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Em último apelo a Trump, empresários americanos pedem recuo em tarifaço sobre Brasil

Ás vésperas do início da vigência do tarifaço sobre o Brasil, empresários americanos decidiram fazer um último apelo ao governo Donald Trump para que repense a imposição de uma tarifa de 50% sobre os produtos do país a partir de 1o de agosto.

Carta produzida pela U.S Chamber, a maior entidade empresarial dos Estados Unidos, alerta a Casa Branca sobre o risco de condicionar o tarifaço a processos judiciais em andamento no Brasil, o que pode levar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reagir, prejudicando empresas, agricultores e trabalhadores norte-americanos, na visão da entidade. 

Ao anunciar a taxação ao Brasil, Trump fez questão de mencionar o processo ao qual o ex-presidente Jair Bolsonaro responde, no Supremo Tribunal Federal (STF), por tentativa de golpe de Estado, classificado por ele como uma “caça às bruxas”.

A mensagem preparada pelos executivos americanos, cujo teor o GLOBO teve acesso, tem como destinatário o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. Nela, a entidade pede que a administração Trump foque na investigação sobre práticas comerciais desleais para que o debate com o Brasil possa se dar em bases técnicas. 

O setor privado americano vê espaço para tratar questões tarifárias com o Brasil, mas entende que isso deve ser feito a partir de uma apuração rigorosa, sem que a tarifa de 50% acabe impondo custos excessivos aos milhares de pequenos negócios que importam produtos brasileiros e às cerca de 4 mil empresas dos Estados Unidos com operações no Brasil.

Para a U.S Chamber, já está claro que a ameaça do tarifaço da forma como foi posta tem condão de unir diferentes partidos políticos brasileiros na defesa da soberania do país, o que pode levar a medidas de retaliação a exportações americanas, empresas de tecnologia e a quebra de patentes.

O governo brasileiro tem sido cauteloso ao tratar sobre medidas de resposta ao tarifaço, mas o risco está no radar do setor privado dos Estados Unidos. A U.S Chamber nota, inclusive, que tais medidas, se tomadas pelo Brasil, poderiam ser copiadas por outros países afetados, ampliando o prejuízo aos empresários americanos.

Fonte: O Globo

AGU publica portaria para ampliar transparência sobre honorários de sucumbência

PORTARIA NORMATIVA AGU Nº 188, DE 28 DE JULHO DE 2025

Dispõe sobre a ampliação da transparência ativa acerca dos valores dos honorários advocatícios de sucumbência, geridos pelo Conselho Curador dos Honorários Advocatícios – CCHA, e das informações sobre a aferição da eficiência da atuação da Advocacia-Geral da União de que trata a Lei nº 13.327, de 29 de julho de 2016.

O ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 4°, caput, incisos I, XIII e XVIII, da Lei Complementar n° 73, de 10 de fevereiro de 1993, tendo em vista o disposto no art. 33, caput, 34, § 6º e 36, inciso II da Lei n° 13.327, de 29 de julho de 2016, na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, e o que consta no Processo Administrativo n° 00400.002408/2025-70, resolve:

Art. 1º Esta Portaria Normativa dispõe sobre a transparência ativa acerca dos valores dos honorários advocatícios de sucumbência, geridos pelo Conselho Curador dos Honorários Advocatícios – CCHA, de que trata o art. 33 da Lei nº 13.327, de 29 de julho de 2016 e das informações sobre a aferição da eficiência da atuação da Advocacia-Geral da União.

Art. 2º A Secretaria-Geral de Consultoria disponibilizará painel de informações, em transparência ativa, no sítio eletrônico da Advocacia-Geral da União, contendo:

I – dados detalhados e individualizados sobre os valores dos honorários advocatícios de sucumbência, que garantam a transparência e demonstrem o respeito integral ao teto remuneratório da administração pública federal no âmbito do regime disposto na Lei nº 13.127, de 27 de julho de 2016, com, no mínimo:

a) especificação do beneficiário;

b) natureza das verbas recebidas, se remuneratória ou indenizatória;

c) discriminação do período relativo a cada verba recebida; e

d) base jurídica que fundamenta o pagamento.

