Petrobras anunciou nesta segunda-feira (2) que reduzirá em 5,6% o preço de venda da gasolina A para as distribuidoras a partir de terça-feira (3). Com a mudança, o litro passará de R$ 3,02 para R$ 2,85 — uma queda de R$ 0,17.
Considerando a composição da gasolina C, vendida nos postos e formada por 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro, a redução para o consumidor final deve ser de aproximadamente R$ 0,12 por litro. Com isso, a parcela da Petrobras no preço da gasolina C será, em média, de R$ 2,08 por litro.
A estatal também ressaltou que, desde dezembro de 2022, o preço da gasolina A entregue às distribuidoras acumula queda de R$ 0,22 por litro (ou 7,3%). Ajustando esse valor pela inflação do período, a redução real chega a R$ 0,60 por litro, o equivalente a 17,5%.
Apesar do corte, o valor cobrado ao consumidor nos postos pode variar, já que depende de fatores como impostos, margens de lucro e custos logísticos.
Fonte: Revista Piauí
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se o Ministério Público pode ser condenado a pagar custas processuais, despesas e honorários advocatícios nos casos em que o órgão seja derrotado ao buscar o ressarcimento do patrimônio público. O tema tem repercussão geral reconhecida (Tema 1.382), e a decisão deve ser seguida por outras instâncias do Judiciário em situações semelhantes.
Com a repercussão geral admitida, o STF julgará o mérito do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1524619. O recurso questiona a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que condenou o Ministério Público paulista a arcar com as despesas de um processo no qual o órgão foi derrotado ao pedir que o ex-presidente da Câmara Municipal de Jandira (SP) Cícero Amadeu Romero Duca ressarcisse o erário por transações irregulares.
Duca foi presidente da Câmara de Jandira entre 2001 e 2002. Após uma análise das contas de sua gestão pelo Tribunal de Contas do estado, ele foi condenado a devolver R$ 29,4 mil aos cofres públicos. Três imóveis do político foram penhorados para garantir o pagamento da dívida, mas ele conseguiu reverter a penhora na Justiça. O MP-SP recorreu da decisão, mas o recurso não foi aceito, e o órgão foi responsabilizado pelo pagamento das custas do processo e dos honorários de sucumbência. No ARE ao STF, o MP-SP argumenta que a decisão do TJ-SP fere a Constituição Federal.
O relator, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a repercussão geral no caso visa esclarecer o papel constitucional do MP e garantir sua independência e sua autonomia. Ainda não há data prevista para o julgamento do mérito do recurso.
Fonte: STF
Parece ficção científica, mas é engenharia de ponta. Uma startup dos EUA está prestes a lançar no mercado um tipo de madeira que é 10 vezes mais resistente que a comum — e que supera até o aço em resistência-peso.
A tecnologia é desenvolvida na Universidade de Maryland e licenciada para a InvestWood, a startup que agora se prepara para lançar os primeiros lotes da Superwood — nome modesto, como você pode ver.
A fórmula mágica envolve tratamento químico + compreensão intensa. O resultado é um material 10xmais resistente que a madeira comum, com 50% mais força que o aço.
A Superwood não quer só impressionar engenheiros. O plano é diminuir o uso de concreto e aço, que hoje representam cerca de 90% da pegada de carbono de um edifício.
A InventWood já levantou US$ 15 milhões de investidores e vai focar, inicialmente, em revestimentos de alto padrão.
Fonte: The News
O ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy destacou o papel central dos mercados de capitais para o crescimento econômico, tanto sob a ótica histórica quanto no cenário contemporâneo, durante o 2º Congresso Brasileiro de Direito do Mercado de Capitais, realizado nesta sexta-feira (30) no Rio de Janeiro.
Levy reforçou a importância da previsibilidade jurídica e da disciplina de mercado. “Agora sabemos o quão importantes são os mercados de capitais. São histórias fundamentais em torno do crescimento econômico […] Em alguns casos, por dois séculos, os mercados de capitais foram um motor propulsor da economia”, afirmou o ex-ministro.
