| O Brasil e o mundo apertam o cerco à lavagem de dinheiro e aos bens adquiridos de forma ilícita. Novas tecnologias para cruzamento de dados e acordos internacionais, inclusive com países que hospedam paraísos fiscais, estão quebrando a espinha dorsal do crime, que é praticado no mundo associado à corrupção e até mesmo ao terrorismo.
Mas as organizações criminosas se prepararam para rebater ao combate. “A gente vai fechando o cerco e vê que a cada vez mais o crime se adapta a essas condições”, afirmou o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, responsável pela Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro no Ministério da Justiça. Para suas investigações, teve especial relevância a aprovação da lei contra o crime organizado, “ocorrida no calor das manifestações”. Em entrevista exclusiva ao DCI, Abrão fez referência à recente lei encaminhada à sanção da presidente Dilma que facilita o combate às organizações criminosas, permitindo o uso de escutas e até de infiltração. E à Lei de Lavagem de Dinheiro, já em vigor. Em setembro, o Brasil passa a presidir um grupo internacional de combate à lavagem de dinheiro. Ao mesmo tempo, o Brasil está acumulando vitórias significativas à recuperação de dinheiro público desviado por grupos criminosos, a exemplo dos escândalos do Banco Santos, do propinoduto dos fiscais do Rio de Janeiro e do juiz Nicolau dos Santos Neto. Abrão cita valores expressivos já identificados nos três anos – cerca de R$ 11 bilhões – e recuperados US$ 300 milhões – com base em novas tecnologias adotadas para rastrear o dinheiro sujo e identificar os beneficiados. Já no País há 28 laboratórios de informática que fazem cruzamentos de dados bancários para identificar o caminho da lavagem. A seguir, os principais trechos da entrevista com o secretário Abrão. DCI: Qual o balanço dos 13 anos de combate à lavagem de dinheiro? Paulo Abrão: O balanço é positivo, especialmente porque, com os 28 laboratórios já instalados no País, a análise de dados, que antes demorava muito tempo, até anos, passou a ser mais rápida e efetiva. DCI: São laboratórios de informática para cruzamento de dados? PA: São equipamentos de alta tecnologia. Um conjunto de hardwares e softwares que permite o cruzamento de dados que são gerados não apenas de fontes bancárias, mas também de interceptações telefônicas ou de documentos que eventualmente são apreendidos em investigações autorizadas pela Justiça. A rede de laboratórios só nesses últimos três anos analisou aproximadamente 600 casos de lavagem de dinheiro e corrupção. Passaram por dentro desses laboratórios a identificação de cerca de R$ 11 bilhões em ativos ilícitos. Desses 11 bilhões, efetivamente estão bloqueados US$ 300 milhões em diferentes países do mundo. Estamos trabalhando para recuperar, assim como, recentemente, conseguimos fazer no caso do juiz Nicolau dos Santos Neto, do TRT [Tribunal Regional do Trabalho], de São Paulo. DCI: Além do juiz Nicolau dos Santos Neto, quais outros ícones da lavagem de dinheiro? PA: Tivemos o famoso caso do Banco Santos. Também dinheiro repatriado do caso Propinoduto [dos fiscais estaduais do Rio de Janeiro] e uma recuperação daquele escândalo do Banestado. Esses são os mais emblemáticos. Mas é preciso ressaltar que esse aparato não envolve apenas recuperação de dinheiro em espécie, mas quaisquer bens que eventualmente estejam nos nomes daqueles que foram condenados por lavagem de dinheiro e outros bens que tenham sido saqueados por atividade ilícita. No início deste ano, anunciamos a devolução para o Brasil de 300 veículos que haviam sido roubados e estavam na Bolívia e que foram identificados e estão sendo devolvidos aos seus donos no nosso País. DCI: Em setembro o senhor assume a liderança do grupo internacional de peritos em lavagem? PA: Acabamos de ser nomeados para assumir a presidência do Grupo de Especialistas para o Controle de Dinheiro, vinculado à Organização dos Estados Americanos [OEA]. É uma iniciativa que foi criada em 1990 e há um fórum que compreende os representantes dos 32 países membros da OEA e se constitui num espaço de debates e análises, especialmente de extração de conclusões na luta contra a lavagem de dinheiro e