II – prestação de contas do desempenho institucional, com informações que permitam a aferição da eficiência da atuação consultiva, judicial e extrajudicial dos órgãos da Advocacia-Geral da União.

Art. 3º Sem prejuízo do disposto na Portaria Normativa AGU nº 99, de 7 de julho de 2023, a Secretaria-Geral de Consultoria editará normas complementares sobre o apoio e acompanhamento da Advocacia-Geral da União ao CCHA para garantia da transparência, da integridade e da segurança jurídica na gestão das verbas de que trata o art. 30 da Lei 13.327, de 29 de julho de 2016.

Art. 4º A Assessoria Especial de Comunicação Social prestará apoio a Secretaria-Geral de Consultoria para aperfeiçoamento dos mecanismos de divulgação das informações relativas aos valores dos honorários de sucumbência e à aferição da eficiência da atuação da Advocacia-Geral da União.

Art. 5º A Portaria Normativa AGU nº 99, de 7 de julho de 2023, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 9º ………………………………………………………………………………………………..

§ 1º As informações de que trata o caput deverão ser disponibilizadas pelo CCHA por meio de transparência ativa, com periodicidade regular e não superior a um mês após os respectivos pagamentos.

§ 2º Independentemente da divulgação pelo CCHA, a Secretaria-Geral de Consultoria, por intermédio da Secretaria de Gestão Estratégica, disponibilizará, em transparência ativa, os dados em página própria no sítio eletrônico da Advocacia-Geral da União.

Art. 6º A Secretaria de Gestão Estratégica, da Secretaria-Geral de Consultoria, implementará o painel de informações referido no art. 2º no prazo de 60 dias.

Art. 7º Esta Portaria Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

JORGE RODRIGO ARAÚJO MESSIAS

Fonte: http://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-normativa-agu-n-188-de-28-de-julho-de-2025-644938370

Supermercados na Europa e EUA adotam “tarifa dinâmica”

Você pega o macarrão, olha o preço. Quando chega ao caixa, ele mudou. Supermercados nos EUA começaram a adotar etiquetas eletrônicas de prateleira — pequenas telas que substituem o papel e permitem alterações de preço em segundos.

A tecnologia, comum na Europa, agora avança e reacende o alerta sobre preços dinâmicos.

Na Noruega, a rede REMA 1000 muda os valores de um mesmo item em até 100x ao dia. Os ajustes são feitos para acompanhar concorrentes e focam — quase sempre — em cortes de centavos.

O Walmart já instalou o sistema em mais de 400 lojas americanas e planeja dobrar esse número nos próximos meses.

Por enquanto, as redes afirmam que não usam a tecnologia para aumentos. Estudos recentes mostram que, mesmo com as etiquetas, os preços no varejo alimentar dos EUA permanecem estáveis durante o dia. A razão: medo da reação negativa do consumidor.

Na Holanda, uma rede de supermercados usa o sistema para reduzir preços de produtos perto do vencimento em até 90%, com atualizações automáticas a cada 15 minutos.

Fonte: The News

Juíza dos EUA bloqueia cortes de Trump no Medicaid para planejamento familiar

Uma juíza federal bloqueou nesta segunda-feira a aplicação de uma cláusula da lei de impostos e gastos recentemente promulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que privaria entidade de planejamento familiar e seus membros do financiamento do Medicaid, considerando-a inconstitucional.

A juíza distrital Indira Talwani, em Boston, emitiu uma liminar preliminar após concluir que a lei provavelmente viola a Constituição dos Estados Unidos ao visar especificamente os centros de saúde da Planned Parenthood — organização focada no planejamento familiar — como punição por realizarem abortos.

