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Salvador perde para Recife, Fortaleza, Teresina, João Pessoa e Sobral no ranking de competitividade do Nordeste e está na posição 188o no Brasil

A edição 2024 do Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), mostrou que Salvador continua com índices muito baixos, principalmente nas áreas de saúde, educação, sustentabilidade fiscal, inserção econômica, inovação e dinamismo econômico, segurança, meio-ambiente, perdendo espaço para Recife, Fortaleza, Teresina, João Pessoa e Sobral, tendo conquistado apenas o 188o lugar no Brasil.

Houve quedas acentuadas no acesso e qualidade à saúde, na sustentabilidade fiscal e na área econômica em relação a 2023, embora tenha um excelente capital humano.

Fonte: https://municipios.rankingdecompetitividade.org.br/BA/salvador/Geral/ranking-geral

Aprovada pela ALBA a garantia dos trens do VLT de Salvador

A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) aprovou nesta terça-feira, 20, um projeto de lei que autoriza o governo do estado a reservar uma parte dos recursos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) para o pagamento dos trens que serão utilizados no VLT de Salvador e que foram adquiridos junto ao governo do Mato Grosso.

Com a aprovação da proposta, o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) fica autorizado a ceder direitos creditícios referentes a até 5% do valor recebido a título de FPE pela Bahia, como garantia ao Estado do Mato Grosso pelo pagamento do material rodante do VLT, adquiridos pela gestão baiana por R$ 820 milhões.

Os 40 trens, divididos em 280 vagões, deverão ser pagos pela Bahia em quatro parcelas anuais, começando por 31 dezembro de 2024 e terminando em 31 de dezembro de 2027, quando, de acordo com o cronograma de obras do VLT de Salvador, o modal já deverá estar em funcionamento.

Nesses R$ 820 milhões, não estão incluídos outros gastos do governo da Bahia na aquisição de equipamentos, como trilhos, catenárias, cabos, subestações e outros insumos necessários para a estrutura, estimados em R$ 100 milhões.

Os vagões adquiridos pelo governo da Bahia devem sair de Cuiabá para Hortolândia, no interior de São Paulo, onde passarão por adaptações pedidas pela gestão estadual baiana. Esse primeiro transporte deverá ser custeado pela CAF, empresa espanhola fabricante dos trens.

Em um segundo momento, os trens sairão de Hortolândia para Salvador. Aí, nesse caso, será o governo da Bahia o responsável por custear o transporte. Esse valor também não está previsto no projeto de lei que tramita no parlamento baiano.

Fonte: Jornal A Tarde

Projeto prevê que dono atualize valor de imóvel e pague menos Imposto de Renda

O Senado aprovou nesta terça-feira (20) o projeto que mantém a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia, e de municípios do país, além de estabelecer medidas para compensar a perda de arrecadação neste e nos próximos anos.

Entre as propostas para incrementar a arrecadação, consta uma medida que autoriza pessoas físicas e jurídicas a atualizar o valor de bens imóveis na declaração do Imposto de Renda.

O tema ainda vai passar pela Câmara dos Deputados, que precisa concluir a votação até 11 de setembro – prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para resolver o custeio da desoneração da folha.

O que muda na regra?

Atualmente, a atualização do valor do imóvel é feita somente na venda. Quando há diferença entre os valores de compra e venda, o chamado “ganho de capital”, o Imposto de Renda cobrado, no caso de pessoas físicas, é de 15%.

De acordo com as regras estabelecidas no projeto aprovado nesta semana:

  • Para empresas, haverá uma cobrança de 6% de Imposto de Renda e 4% de CSLL sobre a diferença do valor atual e da compra do imóvel.
  • No caso das pessoas físicas, a alíquota vai ser de 4% de Imposto de Renda.

Com isso, se aprovado o projeto como está, as pessoas físicas poderão pagar menos de um terço do valor em IR sobre ganho de capitais em imóveis que está vigente pela legislação atual — cuja alíquota é de 15%. A alíquota proposta é de 4%.

O projeto não detalha se será possível parcelar o valor do imposto devido.

Essa medida já havia sido ventilada anteriormente pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e também por seu antecessor, Paulo Guedes, titular do Ministério da Economia na gestão do presidente Jair Bolsonaro. Entretanto, não foi levada adiante.

Como fica, na prática?

Para facilitar, vamos considerar um imóvel comprado por R$ 200 mil e vendido, posteriormente, por R$ 1 milhão.