incluindo também a questão do financiamento do terrorismo. Ele tem uma natureza muito específica, se dedica a prestar assistência técnica e treinamento entre os países, compartilhando tecnologia, boas práticas e promovendo integração entre os nossos sistemas. Mas, no final das contas, se reconhece que a prevenção e combate à lavagem de dinheiro também deve assumir uma dimensão transnacional já que o crime organizado é transnacional. DCI: A decisão do Congresso de tornar hediondo o crime de corrupção ajuda no combate? PA: Ajudar de modo direto, não necessariamente. Porém, ela tem o efeito simbólico de disseminar uma cultura de repúdio a essas condutas. DCI: Nessa questão da lavagem de dinheiro há um obstáculo a ser vencido em nível internacional, que é com relação aos paraísos fiscais. Como estão os países que abrigam os paraísos fiscais com relação a essa colaboração internacional de combate à corrupção? PA: Após o 11 de setembro [atentado às duas torres gêmeas nos Estados Unidos], houve uma pressão internacional para que os chamados paraísos fiscais passassem a compartilhar informações a respeito de seus depósitos não identificados. Nós sabemos que houve um ambiente internacional de caça ao financiamento ao terrorismo. Isso, de algum modo, acabou por facilitar o combate à lavagem de dinheiro. Muitos países que antes tinham legislações muito restritas sobre compartilhamento de informações, hoje já têm alguma abertura para assinatura de acordos de cooperação jurídica em matéria penal e cível para haver abertura dos dados. Estamos percebendo que cada vez mais esses países estão tendo um pouco mais de abertura e estão querendo limpar sua própria imagem como locais de onde se protege a corrupção ou atividade ilícitas. DCI: O senhor pode dizer que diante desse cerco internacional à lavagem de dinheiro é cada vez menos comum um crime perfeito? PA: Com a integração de todos os países e a criação de organismos internacionais, como o Escritório da ONU para o Combate ao Crime e Drogas, e também a integração que nós da Secretaria e do Ministério temos feito com países de língua portuguesa e nossos tratados bilaterais com países europeus, a gente vai fechando o cerco A gente tem que ter capacidade de alargamento das iniciativas internacionais e ao mesmo tempo, da internalização das melhores e mais avançadas tecnologias para que elas se instalem dentro de nosso país e o Brasil esteja definitivamente à altura desses compromissos internacionais. DCI: Alguma matéria legislativa seria interessante ser aprovada nesse esforço que temos hoje no Congresso que facilitaria ainda mais o trabalho contra a lavagem de dinheiro? PA: Nesse instante, uma aprovação que foi muito significativa foi a nova lei contra o crime organizado, aprovada nesse calor das manifestações. Ela é importante porque qualifica a capacidade de investigação do Estado. É uma legislação que nós esperávamos há muito tempo que fosse aprovada e agora vai para sanção presidencial. Ela regulamenta as escutas e atividades de infiltração dentro do crime mais sofisticado e isso tem como resultado para nós uma maior fortaleza das provas que são produzidas. O que nós temos visto nesses últimos anos é que muitas vezes as ações policiais de investigação, inclusive Ministério Público, acabam posteriormente sendo anuladas por nossos tribunais exatamente em função da ausência de uma legislação que preveja essas atividades de infiltração e de coleta de dados mais direta. Agora, havendo autorização legislativa explícita, a tendência é de que essas ações, depois de todo o esforço investigativo, não sejam inutilizadas dentro do sistema judiciário e que se perca o esforço empregado depois de tantos anos.
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| Fonte: DCI – SP |
SALVADOR ESTÁ EM 7º LUGAR NO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO NO NORDESTE

O Índice de Desenvolvimento Humano de Salvador está em 0.759, ocupando, embora seja a terceira maior cidade do país, o 383 º lugar entre os municípios brasileiros. Salvador está em 7o lugar entre as capitais do Nordeste, com IDHM superior apenas as cidades de Fortaleza, Terezinha e Maceió. Recife é a capital nordestina com maior IDHM 0,772.
