investimentos são feitos em áreas prioritárias ou se o dinheiro é perdido por corrupção”, finaliza.

As emendas Pix foram, inclusive, alvo de um despacho do Supremo Tribunal Federal (STF). Em junho, o ministro Flávio Dino solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) que tomem providências, se entenderem necessário, sobre as chamadas “emendas Pix” devido à falta de transparência e vinculação com obras e serviços específicos.

Resultados ruins também foram identificados nos quesitos de: contratações emergenciais; divulgação de agendas de prefeitos; dados abertos de salários de servidores; dados sobre incentivos fiscais.

Ranking geral

O ranking geral sobre transparência de capitais brasileiras, que considerou seis dimensões, apontou que 19 de 25 capitais brasileiras têm nota “regular” ou “ruim” em transparência. Foram analisados quesitos legais, plataformas, administração e governança, obras públicas, transparência financeira e orçamentária, e participação e comunicação.

Vitória lidera o ranking com nota 98,6, sendo a única capital com classificação “ótima”. Recife (79), São Paulo (78,9), Rio de Janeiro (76,2), Belo Horizonte (72,6) e João Pessoa (70,5) receberam a classificação “boa”.

Outras 13 capitais tiveram nota “regular”, e seis foram classificadas com níveis de transparência e governança “ruim”. Isso significa que ao menos 21,4 milhões de brasileiros — o equivalente a toda a população de Minas Gerais — vivem em capitais com índices inadequados de transparência pública.

Fonte: Gazeta do Povo

Três em cada quatro capitais brasileiras tem nota ruim ou regular de transparência, inclusive Salvador

A avaliação mais recente do Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP), publicado hoje pela Transparência Internacional – Brasil, revela que a transparência de três em cada quatro capitais brasileiras é “regular” ou “ruim”. O resultado negativo preocupa especialmente pela falta de dados disponíveis sobre obras e emendas em ano eleitoral.

O ITGP é uma avaliação regular que mede indicadores importantes para a transparência de entes públicos. Esta edição avalia as dimensões de Governança, Legislação, Participação Social e Comunicação, Plataformas, Transparência Administrativa e Orçamentária e Obras Públicas nas prefeituras.

Cada capital recebeu uma nota de 0 a 100, onde 0 representa o pior resultado e 100 o melhor em matéria de transparência. A avaliação não inclui o Distrito Federal nem Porto Alegre, que não foi incluída no comparativo com as outras capitais devido à crise das enchentes.

PRINCIPAIS RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DE TRANSPARÊNCIA DAS CAPITAIS BRASILEIRAS

Os resultados mais recentes do Índice de Transparência e Governança Pública destacam um panorama preocupante sobre a transparência nas capitais brasileiras. Apenas 6 capitais alcançaram resultado satisfatório, acima de “regular”. (confira tabela abaixo)

Vitória, no Espírito Santo, lidera o ranking com 98,6 pontos e foi a única capital brasileira a alcançar uma classificação “ótima”.

RecifeSão PauloRio de JaneiroBelo Horizonte e João Pessoa receberam classificação “boa”. Essas capitais apresentaram um desempenho significativo, porém, ainda há espaço para melhorias em várias das dimensões de transparência avaliadas.

Treze capitais tiveram nota “regular” e seis foram classificadas como “ruim” (Natal, Boa Vista, Rio Branco, Belém, Teresina e Macapá).

As últimas capitais neste ranking revelam cenários graves de falta de transparência que podem comprometer a integridade dos processos públicos e impedir a participação social nas decisões tomadas pela administração pública.

Salvador ocupa a 7ª posição no ranking do ITGP, com uma pontuação de 59,7/100, sendo classificada como “Regular”.  

A capital regulamentou a Lei Anticorrupção e Lei Geral de Proteção de Dados, mas ainda não conta com uma norma municipal para proteger denunciantes. Salvador não conta com agenda diária do prefeito e nem com um canal de denúncias anônimas para corrupção. A capital publica dados sobre obras públicas, ainda que de forma parcial. A capital pode aprimorar seus níveis de transparência ao investir na abertura de dados de áreas com altos riscos de corrupção, como obras públicas, incentivos fiscais e emendas parlamentares. Outro ponto de atenção é o baixo investimento em iniciativas de participação e engajamento dos cidadãos. 