Pela regra atual: no momento da transação, quem está vendendo o imóvel teria que pagar 15% de Imposto de Renda sobre essa diferença de valores, ou seja, 15% de R$ 800 mil.

O imposto cobrado seria de R$ 120 mil.

Pela nova regra: se o projeto for aprovado, o dono poderá atualizar o valor do imóvel de R$ 200 mil para R$ 1 milhão antes mesmo de colocá-lo à venda.

Neste caso, o imposto seria de apenas 4% sobre os R$ 800 mil da atualização. O imposto cobrado seria de R$ 32 mil.

Fonte: Economia G1

Candidato mais rico do Brasil faz carreata com helicóptero e Porsche

A campanha para a Prefeitura de Marília, cidade do interior paulista com 240 mil habitantes, começou de forma extravagante neste domingo (18/8). João Pinheiro (PRTB), empresário e candidato mais rico do Brasil nas eleições de 2024, lançou sua candidatura com uma carreata que chamou a atenção pela ostentação: veículos de luxo como Porsche e Ferrari, além de um helicóptero, desfilaram pela Avenida João Martins Coelho, uma das principais vias da cidade.

Com um patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de R$ 2,851 bilhões, João Pinheiro possui uma fortuna quase duas vezes maior que o orçamento estimado de Marília para 2024, que é de R$ 1,6 bilhão. A maior parte dessa riqueza provém da gestão de uma empresa de açúcar, responsável por patrocínios e doações em eventos locais. Além disso, o candidato também possui rendimentos provenientes de ações em um empreendimento de criação de bovinos.

Sem experiência anterior na administração pública e ainda sem um plano de governo apresentado ao TSE, João Pinheiro baseia sua campanha na ideia de que pode transferir o sucesso empresarial para a gestão pública. Ele enfatiza a necessidade de renovação no governo municipal: “Nosso plano de governo é tirar as pessoas que estão lá imediatamente”, afirmou em entrevista ao Metrópoles.

Apesar de sua fortuna e da campanha de impacto, João Pinheiro enfrenta um grande desafio eleitoral. Segundo pesquisa realizada pela Paraná Pesquisas e divulgada em 23 de junho, ele aparece com apenas 0,6% das intenções de voto. A liderança na disputa pela prefeitura de Marília é de Vinícius Camarinha (PSDB), com 47,6% das intenções, seguido por Garcia da Hadassa (Novo) com 12,4%, Eduardo Nascimento (Republicanos) com 8,3%, e Ricardinho Mustafá (PL) com 1,4%. A pesquisa tem uma margem de erro de 3,8 pontos percentuais.

Fonte: Revista Piauí

Arrecadação de imposto sobre super-ricos poderia chegar a R$ 260 bi no Brasil, mostra estudo

Um estudo publicado nesta segunda (19) pelo instituto britânico Tax Justice Network aponta que o Brasil poderia arrecadar algo em torno de R$ 260 bilhões por ano com a aprovação de um imposto sobre as grandes fortunas. A iniciativa é uma das principais bandeiras levantadas pelo país na presidência rotativa do G20, que terá o modelo final apresentado na reunião de cúpula em novembro, no Rio de Janeiro.

O instituto britânico elaborou o estudo adotando uma tributação em uma faixa de 1,7% a 3,5% com base em um imposto sobre a riqueza aplicado na Espanha, que incide em 0,5% das famílias mais ricas. Segundo o Tax Justice Network, se adotada globalmente, essa tributação poderia aumentar os orçamentos nacionais em até 7%.

“Já passou da hora dos super-ricos pagarem sua justa contribuição em impostos. Essa concentração excessiva de poder e renda representa um risco à democracia”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cúpula do G7 na Itália, em junho, onde citou a iniciativa aos países.

O discurso de Lula é semelhante ao apresentado pelo Tax Justice Network no levantamento publicado nesta segunda (19). O estudo aponta que a extrema acumulação de riqueza cria desequilíbrios prejudiciais e uma sociedade menos produtiva economicamente (veja na íntegra).

Atualmente, diz o instituto, 0,5% dos mais ricos detêm 25,7% da riqueza global, enquanto a metade mais pobre possui apenas 3%. Se o imposto fosse aplicado, a arrecadação mundial com este tributo alcançaria os US$ 2,1 trilhões, o dobro do necessário para financiar políticas de combate às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento.