A lei aprovada pelo Congresso liderado pelos republicanos tem dispositivo que impede  que determinadas organizações isentas de impostos e suas afiliadas recebam fundos do Medicaid se continuarem a praticar abortos.

O Departamento de Justiça dos EUA argumentou que “o projeto de lei interrompe os subsídios federais” para o que considera uma indústria do aborto, e pediu a Talwani que não permita que a Planned Parenthood e seus membros “suplantem a legislação devidamente promulgada com suas próprias preferências políticas”.

Nomeada pelo presidente democrata Barack Obama, Talwani argumentou que o texto e a estrutura da lei deixam claro que ela foi elaborada para abranger todos os membros da Planned Parenthood Federation of America, organização controladora, mesmo que eles não tenham sido nomeados.

Essa especificidade provavelmente transformou a cláusula em questão em um ato do Congresso que busca erroneamente infligir punição sem um julgamento, disse a juíza.

Ela também avaliou que a lei violou os direitos de proteção igualitária dos membros da Planned Parenthood, de acordo com a Quinta Emenda da Constituição dos EUA.

Em uma declaração, o porta-voz da Casa Branca, Harrison Fields, chamou a decisão de “não apenas absurda, mas ilógica e incorreta”. A administração já está recorrendo de uma decisão anterior de Talwani no mesmo caso.

“São decisões como essa que ressaltam a audácia dos tribunais inferiores, bem como o caos dentro do Poder Judiciário”, disse Fields. “Aguardamos ansiosamente a vitória final sobre a questão.”

Fonte: Terra

Plano de contingência sobre tarifas dos EUA já foi apresentado a Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (28) o plano de contingenciamento para ajudar empresas afetadas pela tarifa de 50% aos produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos, disse nesta noite o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele reiterou que o Brasil não pretende sair da mesa de negociações e continuará a dar prioridade ao diálogo para tentar reverter a medida.

Formulado pelos Ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; das Relações Exteriores; e pela Casa Civil, o plano de contingência agora está sob análise de Lula, que tomará uma decisão, caso os Estados Unidos não adiem a entrada em vigor da tarifa, prevista para a próxima sexta-feira (1º).

“Nós nos debruçamos sobre isso hoje. Os cenários possíveis já são de conhecimento do presidente [Lula]. Ainda não tomamos nenhuma decisão, porque nem sabemos qual será a decisão dos Estados Unidos no dia 1º. O importante é que o presidente tem na mão os cenários todos que foram definidos pelos quatro ministérios”, declarou Haddad, que não adiantou detalhes sobre o plano de socorro.

Apesar da apresentação do plano de contingência, Haddad informou que a prioridade do governo brasileiro continua a ser o diálogo com os Estados Unidos. Mais cedo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou que o governo brasileiro está tendo diálogos “com reserva” com o governo estadunidense.

“Combinamos de apresentar para ele [Lula] o plano de contingência com todas as possibilidades que estão à disposição do Brasil e dele à frente da Presidência da República. O foco continua sendo as negociações”, afirmou Haddad, em entrevista a jornalistas ao deixar o ministério na noite desta segunda.

O ministro da Fazenda afirmou que Alckmin está em “contato permanente e à disposição permanentemente” das autoridades estadunidenses. “O foco, por determinação do presidente, é negociar, tentar evitar medidas unilaterais, mas, independentemente da decisão que o governo dos Estados Unidos vai tomar, nós vamos continuar abertos à negociação”, reiterou Haddad.

Fonte: Agencia Brasil

Balanço semestral da TCP aponta crescimento de 48% nos embarques de carne bovina no 1º. semestre

Entre janeiro e junho de 2025, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, alcançou um novo recorde histórico para a operação de contêineres, com a movimentação de 803.041 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), volume que representou uma alta de 3% em relação aos 780.460 TEUs registrados no mesmo período do ano passado.

Um dos destaques do período foi a operação de contêineres refrigerados (reefer, na sigla em inglês), como os utilizados na exportação e importação de carnes e congelados, que atingiu uma nova máxima com 69.290 unidades movimentadas, um crescimento de 7% em relação às 64.641 unidades registradas em 2024.