Entre 2000 e 2010, o IDHM de Salvador cresceu apenas 16%, enquanto no mesmo período a Bahia elevou seu IDHM em cerca de 29%.
O IDHM tem três dimensões que são utilizada no cálculo do índice: longevidade, educação e renda. O pior desempenho é com o IDHM Educação, com apenas 0,555, o 4º pior índice do país, juntamente com a Paraíba. É a dimensão Educação que puxa a média do Estado para baixo, com o IDHM Educação atingindo apenas 0,679, inferior a vários estados do Nordeste.
Na dimensão renda o IDHM de Salvador é de 0,772, inferior ao de Recife, Aracaju e outras capitais. O melhor desempenho da cidade é no IDHM longevidade, no qual Salvador aparece com 0,835.
(Fonte: Site Bahia Econômica)
O site Bahia Notícias do jornalista Samuel Celestino publicou que o deputado estadual João Carlos Bacelar deixou a pasta que ocupava na prefeitura nesta terça-feira (30), sendo substituído pelo ex-deputado federal Jorge Khoury, agora novo Secretário Municipal de Educação.
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Um serviço de mediação criado pelo Inpi começou a funcionar neste mês com o objetivo de solucionar conflitos em disputas de marcas. A medida vai servir para, por exemplo, tentar um acordo quando uma empresa se opõe ao pedido de registro feito por um concorrente. “É uma alternativa sábia para tentar minimizar o tempo de concessão de marcas”, diz a advogada Carla Castello, do Machado Meyer. O Inpi estima que a mediação deva solucionar os casos em até seis meses. Hoje, sem essa possibilidade de acordo, uma disputa pode levar até três anos, diz o advogado Wilson Pinheiro Jabur, do escritório Salusse Marangoni. “O ganho potencial é de tempo, dinheiro e ainda uma solução mais eficaz para os casos”, afirma Jabur. O Inpi diz que deve ampliar o serviço ainda neste semestre para o segmento de patentes. “É uma área mais complexa, mas a mediação é uma tendência que deve ser seguida”, afirma Ana Cristina Müller, do escritório BM&A – Barbosa, Müssnich & Aragão. DEFESA CONTRA CÓPIAS Mesmo com lentidão e burocracia no processo de patentes, especialistas afirmam que o empreendedor deve sempre proteger sua ideia para não correr o risco de ter a invenção copiada. No caso de pequenas empresas, o registro é também fundamental para que o inventor consiga atrair investidores interessados em aplicar recursos no projeto. “Não basta ter uma ideia inovadora ou conceito interessante sem ter a proteção”, diz a advogada Esther Lins Lima, do escritório Demarest. É importante que o pedido a ser entregue ao Inpi seja preparado de forma correta, para não dar brechas, no futuro, a concorrentes que queiram se aproveitar da criação. “Não pode haver falhas, por isso é aconselhável que o empreendedor esteja bem assessorado”, afirma a advogada Carla Castello, do escritório Machado Meyer. Se durante a tramitação do pedido o empresário descobrir que há alguém se utilizando da invenção, deve notificar o concorrente. “Em casos assim, ele pode pedir ao Inpi o aceleramento do processo”, diz Ana Cristina Müller, do escritório BM&A – Barbosa, Müssnich & Aragão.