“Precisamos de impostos sobre a riqueza que acabem com o tratamento de duas camadas da riqueza”, disse Mark Bou Mansour, porta-voz da organização em referência à disparidade de tratamento fiscal entre os super-ricos e o restante da população.

O estudo aponta que a taxação das grandes fortunas aborda não apenas o problema da regressividade do imposto de renda para os super-ricos, mas também reduz desigualdades sobrepostas. “Este estudo apresenta estimativas em nível nacional para 172 países sobre o potencial de receita ao implementar um imposto moderado e progressivo sobre o patrimônio líquido”, pontuou.

Ainda segundo o estudo, os bilionários pagam impostos significativamente menores do que o restante da sociedade, o que contribui para a insegurança econômica e piora os resultados sociais. Para Alison Schultz, pesquisadora da Tax Justice Network e coautora do relatório, uma reforma tributária global combateria o abuso fiscal e ajudaria a financiar soluções para a crise climática.

“Alguns países ricos estão bloqueando o progresso real nas negociações climáticas e impedindo o mundo de recuperar trilhões em impostos de paraísos fiscais”, afirmou.

Critérios para taxação de grandes fortunas

Embora a ideia de um imposto sobre os super-ricos gere discordâncias de alguns setores da sociedade, o Tax Judice Network aponta alguns critérios para a implementação da tributação.

Segundo a entidade, somente a riqueza líquida acima de um limite alto deve ser tributada, assegurando que a classe média e a economia não sejam prejudicadas, além de tornar o imposto mais fácil de administrar. Isso, diz, também pode facilitar o apoio político à reforma tributária, desde que a comunicação sobre o imposto seja eficaz.

O Tax Judice Network prega, ainda, que nenhuma classe de ativos deve ser isenta, já que diferentes tipos de aplicações servem como substitutos para investir grandes fortunas. “Indivíduos podem manter quaisquer classes de ativos abaixo do limite como preferirem, mas oferecer múltiplas isenções incentiva otimizações ineficientes e complica a administração do imposto sobre a riqueza”, pontua o relatório.

Por fim, a organização afirma que a implementação da taxação sobre grandes fortunas deve ser acompanhada de transparência sobre a propriedade beneficiária.

Atualmente, aponta o relatório, os países carecem de um conhecimento abrangente sobre a totalidade da riqueza de seus cidadãos. “Os sistemas fiscais existentes permitem que os super-ricos abusem do sistema tributário internacional, principalmente através do uso de jurisdições secretas para esconder suas fortunas”, diz.

“Um Registro Global de Ativos (GAR, na sigla em inglês), que assegure que as autoridades conheçam os proprietários beneficiários de todas as empresas e ativos, não só facilitaria a aplicação e administração eficazes do imposto sobre a riqueza, mas também ajudaria a mitigar outros tipos de fluxos financeiros ilícitos, incluindo lavagem de dinheiro, corrupção, financiamento do terrorismo e tráfico de drogas”, completa o estudo.

Fonte: Gazeta do Povo

Já está aberto o prazo de entrega das Declarações do Imposto Territorial Rural

Proprietários, titulares do domínio útil e possuidores de propriedades rurais de todo o país têm até o dia 30 de setembro para enviar as declarações do Imposto Territorial Rural (DITR 2024). Neste ano, o Serpro, que desenvolve a tecnologia utilizada pela Receita Federal, trouxe inovações, como novas modalidades de pagamento por PIX e o impedimento automático do envio da declaração em caso de divergência entre a área declarada e a informada no Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB).

O programa gerador da declaração do ITR 2024 deve ser baixado no ambiente da Receita Federal, preenchido e enviado pela internet. A obrigação de entrega das declarações inclui os eventuais isentos e independe do tamanho ou da finalidade de uso das terras. Uma parte do dinheiro arrecadado fica com o governo federal e entra no Orçamento da União. A outra vai para as prefeituras dos municípios onde ficam os imóveis rurais.

“Ao contrário do IRPF, o início do período das declarações do ITR costuma trazer o maior volume de entregas. Os envios começaram na última quarta-feira, 12, e o volume nesse primeiro dia foi de 492.751 declarações”, relata a diretora de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro, Ariadne Fonseca. 