Os embarques de carne bovina na TCP chegaram a 449 mil toneladas, configurando um crescimento de 48% frente às 303 mil toneladas registradas no primeiro semestre do ano anterior. Com isso, a participação de mercado do Terminal passou de 23% para 31% nas exportações neste segmento.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), no acumulado dos seis primeiros meses de 2025, os embarques de carne bovina tiveram uma alta de 13,4%, chegando a 1,47 milhão de toneladas, enquanto o faturamento cresceu 27,1%, atingindo a marca de US$ 7,23 bilhões. As principais origens do produto foram os estados de Mato Grosso e São Paulo, e os três maiores destinos foram China, Estados Unidos e México.

Já a carne de frango congelada seguiu como a principal mercadoria embarcada, com um volume total de 1,13 milhão de toneladas exportadas, conferindo ao Terminal uma participação de mercado de 43% no segmento. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país embarcou 2,6 milhões de toneladas no primeiro semestre, gerando uma alta de 5% na receita, que foi de US$ 4,871 bilhões. Os maiores compradores da carne de frango brasileira foram Emirados Árabes, China e Arábia Saudita.

“Os investimentos mais recentes em infraestrutura foram um fator fundamental para aumentar a capacidade de armazenagem e movimentação de contêineres refrigerados no Terminal. Enquanto mantemos o posto de maior corredor de exportação de carne de frango do mundo, a TCP amplia a sua participação no mercado de carne bovina, assegurando maior eficiência e qualidade de atendimento para os exportadores de carne” afirma Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP.

De acordo com o relatório da ABPA, o volume de carne de frango embarcado deve aumentar no segundo semestre com o crescimento contínuo da produção e da capacidade produtiva do setor, somado ao trabalho institucional brasileiro de retomada do fluxo de exportações para 100% dos destinos restritos após a identificação de um caso de Influenza Aviária, em maio, no estado do Rio Grande do Sul. Desde junho, diversos destinos retiraram os bloqueios depois da publicação da autodeclaração do Brasil de Livre de Influenza Aviária junto à Organização Mundial de Saúde Animal.
Em 2024, a TCP concluiu as obras de ampliação do pátio destinado à armazenagem de contêineres refrigerados, que passou de 3.624 para 5.268 tomadas, tornando-se detentora do maior parque para armazenagem de contêineres reefer da América do Sul.

Antecipando o aumento na demanda por eletricidade, o Terminal concluiu as obras de instalação de uma subestação de energia elétrica isolada a gás, modelo GIS F35-4, fabricada pela General Electric (GE), eliminando a antiga restrição de cota de energia. Além disso, toda a energia elétrica consumida pelo Terminal desde 2022 é totalmente proveniente de fontes renováveis, compromisso que garantiu à TCP o Certificado Internacional de Energia Renovável (I-REC, na sigla em inglês) pelo terceiro ano consecutivo.

Além do mercado de carnes e congelados, a lista dos segmentos comerciais que mais exportaram foram os de madeira (682 mil toneladas) e o de papel e celulose (487 mil toneladas). Nas importações, o protagonismo foi para os setores de químicos e petroquímicos (278 mil toneladas), seguido pelo automotivo (200 mil toneladas) e de eletroeletrônicos (152 mil toneladas).

Por mar e por terra

Transportando as cargas no fluxo de exportação e importação, o número de atracações de navios atingiu um novo recorde para o primeiro semestre de 2025, registrando a chegada de 526 embarcações entre operações de longo curso e cabotagem, alta de 3%.

A gerente comercial de armadores e inteligência de mercado, Carolina Merkle Brown, explica que “o aumento no número de embarcações atracando é reflexo direto da ampliação do portfólio de serviços marítimos na TCP, que hoje conta com 26 escalas semanais, o maior número entre os terminais brasileiros”.