Segundo ele, os mercados passam por altos e baixos, mas operam com disciplina e eficiência na alocação de recursos.
Diagnóstico
Ao comentar o momento atual da economia, Levy observou que, apesar do cenário de aperto monetário e do fim dos grandes impulsos fiscais, a atividade econômica segue resiliente.
“A economia continua apresentando bons desempenhos. O emprego permanece bastante controlado e continua crescendo. O mais importante ainda é a oferta de mão de obra, que segue em expansão”, afirmou Levy.
Ele ressaltou ainda que há uma trajetória de desaceleração da inflação, puxada especialmente pelos alimentos, e que a inflação deve continuar em queda.
“Estamos projetando a inflação próxima ou até abaixo de 5% neste ano, e provavelmente próxima ou abaixo de 4% no ano que vem”, disse.
Garantias jurídicas
Levy defendeu que o bom funcionamento da economia depende de um arcabouço jurídico claro e eficiente. “Todo o tema do crédito, a possibilidade de melhores garantias para o crédito, tudo isso ajuda a economia a funcionar melhor e mostra a importância do direito para se alcançar um real progresso econômico.”
Segundo ele, a evolução institucional brasileira tem contribuído nesse sentido. “Eu diria, pelo meu sentimento, que temos evoluído e progredido mais do que regredido nesses temas”, avaliou.
O ex-ministro também chamou atenção para os riscos de desequilíbrio institucional observados no cenário externo, especialmente nos Estados Unidos, onde o aumento do déficit fiscal e o uso de decretos pelo Executivo têm gerado incertezas. “O projeto que está sendo discutido nos Estados Unidos […] cria um aumento do déficit primário dos Estados Unidos, de 8% do PIB”, alertou.
Levy argumentou que, em democracias capitalistas, os mercados de capitais também funcionam como mecanismos de disciplina. “Os mercados de capitais são um elemento disciplinador do processo educativo das economias”, afirmou.
Concorrência e monopólios
Ao traçar um paralelo com o passado, Levy relembrou o período pós-Revolução Gloriosa na Inglaterra como um divisor de águas para a organização de sistemas financeiros e de crédito confiáveis.
Ele defendeu que a concorrência, junto ao Estado de Direito, é essencial para o progresso. “As evidências se acumulam no sentido de que a concorrência é um dos elementos essenciais para promover inovação, desenvolvimento e ampliar as oportunidades para novos entrantes no mercado.”
O papel do direito
Levy reforçou que a confiança jurídica e o respeito às decisões judiciais são bases fundamentais para o bom funcionamento dos mercados. “A confiança nos negócios é essencial”, afirmou.
Ele concluiu destacando o papel do direito como elemento estruturante das economias: “Com a confiança de que o direito continuará sendo fundamental para o funcionamento das economias, e que o papel do advogado continuará sendo central na defesa dos direitos, tanto entre partes privadas quanto entre essas partes e o governo.”
Fonte: Infomoney
O juiz Júlio César Massa Oliveira, substituto da 16ª Vara do Trabalho de Salvador (BA), homologou o pedido de desistência da ação movida pela ‘mãe’ de bebê reborn que processou uma empresa, depois de ter a licença-maternidade para cuidar da boneca negada. Apesar de ter condenado a mulher a pagar as custas processuais, no valor de R$ 800, na prática, ela ficou isenta pela concessão da justiça gratuita. Além disso, oficiou a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) para investigarem a alegação feita pelo advogado José Sinelmo Lima Menezes de que sua assinatura no processo havia sido fraudada. Também oficiou a seccional da Bahia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) para que tome providências em relação a eventuais falhas éticas da advogada Vanessa de Menezes Homem, responsável pela defesa da ‘mãe’ do bebê reborn.
