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Rio Branco e Salvador são as capitais brasileiras que estão entre os piores índices de perdas de água do país

22 de junho de 2026

No país, ainda existem cerca de 33 milhões de brasileiros sem acesso à água potável, enquanto 39,5% do recurso é perdido antes de chegar às residências. Um estudo do Instituto Trata Brasil mostra que, nas 100 maiores cidades brasileiras, o indicador médio computado na amostra foi de 35,56% em 2024, o que representa uma piora em relação aos 31,09% computados em 2023.

Quadro 1 – Destaques negativos no Índice de Perdas na Distribuição

 

Os municípios com piores resultados estão majoritariamente localizados nas regiões Norte e Nordeste. Além disso, é possível observar que entre os dez piores índices, considerando os 100 maiores municípios brasileiros, seis são capitais: Rio Branco (AC), Salvador (BA), Boa Vista (RR), Belém (PA), Maceió (AL) e Belo Horizonte (MG).

A melhor gestão e eficiência nos sistemas de distribuição estão diretamente ligadas à universalização do saneamento básico. Combater as perdas é, antes de tudo, garantir o acesso pleno à água para todos os brasileiros, proteger os mananciais e responder aos efeitos das mudanças climáticas com a infraestruturaque o país já tem, mas ainda desperdiça.

Menores níveis de perdas tendem a ampliar a sustentabilidade econômico-financeira dos prestadores, reduzindo pressões sobre tarifas futuras e liberando recursos para investimentos em expansão, manutenção e melhoria dos serviços. Para tanto, é necessário priorizar essa agenda com a implementação de programas que unam eficiência e inovação e, consequentemente, acelerar o ritmo dos investimentos para que o Brasil atinja a meta de 25% em perdas na distribuição até 2033, conforme previsto pela Portaria 788/2024.

Fonte: jornalraiox.com.br

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