TRANSPARÊNCIA DAS CAPITAIS PREOCUPA EM ANO DE ELEIÇÕES MUNICIPAIS

A falta de transparência em obras públicas e na execução de emendas parlamentares é uma das principais preocupações levantadas pela avaliação. Essas áreas são particularmente vulneráveis à corrupção, pois envolvem grandes volumes de recursos financeiros, e, devido seu impacto na percepção pública sobre a gestão municipal, ganham ainda mais relevância em ano de eleições.

A falta de transparência nesses setores pode permitir a manipulação de informações, desvio de verbas e favorecimento de projetos que beneficiam candidatos específicos, distorcendo a resposta da população nas urnas e podendo comprometer a integridade do processo eleitoral.

A TRANSPARÊNCIA MUNICIPAL NAS DIFERENTES REGIÕES DO PAÍS

Considerando as regiões do país, as capitais da região Sudeste se destacaram positivamente, apresentando a maior média de transparência do país com 81,6 pontos, seguidas pelo Nordeste (54,4), Sul (53,3) e Centro-Oeste (51,8). As capitais da região Norte registraram a média mais baixa de transparência, apenas 41,2 pontos.

A média nacional ficou em 54,8, o que é considerado “regular”.

AS DIMENSÕES AVALIADAS PELO ÍNDICE DE TRANSPARÊNCIA E GOVERNANÇA PÚBLICA

O ITGP realiza uma avaliação abrangente que mede indicadores essenciais para a transparência de entes públicos. Nesta edição, o índice examina seis dimensões sobre a transparência e governança das prefeituras:

Dimensão legal – Avalia a regulamentação de leis essenciais, como a Lei Anticorrupção e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Plataformas – Verifica a existência e a qualidade de plataformas digitais para a divulgação de informações públicas.

Administração e Governança – Analisa a estrutura e os mecanismos de governança utilizados pelas capitais. Além disso, avalia a transparência no uso de emendas parlamentares, que desempenham papel significativo nos municípios, especialmente em anos eleitorais

Obras Públicas – Outro aspecto crítico em ano eleitoral. Examina a transparência na execução das obras públicas.

Transparência Financeira e Orçamentária – Avalia a clareza e a acessibilidade das informações financeiras e orçamentárias.

Participação e Comunicação – Mede o engajamento da população e a comunicação das administrações com o público.

As piores notas desta edição foram atribuídas à dimensão de transparência em obras públicas. Apenas duas capitais contam com uma plataforma específica para dar transparência às obras no município com informações completas sobre execução orçamentária, valores pagos e medições do andamento das obras.

Outro tema preocupante é a transparência das emendas parlamentares. Apenas quatro capitais publicam informações completas sobre as emendas dos vereadores ao orçamento municipal, e somente duas divulgam dados completos sobre as chamadas “emendas pix”, transferências especiais destinadas por parlamentares estaduais ou federais aos municípios.

Indicadores ruins também foram identificados, em geral, nos quesitos de contratações emergenciais, divulgação de agendas de prefeitos, dados abertos de salários de servidores municipais e informações sobre incentivos fiscais.

RECOMENDAÇÕES DE MELHORIAS PARA AUMENTAR A TRANSPARÊNCIA DAS CIDADES BRASILEIRAS

  • Regulamentar a Lei Anticorrupção em nível local;
  • Criar normas e mecanismos de proteção a denunciantes de corrupção;
  • Aprimorar a transparência de contratos, licitações e incentivos fiscais;
  • Disponibilizar informações sobre emendas parlamentares recebidas pelo município;
  • Criar portais de dados abertos e específicos para obras públicas e licenças ambientais;
  • Fortalecer mecanismos de controle social, como audiências e consultas públicas. 

OUTROS MUNICÍPIOS AVALIADOS

Além de realizar a avaliação das capitais, a Transparência Internacional – Brasil apoiou e forneceu a metodologia para que outras 13 organizações avaliassem mais de 300 municípios de 11 estados do país — Acre, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Santa Catarina e São Paulo.

Os resultados das avaliações dessas regiões estão disponíveis em https://transparenciainternacional.org.br/itgp/municipal/.

ÍNDICE DE TRANSPARÊNCIA E GOVERNANÇA PÚBLICA 2024

A avaliação das capitais brasileiras mostra que ainda há muito a ser feito para garantir a transparência nesses municípios. Em um ano eleitoral, é essencial que as prefeituras aprimorem suas práticas de transparência.

Para mais informações e para conferir o ranking completo, acesse a página especial do Índice de Transparência e Governança Pública.

Fonte: https://transparenciainternacional.org.br/posts/tres-em-cada-quatro-capitais-brasileiras-tem-nota-ruim-ou-regular-de-transparencia/

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