A ação que requeria a rescisão indireta do contrato de trabalho e a indenização por danos morais diante da negativa da licença-maternidade para cuidar da ‘filha’ reborn havia sido movida por uma recepcionista, defendida pela advogada Vanessa de Menezes Homem, mas a procuração e a petição inicial estavam com a assinatura do advogado José Sinelmo Lima Menezes.
Na noite desta quarta-feira (28/5), José Sinelmo havia pedido no processo que seu nome fosse desentranhado dos autos já que alegou jamais ter qualquer contato profissional ou pessoal com a trabalhadora que apresentou a ação relacionada à licença-maternidade por afeição a uma bebê reborn. Ele destaca que, embora tenha seu nome na petição inicial e na procuração, a assinatura digital do processo é da advogada Vanessa de Menezes Homem, e sugeriu que a “profissional apresentou petição inicial com procuração fraudulenta, em nome de advogado absolutamente alheio à relação jurídica processual”.
Também afirmou que a repercussão midiática da ação trouxe sérios danos à sua imagem profissional e atingiu injustamente sua reputação e credibilidade. Sinelmo afirma que a fraude da procuração constitui crime de falsidade ideológica e falta ética, nos termos da OAB. Ele requereu o imediato desentranhamento do seu nome e número de OAB dos autos, além de requisitar que o MPBA instaure investigação por falsidade ideológica.
Já às 7h20 desta quinta-feira (29/5), representada pela advogada Vanessa de Menezes Homem, a recepcionista que afirmava ter legítimo vínculo materno com sua ‘filha’ reborn apresentou um pedido de desistência da ação junto à 16ª Vara do Trabalho de Salvador, alegando risco à integridade física, à imagem e à honra dela e da advogada após a repercussão do caso. Também pediu que a ação passasse a tramitar sob segredo de Justiça.
A recepcionista alega que, em menos de 24 horas da ação proposta, as vidas dela e da advogada viraram “um verdadeiro inferno”. Segundo ela, advogados têm instigado populares a agredi-la em grupos de WhatsApp.
Na manifestação, a advogada narra que foi procurada em casa às cinco da manhã, em busca de esclarecimentos sobre o tema, além de ter sido vítima de ataques nas redes sociais. A conta de Instagram de Vanessa Homem foi desativada.
O que o juiz disse sobre o caso da ‘mãe’ de bebê reborn que desistiu de processar a empresa por negar auxílio-maternidade para cuidar da boneca afetiva
O juiz Júlio César Massa Oliveira negou o pedido de segredo de justiça para o caso. Segundo Oliveira, não se desconhecem as repercussões que o processo gerou na comunidade jurídica, mas tal fato, por si só, não enseja a consequência jurídica do sigilo. O juiz considerou que “não raro situações da vida cotidiana são levadas ao Poder Judiciário e suscitam relevantes debates sociais, como ocorre no caso em análise”.
O magistrado cita reportagem do JOTAe do site Migalhas para argumentar que o “conteúdo do mérito discutido nos presentes autos foi objeto de manifestação por parte da advogada da autora em redes sociais e sites jurídicos, inclusive com a exposição de detalhes do caso”, o que afasta o pedido de sigilo para o caso.
“Eventuais excessos praticados por terceiros fora da relação processual devem ser discutidos nas searas próprias mediante provocação daqueles que se sentiram ofendidos, cabendo-lhes manejar os remédios jurídicos aplicáveis em cada situação concreta”, afirma o juiz.
Ao homologar o pedido de desistência do processo, o juiz narra que a empresa processada encontra-se com baixa na Receita Federal há mais de dez anos, o que impediria a continuidade da demanda, já que se trata de empresa extinta muito tempo antes do ajuizamento da ação.
Quanto aos pedidos de investigação feitos pelo advogado José Sinelmo, “diante da notícia de que jamais teve contato com a parte autora e não fora por ela constituído e, ainda, de que não teria participado de qualquer modo da confecção da petição inicial”, o juiz concordou em oficiar a OAB, a PF e o MPF para que investiguem o caso.