Novidades

“Uma das novidades deste ano é que não é mais possível o envio da declaração enquanto houver divergência entre a área declarada e a área informada no Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB). Outra evolução importante é a inclusão de novas modalidades de pagamento por PIX”, complementa a diretora. Até o ano passado, o ITR podia ser pago via PIX somente através de QR Code.

Uma outra mudança é que, devido a uma alteração no Código Florestal ocorrida neste ano, não há mais a obrigatoriedade da apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) para conseguir a isenção do ITR sobre áreas como reserva legal ou áreas de preservação permanente (APPs). “Essas partes da propriedade rural são legalmente isentas e, agora, os contribuintes podem comprovar a situação de isenção utilizando apenas o CAR, um registro obrigatório que contém todas as informações necessárias sobre a propriedade rural”, destaca Fabrício Moreira, gestor de negócios de DITR do Serpro. 

Cálculo

O imposto varia de acordo com o tamanho da propriedade e seu grau de utilização. Quanto maior a terra, maior o imposto a ser pago. No entanto, quanto mais utilizada a área, com atividades de agricultura ou pecuária, menor a tributação. São excluídas do cálculo do ITR as áreas com algum tipo de proteção ambiental e as cobertas por florestas. O ITR também não precisa ser pago quando incide sobre a propriedade de pequena gleba rural (desde que o proprietário não possua outro imóvel rural ou urbano) e de terrenos rurais de instituições sem fins lucrativos de educação e assistência social, quando utilizados na atividade-fim.

Também estão sujeitas à obrigação as pessoas físicas ou jurídicas que, entre 1º de janeiro de 2024 e a data da entrega do ITR 2024, perderam a posse do imóvel rural ou o direito de propriedade devido à transferência ou incorporação do imóvel rural ao patrimônio do expropriante. “Quem não declara ou não paga o ITR não consegue vender o terreno rural nem obter financiamentos”, alerta Leandro Sicupria, líder, no Serpro, do desenvolvimento da solução.

Fonte: Serpro.gov.br

Como o VTN dos imóveis rurais deve ser informado na declaração do Imposto de Renda?

Mesmo que o município altere os valores de Terra Nua dos imóveis rurais para efeito de tributação, os valores de Terra Nua nas declarações de IRPF devem permanecer iguais aos valores escriturados. Esses valores são aqueles declarados ao tempo da aquisição do imóvel. Os acréscimos resultantes das melhorias das benfeitorias, devem ser comprovadas e seus recibos guardados. 

Fonte: Gov.br







Projeto determina isenção de imposto de renda para aposentados com Alzheimer

O projeto (PL 3045/2024), de autoria do senador Castellar Neto (PP-MG), inclui o Alzheimer na lista de doenças graves que dão direito à isenção do Imposto de Renda sobre proventos de aposentadoria. A intenção é aliviar o orçamento de famílias que já arcam com muitos gastos médicos. A Comissão de Assuntos Econômicos será o primeiro colegiado a analisar a proposta.

Transcrição
UM PROJETO APRESENTADO RECENTEMENTE NO SENADO PROPÕE ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE A APOSENTADORIA DE PESSOAS COM A DOENÇA DE ALZHEIMER. O IMPACTO ESTIMADO DA ISENÇÃO É DE VINTE BILHÕES ANUAIS. MAIS DETALHES, COM REPÓRTER JOÃO GUILHERME BUGARIN: O senador Castellar Neto, do PP de Minas Gerais, apresentou um projeto que inclui o Alzheimer na lista de doenças e condições graves que dão direito à isenção de imposto de renda sobre aposentadoria. O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que causa perda de memória, deterioração cognitiva e outras complicações graves. Castellar Neto estima que a mudança terá um impacto de, aproximadamente, R$ 20 bilhões por ano nos cofres públicos: (sen. Castellar Neto) “Haverá um impacto nos cofres da União de aproximadamente R$ 20 bilhões por ano em função dessa isenção do Imposto de Renda dessas pessoas físicas. Então, é uma questão que nós podemos chegar a uma conclusão muito clara: que afeta uma grande quantidade de contribuintes brasileiros.” O parlamentar argumenta, por outro lado, que a proposta alivia o orçamento de famílias que precisam arcar com altos gastos médicos: (sen. Castellar Neto) “Nós todos sabemos que o Alzheimer é uma doença degenerativa, muito grave, que afeta não só aquela pessoa acometida, mas também a sua família e essa proposta de fato busca avaliar e enfrentar essa questão relevante do ponto de vista social e do ponto de vista financeiro” O projeto que isenta pessoas com Alzheimer do pagamento de Imposto de Renda sobre aposentadoria passará, primeiro, pela Comissão de Assuntos Econômicos e, depois, pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Sob supervisão de Marcela Diniz, da Rádio Senado, João Guilherme Bugarin.