Um fato relevante para o crescimento na movimentação de contêineres foi o aumento do calado operacional do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, que, em março, passou de 12,60 metros para 12,80 metros a maré zero. Segundo estimativa, a ampliação do calado, como é chamada a profundidade entre o ponto mais baixo de uma embarcação até a linha da água, em 20 centímetros traz um aumento de capacidade de transporte equivalente a aproximadamente 160 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) cheios por navio.

“Com os navios transportando mais carga com o novo calado, aliado a fatores como a alta frequência de atracações e uma grande disponibilidade de rotas, a TCP desempenha um papel de protagonismo para a corrente de comércio do país, pois seguimos ampliando continuamente a nossa capacidade para conectar o Brasil com todo o mundo”, completa Brown.

O balanço operacional também destaca um incremento expressivo nas operações ferroviárias. O número de encostes de trens no Terminal cresceu 9%, totalizando 667 chegadas frente às 611 do ano anterior, e o número de contêineres movimentados pelo modal foi de 53.155 unidades, 2.753 a mais do que em 2024.

A TCP é o único terminal do Sul do Brasil a possuir conexão direta com um ramal ferroviário, modal bastante utilizado por exportadores de carne de frango e de papel e celulose, que utilizam os ramais que conectam Paranaguá à Cascavel, Ortigueira e Cambé, nas regiões oeste e norte do estado do Paraná.

(*) Com informações da TCP Paranaguá

Fonte: Comex do Brasil

Lula sanciona lei de incentivo à exportação para pequenas empresas

O presidente Lula sancionará nesta segunda-feira, 28, às 16h, o Programa Acredita Exportação, iniciativa voltada para a devolução de tributos a micro e pequenas empresas brasileiras que atuam no comércio exterior. 

A medida ocorre às vésperas da entrada em vigor do “tarifaço” de Trump, com taxação de 50% sobre os produtos brasileiros anunciada por Donald Trump, que deve entrar em vigor na sexta-feira, 1º.

Lula sanciona nesta segunda-feira, 28, lei de incentivo à exportação para pequenas empresas.(IMAGEM: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL)

O programa de incentivo, aprovado por unanimidade pelo Congresso e agora sancionado por Lula, permite que empresas de menor porte, inclusive as inscritas no Simples Nacional, recuperem 3% da receita obtida com exportações. O percentual equivale ao volume estimado de tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, que hoje não é recuperado por esse segmento.

A devolução poderá ocorrer de duas formas:

  • Compensação tributária, com abatimento de outros tributos devidos pela empresa;
  • Ressarcimento direto, com repasse dos valores ao exportador beneficiado.

Sanção ocorre na semana em que os Estados Unidos devem confirmar sobretaxas contra produtos brasileiros.

A iniciativa também moderniza regimes aduaneiros, como o drawback e o Recof, e suspende a cobrança de PIS/Cofins sobre serviços diretamente relacionados à exportação, como frete e logística internacional.

Medida emergencial

A nova legislação funciona como solução transitória até a implementação plena da reforma tributária, prevista para 2032, que eliminará a cumulatividade de impostos no país.

 Até lá, o Acredita Exportação busca corrigir o que o senador Eduardo Braga, relator do projeto e da reforma, classificou como uma “falha histórica” do sistema tributário, que excluía pequenos empreendedores dos mecanismos de recuperação de créditos fiscais.

Segundo Braga, o projeto “valoriza o pequeno exportador brasileiro” e “dá a esse segmento o tratamento justo e necessário para competir no mercado internacional”.

Micro e pequenas exportadoras

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs) responderam por 40% do total de empresas exportadoras do país em 2024, um total de 11,5 mil empresas entre as 28,8 mil que realizaram vendas internacionais.

Essas empresas movimentaram US$ 2,6 bilhões em exportações no ano passado, sendo 72,3% delas provenientes da indústria de transformação, o que reforça o papel estratégico desse segmento na pauta exportadora nacional.