Procurado, o advogado Guido Biglia, profissional constituído por José Sinelmo para atuar no caso, afirmou que seu cliente ‘está muito abalado’ e que reitera os requerimentos de investigação feitos na petição apreciada pelo juiz Júlio César Massa Oliveira.
A advogada Vanessa de Menezes Homem foi procurada , mas não deu retorno. Antes da sentença, ela disse à reportagem que estava procurando meios para “estancar” a petição do advogado. “Sinelmo se exaltou devido à pressão que ele estava sofrendo no momento e acabou fazendo besteira”, afirmou. Segundo ela, não é possível alegar que houve fraude na procuração, uma vez que apenas existe o nome do advogado com a assinatura da reclamante.
O caso tramita com o número 0000457-47.2025.5.05.0016.
Fonte: Jota
O Brasil está entre os países que mais cresceram no primeiro trimestre deste ano. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do país aumentou 1,4% em comparação com os três últimos meses de 2024.
Impulsionado pelo bom desempenho do agronegócio, o resultado superou o crescimento de todas as economias da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da União Europeia e do G7 — grupo que reúne as sete maiores economias do mundo.
A OCDE, por exemplo, registrou crescimento de apenas 0,1% nos três primeiros meses deste ano, uma desaceleração significativa em relação ao quarto trimestre de 2024, quando a alta foi de 0,5%.
“A taxa geral de crescimento do PIB também desacelerou para o G7 no primeiro trimestre, de 2025, de 0,4% para 0,1%, refletindo um quadro misto entre os países do grupo”, informou a OCDE em comunicado oficial. A zona do euroe a União Europeia, por sua vez, registraram crescimento de 0,3% cada no período.
Entre os países da OCDE que já divulgaram seus dados do PIB, 17 apresentaram desaceleração no crescimento econômico nos três primeiros meses do ano. Desses, quatro registraram retração na atividade econômica no período.
Comparação do PIB do 1º trimestre
Taxa de crescimento trimestral

Brasil cresce mais do que os EUA
O crescimento da economia brasileira também superou o dos Estados Unidos, que registraram uma retração de 0,1% nos três primeiros meses do ano.
Segundo a OCDE, parte desse resultado se deve ao expressivo aumento das importações de bens pelos EUA (causado pelo tarifaço de Donald Trump), que cresceram 10,8% no período — após uma queda de 1,3% no trimestre anterior.
“O aumento nas importações de bens dos EUA, provavelmente influenciado por mudanças antecipadas nas tarifas comerciais, foi o principal obstáculo ao crescimento”, disse a OCDE em comunicado.
Desde o anúncio das chamadas “tarifas recíprocas” pelo presidente norte-americano, as empresas dos EUA intensificaram a compra de produtos importados para reforçar seus estoques. A estratégia tenta driblar as tarifas e evitar o aumento de preços.
Esse movimento já se reflete no Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), divulgado pela S&P Global. O indicador, baseado em pesquisas mensais com empresas do setor privado, oferece uma visão sobre o nível de confiança dos empresários em relação à economia.
O PMI composto dos EUA, que abrange os setores de manufatura e serviços, subiu de 50,6 em abril para 52,1 em maio, indicando uma expansão da atividade no setor privado. Números acima de 50 representam aquecimento da atividade.
“Pelo menos parte da recuperação em maio pode estar ligada ao fato de as empresas e seus clientes terem procurado se antecipar a outras possíveis questões relacionadas a tarifas, principalmente o potencial para futuros aumentos de tarifas depois que a pausa de 90 dias expirar em julho”, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence à Reuters.
Já a China, outro importante parceiro comercial do Brasil e um dos países mais impactados pelas tarifas dos EUA, registrou crescimento de 5,4% entre janeiro e março.