Fonte: Senado

Senado aprova projeto de reoneração gradual da folha salarial

O Senado aprovou o projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamento para empresas e municípios até o final do ano, com a reoneração gradual a partir de 2025.

O que aconteceu

O texto foi aprovado por votação simbólica. Agora, a proposta será analisada pela Câmara. O STF fixou um prazo até 11 de setembro para o Congresso e Executivo resolvam o tema. Após esse período, o benefício será suspenso.

O projeto da desoneração da folha dos 17 setores da economia e dos municípios ficou travado por semanas. Isso porque as fontes de compensação apresentadas eram insuficientes.

A Receita Federal estima um impacto de R$ 26 bilhões. A lista de projetos apresentados pelos senadores que poderiam auxiliar o custeio da desoneração somam aproximadamente R$ 17 bilhões. Ao todo, são nove propostas citadas na proposta da desoneração. Há ainda, em tramitação na Câmara, dois projetos repatriação de recursos no exterior e atualização de bens, como imóveis, na declaração do Imposto de Renda que podem ajudar a fechar a conta.

Ministério da Fazenda propôs aumentar os juros que refletem sobre o imposto de renda retido na fonte da JCP (Juros sobre Capital Próprio). O aumento proposto pelo relator da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), para compensar o impacto da desoneração é de 15% para 20%. A elevação da alíquota foi alvo de contestação dos parlamentares e, por acordo, ficou acertada a retirada do trecho com o compromisso de que, se as medidas de compensação não suprirem o impacto, o Congresso vai discutir novamente uma nova forma de ajustar a conta.

O aumento do imposto da JCP foi incluído para complementar o custo da desoneração em 2024. Wagner afirmou que a “JCP para o ano que vem já é um pedaço dessa conta”. Por ser uma mudança na tributação do Imposto de Renda, a ampliação da alíquota só entra em vigor após 90 dias. Pelas leis tributárias, a elevação no imposto só terá validade em 2025.

Pressão dos setores fez Wagner mudar garantia de empregos das empresas beneficiadas. O relator fixou a obrigação das empresas desoneradas manterem o quadro de funcionários igual ou superior a 75% do verificado na média do ano-calendário imediatamente anterior. Antes, o texto obrigava a manutenção do quadro de funcionários auferidos em 1º de janeiro de cada ano-calendário. As companhias que não cumprirem a regra terão a benesse suspensa e a cobrança de 20% sobre a folha de pagamento retomada.

Cobrança gradativa na folha de pagamento

Reoneração ocorrerá de maneira gradual, entre 2025 e 2027. Conforme o texto, as alíquotas cobradas no ano que vem sobre a folha de pagamento dos 17 setores será de 5%. Em 2026 o valor sobre para 10% e, em 2027, alcança os 20%. Durante a transição, o 13º salário segue integralmente desonerado.

Projeto também reduz o adicional de 1% sobre a Cofins-Importação. O imposto que entrou em vigor em função da desoneração também será cortado gradualmente como fim da isenção. O adicional será reduzido para 0,8% em 2025 e 0,6% no ano seguinte. Para 2027, a alíquota será de 0,4%.

Fonte: UOL

Salvador recebe 3ª Conferência Nacional Temática de Finanças Solidárias

A capital baiana foi escolhida para sediar a 3ª Conferência Nacional Temática de Finanças Solidárias, evento da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), por meio da Superintendência de Economia Solidária e Cooperativismo (Sesol), que acontece nos dias 22 e 23, quinta e sexta-feira, às 9h, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador. 

O objetivo do evento é reunir os atores envolvidos em práticas de finanças solidárias no Brasil para refletir sobre a experiência adquirida com as diversas modalidades de financiamento aos Empreendimentos Econômicos Solidários (EES), visando estruturar e viabilizar a construção do Sistema Nacional de Finanças Solidárias – SNFS.

O Superintendente de Economia Solidária e Cooperativismo, Wenceslau Júnior, explica que a Bahia, além de ser destaque na Economia Solidária também tem papel estratégico e de referência quando se trata de Finanças Solidárias. 