Reação estratégica

A sanção da lei ocorre em um momento crítico para o Brasil, que se prepara para enfrentar medidas protecionistas dos Estados Unidos. Embora o projeto tenha sido aprovado antes da retaliação americana, sua promulgação nesta semana sinaliza uma resposta estratégica do governo Lula, voltada para fortalecer o setor exportador de base produtiva menor.

Além disso, a medida amplia a resiliência das micro e pequenas empresas frente à crescente incerteza no comércio internacional e representa um passo importante no esforço de inclusão dos pequenos negócios na política industrial e comercial brasileira.

Fonte: Migalhas

Para fortalecer acordo comercial, Trump suspende restrições à exportação de tecnologia para a China

Os Estados Unidos suspenderam restrições à exportação de produtos de tecnologia para a China visando o fortalecimento de um acordo comercial entre os países, segundo o jornal Financial Times (FT).

Em reportagem publicada nesta segunda-feira (28), o veículo informou que a medida também visa apoiar os esforços do presidente Donald Trump para garantir um encontro com o presidente Xi Jinping ainda este ano.

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra a China.

Neste mandato, segundo o FT, Trump estava restringindo as exportações de tecnologia para a China. O governo chegou a informar a gigante da tecnologia Nvidia que bloquearia a exportação do chip H20, projetado para o mercado chinês, após o governo Biden ter restringido chips mais avançados.

Trump voltou atrás após conversas com o CEO da Nvidia, Jensen Huang. Neste mês, a empresa anunciou que retomaria as vendas de suas unidades de H20 para a China.

A retomada planejada faz parte das negociações dos EUA sobre terras raras e ímãs, segundo declarou o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

O jornal afirmou ainda que 20 especialistas em segurança e ex-funcionários, incluindo o ex-vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Matt Pottinger, planejam manifestar preocupação com a decisão nesta segunda-feira.

“Essa medida representa um erro estratégico que coloca em risco a vantagem econômica e militar dos Estados Unidos na área de inteligência artificial”, escreveram eles na carta, segundo o Financial Times.

Trégua por mais 90 dias

Os Estados Unidos e a China estenderão sua trégua tarifária por mais 90 dias, de acordo com o jornal chinês “South China Morning Post”.

Segundo reportagem publicada neste domingo (27), fontes ouvidas pelo jornal afirmam que essa é a expectativa para a terceira rodada de negociações entre os dois países, que irá ocorrer em Estocolmo, na Suécia, nesta segunda.

Uma fonte disse que as duas nações se comprometerão a não impor tarifas adicionais uma à outra, nem intensificar a guerra comercial por outros meios.

Três pessoas familiarizadas com a posição de Pequim, disseram que a delegação chinesa também pressionará a equipe comercial de Trump sobre tarifas relacionadas ao fentanil, já que o presidente Donald Trump impôs uma taxa adicional de 20% sobre as importações chinesas, em março, alegando que Pequim não havia feito o suficiente para interromper o fluxo da droga para os EUA.

De acordo com uma delas, o governo chinês pode aceitar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações se as taxas adicionais forem suspensas.

Ao chegar à reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia, Donald Trump disse a repórteres que os dois países estão perto de fechar um acordo:

“Estamos muito perto de um acordo com a China. Realmente fizemos um acordo com a China, mas vamos ver como isso vai acontecer”.

O acordo entre os dois países

No dia 12 de maio, os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias.

As tarifas dos EUA sobre as importações chinesas caíram de 145% para 30%.
As taxas da China sobre os produtos americanos foram reduzidas de 125% para 10%.

Cerca de duas semanas depois, no entanto, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de violar o acordo em uma publicação em sua rede Truth Social:

“A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO”, postou.
Desde que anunciou um ‘tarifaço’ com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, o republicano vem enfrentando muitas críticas, mesmo de aliados. A forte queda de braço com o governo chinês antes das negociações só piorou a situação.