Nesse caso, o crescimento também foi influenciado pelo tarifaço. Com muitas empresas buscando se antecipar às novas cobranças para reforçar seus estoques, as exportações chinesas aumentaram significativamente, impulsionando o PIB da segunda maior economia do mundo.
Fonte: G1
Na última segunda-feira, 26 de maio, às 23h59, terminou o prazo para os entes da Federação solicitarem a adesão à Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. Resultado da mobilização realizada pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), todos os estados e 5.568 municípios enviaram os Planos de Ação e se somam à maior política pública contínua de fomento cultural já implementada no país. Apenas Santa Cruz da Esperança e Ipiguá, ambas cidades de São Paulo, não aderiram.
Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, os números reafirmam o compromisso da pasta com a nacionalização dos recursos e democratização do acesso às políticas culturais. “É uma adesão histórica. Cultura é direito e também um pilar estratégico do desenvolvimento social e econômico. Estamos vivendo a maior mobilização cultural da história do Brasil. Isso mostra que a cultura é prioridade para os governos federal, estaduais e municipais e que estamos construindo, juntos, uma política sólida, estruturante e transformadora para todo o país.”
É uma adesão histórica. Cultura é direito e também um pilar estratégico do desenvolvimento social e econômico. Estamos vivendo a maior mobilização cultural da história do Brasil. Isso mostra que a cultura é prioridade para os governos federal, estaduais e municipais e que estamos construindo, juntos, uma política sólida, estruturante e transformadora para todo o país”
Margareth Menezes, ministra da Cultura
Com o envio do Plano, os estados e municípios ficam aptos a receber os valores a partir de 2025, dentro do segundo ciclo da Aldir Blanc (2025-2029), que prevê o repasse de R$ 12 bilhões até o final do período. São até R$ 3 bilhões em recursos federais a cada ciclo, disponíveis para investimentos em ações como fomento direto, apoio a Pontos e Pontões de Cultura, manutenção de espaços culturais e obras de infraestrutura.
“A adesão total ao segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc representa um marco histórico para a democratização do acesso aos recursos culturais no Brasil. Com um planejamento plurianual de quatro anos, estamos garantindo não apenas a nacionalização dos investimentos, mas também proporcionando estabilidade e segurança para que os projetos culturais possam florescer em cada território”, reforça o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares
“A Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura é uma política do tamanho do Brasil! 99,9% dos municípios e 100% dos estados brasileiros fizeram adesão a essa política para que os recursos públicos de cultura cheguem a todos os cantos do país, nesse Brasil profundo. Isso significa que o direito à cultura vai se consolidando no nosso país para todas as pessoas, como um bem público para todas as pessoas”, completou a secretária dos Comitês de Cultura, Roberta Martins.
Fonte: Gov.br
O impasse na divisão de espaço para órgãos municipalistas no Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) levou ao menos 4 capitais a pedirem desfiliação da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) na 2ª feira (19.mai.2025). O movimento é parte da pressão que a FNP (Federação Nacional das Prefeitas e Prefeitos) tem feito para garantir a participação equânime das duas organizações no conselho.
Deixaram a Confederação: Rio (RJ); Porto Alegre (RS); Boa Vista (RR) e Teresina (PI).