“Temos na Secretaria o Programa de Microcrédito do Governo da Bahia, o CrediBahia é um grande destaque. Estamos concluindo o terceiro edital de Finanças Solidárias objetivando apoiar bancos comunitários, Fundos Rotativos e Redes de Finanças Solidárias. Ao sediar este evento, estamos promovendo para nossa sociedade, desenvolvimento social, a ampliação de um ambiente favorável às finanças solidárias, além de garantir mais ações de fomento desta pauta, oferecendo alternativas para geração de trabalho, emprego e renda, sob a perspectiva da economia solidária”, disse o superintendente.

Conferência – Com um público estimado em 200 pessoas, as conferências Temáticas irão preceder a realização da 4ª Conferência Nacional de Economia Solidária.  O coordenador de Microcrédito e de Finanças Solidárias, José Paulo comemora sobre o papel construtivo da conferência temática de finanças solidárias, pois vai construir propostas para a 4ª Conferência Nacional de Economia Popular Solidária (Conaes), que acontece em novembro.

“Vamos reunir bancos comunitários, Fundos Rotativos, Cooperativas de Créditos e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) de Microcréditos. Vai ser um momento muito rico onde essas organizações nesses dois dias irão elaborar propostas sobre o que nós desejamos para as finanças solidárias daqui pra frente, e isso irá incorporar ao plano que será construído na 4ª edição da conferência”.

CrediBahia emprestou R$516 milhões em 10 anos

Um dos principais programas de microcrédito que fomenta as finanças solidárias no estado é o CrediBahia que, ao longo da última década, no período de 2014 a julho de 2024, liberou R$ 516 milhões para um total de 133.252 contratos.

Com cerca de 230 unidades e 90 mil beneficiários, o Programa de Microcrédito do Estado da Bahia- CrediBahia oferece linha de crédito de até R$5 mil, na primeira operação, a  R$ 21 mil nas demais. O prazo de pagamento é de quatro a 24 parcelas, com até seis meses de carência. O financiamento contempla empreendimentos formais, informais e da Economia Solidária com financiamento  para capital de giro, fixo e investimento misto, com juros de 2% ao mês ou de 1,8% no caso do CrediBahia Mulher. Além de juros mais baixos, não se exige a burocracia tradicional comum em outras linhas de crédito convencionais. 

Fundo Rotativo é uma realidade no estado

Outra modalidade de finanças solidárias é o Fundo Rotativo, uma espécie de poupança comunitária gerida de forma coletiva, com o objetivo de fortalecer a agricultura familiar e a economia solidária. Um exemplo é o Conselho Gestor de Fundo Rotativo (COGEFUR) do município de Serrinha, considerado o maior Fundo Rotativo de crédito no Nordeste, em atuação nos estados da Bahia, Sergipe e Alagoas. 

Desde 1985 atuando, o Cojefur já financiou um total de R$ 31 milhões para Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) e da agricultura familiar, beneficiando 256 Cooperativas e Associações, o que representa 13.500 famílias. O resultado cumpre com o objetivo de fortalecer e impulsionar a agricultura familiar e a economia solidária usando o acesso ao crédito como instrumento na geração de renda e no desenvolvimento socioeconômico.

O secretário-executivo da COGEFUR, Gelvane Santiago, reafirma a importância da 4ª Conferência Nacional de Economia Popular Solidária para o desenvolvimento das Finanças Solidárias do Brasil com vistas à criação de um Sistema Nacional de Economia Solidária.  

“Além de ser uma grande oportunidade de discutirmos sobre esse sistema e aprofundar todas as possibilidades que esse sistema traz de financiamento do nosso mundo da economia solidária. O grande tema roteador vai ser a construção do Sistema Nacional de Finanças Solidárias com o recorte para o Nordeste, já que tem alguns passos já dados neste sentido com um trabalho mais integrado com a Cooperagre de Alagoas, com o Bancosol [em fase de implantação], o Cogefur e o Instituto E-dinheiro”.

3ª Conferência Nacional Temática de Finanças Solidárias

Quando: 22 e 23 de agosto (quinta e sexta-feira), a partir das 9h

Onde: Instituto Anísio Teixeira (IAT). Endereço: Estrada da Muriçoca, s/nº – Bairro: São Marcos – Salvador, Bahia

Fonte: Aparecida Bastos/Ascom Setre Ba. Gov.br

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