Não precisa ser auditor fiscal, técnico em contabilidade ou jurista para fazer uma simples análise das declarações do Presidente da Câmara dos Deputados hoje  durante uma entrevista concedida a Rede Globo de televisão. Ele atestou: ”  Não, eu sou o dono do dinheiro, não. Eu sou usufrutuário em vida, nas condições determinadas”.

É o cúmulo do cinismo, da desfaçatez, além de um total menosprezo a inteligência humana. Esse ser está tripudiando o povo brasileiro, desestabilizando os nervos de uma nação. A legislação tributária brasileira não contempla as medidas ditas por ele como adotadas ao longo dos anos e os seus argumentos são frágeis e facilmente rebatidos.

O Professor Fernando Zilveti declarou: “Ele cometeu crime contra a ordem tributária. Ele deveria declarar-se como beneficiário econômico do truste revogável de valor de dois milhões, dois milhões de francos suíços, o valor que fosse. Essa é uma sonegação fiscal separada da questão do Banco Central. O presidente da Câmara deveria ter declarado esses valores à Receita e ao Banco Central. A circular do Banco Central obriga que você declare bens ou direitos em valor superior a US$ 100 mil”.