Leia as íntegras dos pedidos de desfiliação de cada cidade a seguir: Rio (PDF – 167kB), Porto Alegre (PDF – 118 kB), Boa Vista (PDF – 90 kB) e Teresina (PDF – 156 kB). De acordo com a CNM, os pedidos já foram protocolados, exceto o da capital gaúcha. Os pedidos foram feitos no 1º dia da 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, conhecida como Marcha dos Prefeitos e organizada pela CNM, exceto o do Rio, que foi enviado em 16 de maio. Outras capitais ainda negociam a saída da CNM. Dentre as grandes cidades, Caruaru (PE), com 378 mil habitantes, também pediu desfiliação da confederação. Os prefeitos do Rio, Eduardo Paes (PSD), e de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), são presidente e vice, respectivamente, da FNP. Em sua página no X, Melo disse na 2ª feira que a CNM estimula uma divisão “desrespeitosa e agressiva” no debate sobre a reforma tributária. “Me somarei ao movimento de integrantes da FNP e formalizarei a desfiliação de Porto Alegre da CNM. Sigo defendendo o indispensável equilíbrio da representação no conselho do comitê gestor do IBS. Perdem os cidadãos num dos momentos em que as prefeituras deveriam estar ainda mais unidas. Os municípios não podem ter cada vez mais responsabilidades no atendimento à população e menos recursos na divisão dos impostos”, escreveu.
O prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique Machado (MDB), diz no ofício que “a postura institucional recentemente adotada pela CNM, especialmente no contexto das discussões da reforma tributária, revela uma atuação que tem se mostrado desproporcionalmente adversa aos interesses das médias e grandes cidades”. O Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS foi instalado na 6ª feira (16.mai.2025) só com a participação dos Estados. A disputa entre as duas organizações municipalistas impediu a definição dos representantes das cidades no colegiado. O IBS, criado na reforma tributária, unificará o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). O conselho superior será responsável por administrar a arrecadação do tributo e por redistribuir o recurso entre os entes federativos. Estima-se que esse novo imposto movimentará mais de R$ 1 trilhão por ano quando estiver plenamente implementado. O órgão terá sede em Brasília e deverá receber da União R$ 50 milhões por mês em 2025 para o seu funcionamento. Os Estados e o Distrito Federal têm 1 assento cada, totalizando 27 representantes estaduais –que foram indicados em 13 de abril. Os municípios também terão 27 representantes. Ficou definido em lei que 14 integrantes serão escolhidos pelos votos diretos dos prefeitos e 13 por um critério que leva em consideração a população das cidades. Formou-se uma espécie de sistema bicameral de escolha. Está definido que, no 1º ano, o presidente do conselho será um representante dos Estados. O desentendimento entre a FNP e a CNM começou em abril quando iniciaram as discussões para definir as regras para a eleição das chapas que comporiam os 2 grupos de cadeiras destinadas aos prefeitos. A frente alega que foi feito um acordo político durante a tramitação da lei no Congresso para que as duas organizações se dividissem da seguinte forma: CNM – escolheria os 14 representantes referentes ao voto dos municípios; FNP – escolheria os 13 representantes com base na população. Segundo a FNP, o acordo teria sido rompido pela CNM, que montou chapa para concorrer nas duas categorias definidas na lei. A CNM avalia que tem condições de vencer nas duas eleições e dividir com a FNP parte do grupo dos 14 assentos. A confederação acusa a frente de prefeitos de adiar o pleito para mudar as regras. A FNP defende a aprovação de uma emenda ao 2º projeto de regulamentação da reforma tributária (projeto de lei complementar 108 de 2024), de autoria do senador Otto Alencar (PSD-BA). O texto está em análise no Senado. A emenda propõe mudanças no processo eleitoral, determinando a realização de apenas uma votação e com a garantia de que as primeiras 14 cadeiras fiquem com indicados pela CNM e as outras 13 com representantes da FNP, seguindo as atuais regras. Alencar acolheu a emenda e a apresentou ao projeto como sendo de sua autoria.
Fonte: Poder 360
O Plenário aprovou nesta terça-feira (27), em regime de urgência, o projeto de lei complementar que estimula a contratação de micro e pequenas empresas em processos de licitação pública. Aprovado por 56 votos, o PLP 234/2020 será encaminhado à Câmara dos Deputados.
A proposta também determina que a administração pública exija dos licitantes — quando cabível — a subcontratação de micro ou pequenas empresas para a aquisição de obras e serviços.