Algumas horas depois do post do presidente americano, a China se pronunciou através de um comunicado divulgado por sua embaixada em Washington. Pediu que os Estados Unidos acabem com as “restrições discriminatórias” contra Pequim e que os dois lados “mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível em Genebra”.

“Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis”, disse o porta-voz da embaixada, Liu Pengyu.

Relembre a guerra tarifária entre China e EUA

A guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o anúncio das tarifas prometidas por Trump, no início de abril.

A China foi um dos países tarifados — e com uma das maiores taxas, de 34%. Essa taxa se somou aos 20% que já eram cobrados em tarifas sobre os produtos chineses anteriormente.

Como resposta ao tarifaço, o governo chinês impôs, em 4 de abril, tarifas extras de 34% sobre todas as importações americanas.

Os EUA decidiram retaliar, e Trump deu um prazo para a China: ou o país asiático retirava as tarifas até as 12h de 8 de abril, ou seria taxado em mais 50 pontos percentuais, levando o total das tarifas a 104%.

A China não recuou e ainda afirmou que estava preparada para “revidar até o fim”.

Cumprindo a promessa, Trump confirmou a elevação das tarifas sobre os produtos chineses.

A resposta chinesa veio na manhã de 9 de abril: o governo elevou as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, acompanhando o mesmo percentual de alta dos EUA.

No mesmo dia, Trump anunciou que daria uma “pausa” no tarifaço contra os mais de 180 países, mas a China seria uma exceção.

O presidente dos EUA subiu a taxação de produtos chineses para 125%.

Em 10 de abril, a Casa Branca explicou que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20% já aplicada anteriormente sobre a China, resultando numa alíquota total de 145%.

Como resposta, em 11 de abril, os chineses elevaram as tarifas sobre os produtos americanos para 125%.

Fonte: 18 horas

Paramount se reinventa com fusão bilionária

Após meses de impasse, a Comissão Federal de Comunicações dos EUA aprovou a fusão de US$ 8,4 bilhões entre a Paramount Global e a Skydance Media.

O acordo une marcas como CBS, Paramount Pictures, MTV e Nickelodeon

A aprovação marca a maior reestruturação da Paramount em décadas, após uma batalha corporativa e pressão política nos bastidores.

O aval chega semanas depois da Paramount pagar US$ 16 milhões para encerrar um processo movido por Trump sobre a edição de uma entrevista no programa 60 Minutes.

Outro fator decisivo para a aprovação foi o compromisso da nova gestão de não implementar novas políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) e manter conteúdo jornalístico local.

A fusão marca mais um capítulo na consolidação da indústria do entretenimento, que tenta se reposicionar diante de gigantes como Apple, Amazon e Netflix.

Fonte: The News

Vacina contra o câncer apresenta resultados promissores em testes

O câncer é conhecido como a doença mais temida pelo ser humano, e os números explicam o porquê. 
A doença é a segunda principal causa de morte nos EUA, atrás apenas das doenças cardíacas. Já no Brasil, o país registrou quase 520 mil novos casos de câncer no ano passado.
Mas não pense que os pesquisadores estão de braços cruzados. Cientistas da Universidade da Flórida estão testando uma nova fórmula de mRNA que pode mudar o jogo da imunoterapia
Basicamente, ela é capaz de sobrecarregar o sistema imunológico para atacar e destruir qualquer tipo de tumor — sem a necessidade de personalização para um tipo específico de câncer. 
Inspirada na tecnologia das vacinas da Covid-19, a dose usa nanopartículas lipídicas para entregar instruções genéticas que fazem o corpo produzir proteínas que “expõem” os tumores. 
Nos testes com camundongos, a vacina eliminou melanomas resistentes a remédios e reduziu tumores no cérebro, ossos e pele — sem a necessidade de quimioterapia ou radiação
Os resultados pré-clínicos sugerem que a tecnologia pode servir como uma nova arma contra o câncer, ao preparar o corpo para agir antes que os tumores avancem.

Fonte: The News

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