De autoria do senador Chico Rodrigues (PSB-RR), o projeto recebeu relatório favorável do senador Plínio Valério (PSDB-AM). O projeto de lei complementar (PLP) 234/2020 altera o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar 123, de 2006).
Hoje, no Brasil, há nove milhões de micro e pequenas empresas em atividade e mais de 14 milhões de MEIs, destacou Rodrigues. As empresas representam 27% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e são responsáveis por mais da metade dos empregos formais do país, representando 52% da mão de obra com carteira assinada e 40% da massa salarial nacional, acrescentou o senador.
— Elas não apenas geram riquezas, mas também promovem inclusão social, distribuem renda e sustentam milhões de famílias brasileiras. Nos últimos dez anos, a participação dos pequenos negócios na economia cresceu significativamente. Os valores da produção saltaram de R$ 144 bilhões para R$ 599 bilhões, segundo dados do Sebrae. No setor de comércio, por exemplo, as micro e pequenas empresas já respondem por mais da metade do PIB, com 53,4%. Na indústria, essa participação já se aproxima das médias empresas, com 22,5%, e no setor de serviços representam 36,3% da produção nacional — afirmou Rodrigues.
O autor ressaltou que o projeto procura estimular a contratação de micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais em processos de licitação pública.
— Para isso, ajustamos o limite máximo que obriga o poder público a contratar e comprar exclusivamente de pequenos negócios, hoje fixado em R$ 80 mil. Esse limite passará para mais de R$ 125 mil. Ou seja, compras e contratações realizadas pela administração pública até R$ 125 mil passarão a ser realizadas exclusivamente com microempreendedores individuais e pequenas empresas — explicou Rodrigues.
O senador ressaltou ainda que o texto prevê a atualização desses valores anualmente pelo IPCA, para que não fiquem defasados.
— Para o MEI, o projeto estabelece que a administração pública poderá contratar exclusivamente de microempreendedores individuais compras e contratações até R$ 12 mil, garantida, também, a atualização anual desse limite pela inflação. Além disso, o projeto determina que a administração pública exija de empresas de médio e grande portes que vencerem licitações, com valores maiores, a subcontratar micro e pequenas empresas quando cabível — completou.
Após ter sido aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no início de maio, o PLP 234/2020 seguiu para apreciação do Plenário.
Fonte: Agência Senado
Brasília registrou a maior alta no custo da cesta básica de novembro de 2024 a abril de 2025. A alta no período foi 7,4%, de R$ 785,68 para R$ 844,01. Nos seis meses, registraram elevação no preço da cesta básica as capitais Curitiba (3,3%), São Paulo (3,1%), Belo Horizonte (1,9%) e Fortaleza (0,07%).
Salvador,Rio de Janeiro e Manaus tiveram deflação, no período, de 0,9%, 3,6%, e 5,8%, respectivamente. São Paulo continua a liderar o ranking da cesta básica mais cara do país, pelo segundo mês consecutivo (R$ 991,80).
Os dados são da plataforma Cesta de Consumo Neogrid & FGV IBRE, que monitora a variação dos preços nas oito maiores capitais brasileiras em população – Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Nos últimos seis meses, os produtos com as maiores variações de preços foram café, com alta em todas as oito capitais pesquisadas, com destaque para São Paulo (+28%); frutas (elevação nas oito capitais, com destaque para Brasília, +32,1%); pão (alta em seis capitais, destaque para Brasília, +31,8%); óleo (alta em seis capitais, destaque para Brasília, +20%); e ovos (alta em sete capitais, com destaque para Fortaleza, +13,1%).
Já o arroz, no período, apresentou queda generalizada, com reduções de dois dígitos em Belo Horizonte (-13,7%), Rio de Janeiro (-10,5%), Curitiba (-10,2%) e Manaus (-10,1%). A farinha de mandioca teve queda de 21,9% em Manaus e de 10,2% em Salvador, no acumulado dos últimos seis meses.
Fonte: Agência Brasil e Tudo News