MERCADO ABERTO MARIA CRISTINA FRIAS – cristinas.frias@uol.com.br
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| Fonte: Folha de S.Paulo |
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Por Adriana Aguiar | De São Paulo A Braskem foi a primeira empresa a conseguir decisão de segunda instância contra uma das 59 ações populares que questionam a validade de julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) a favor de contribuintes. O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região analisou o caso na sexta-feira e manteve a sentença que extinguiu o processo sem análise do mérito. Com a decisão, fica mantido o entendimento do Carf a favor da Braskem. Os conselheiros desconstituíram parte de um crédito tributário (multa isolada) aplicado contra a companhia. Das 59 ações populares, pelo menos 30 foram extintas na primeira instância. Como foram apresentados recursos, os casos serão analisados pelo TRF. No início de fevereiro, o Carf chegou a suspender julgamentos porque a advogada Fernanda Soratto Uliano Rangel havia proposto as ações populares contra decisões favoráveis aos contribuintes. Ela é mulher do ex-procurador da Fazenda Nacional Renato Chagas Rangel, exonerado por improbidade administrativa. Nos processos, a advogada pede que o Carf seja responsabilizado por cancelar autos de infração milionários, muitos deles envolvendo companhias de grande porte, sob a argumentação de que houve lesão ao patrimônio público. Essas decisões, segundo os processos, não respeitariam entendimentos dos tribunais superiores. Na sexta-feira, a 8ª Turma do TRF, ao analisar o tema pela primeira vez, foi unânime ao manter a sentença de primeira instância, que extinguiu a ação sem análise do mérito. De acordo com a relatora, desembargadora Maria do Carmo Cardoso, as decisões do Carf só podem ser revistas no Judiciário caso haja um vício formal, o que não ficou demonstrado no processo contra a Braskem. Para a desembargadora, o Carf é um órgão legítimo, com representantes da Fazenda Nacional e dos contribuintes, e que tem autonomia para interpretar a lei e avaliar a legalidade de autuações fiscais. A companhia foi defendida pelo escritório Pinheiro Neto Advogados. Segundo o advogado Igor Nascimento de Souza, sócio do Souza, Schneider, Pugliese e Sztokfisz Advogados, a decisão do TRF é “justa, coaduna com o princípio da livre convicção dos julgadores e representa um importante precedente para a garantia da segurança jurídica e da eficácia funcional do Carf”. Para Souza, essas ações populares são improcedentes. “Em nenhuma instância, tribunal administrativo ou judicial, um julgador pode ser condenado em razão de uma interpretação que fez acerca da aplicação de uma lei. Mesmo que isso implique redução da arrecadação de tributos”, diz. Ele ainda reforça que as decisões do Carf são colegiadas e públicas. “Assim, nenhum julgador decidiu sozinho e as razões para as decisões foram em todos esses casos absolutamente fundamentadas.” Esse resultado já era esperado, de acordo com o conselheiro Sérgio Presta, já que em nenhum dos casos houve dano ao erário público. “Essa ação não vai prosperar e esse caminho será o de todas as outras”, afirma. Para ele, o assunto está totalmente superado no conselho. O advogado José Renato Pereira Rangel, que assessora Fernanda Soratto Uliano Rangel nas ações populares, informou apenas que deve recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Procurada pelo Valor , a assessoria de imprensa da Braskem informou que, como a decisão ainda não foi publicada, a companhia prefere não comentar o assunto.
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| Fonte: Valor Econômico |
Em entrevista à CBN, Alexandre Paupério afirma: “Não adianta fazer concurso com a estrutura que temos”
Secretário Municipal de Gestão foi entrevistado no CBN Salvador 1ª Edição
Os concursos públicos devem ser realizados mais pra frente, pois a Prefeitura deve passar por reestruturações. “Não adianta fazer concurso com a estrutura que temos. O que combinamos é ao longo do segundo semestre fazermos revisão do Plano de Cargos e Carreiras, e ai planejamos para o ano que vem”, explicou Paupério que disse que as vagas serão para as áreas de saúde e educação.
(Fonte: Correio da Bahia)
A grande celeuma envolvendo a Lei de Reforma Tributária de Salvador sancionada pelo Prefeito no último dia 15 de julho diz respeito ao veto promovido por ele quanto à cobrança do Imposto Sobre Serviços – ISS nas atividades de incorporação imobiliária. O projeto de lei inicial previa tal exação. Emenda n. 23 do Vereador Edvaldo Brito solicitava a supressão do art.72, pela inexistência de jurisprudência dos tribunais, entretanto a Casa Legislativa rejeitou a emenda e restou a previsão legal para tributar às incorporadoras. Ao sancionar a lei, o Chefe do Executivo vetou o artigo aprovado pela maioria dos vereadores e a matéria será novamente apreciada pela Câmara.
O ISS tem como fato gerador a prestação de serviços descritos na lista de serviços da Lei Municipal, que tem como norma fundante a Lei Complementar 116/03. Não consta, contudo, a incorporação no rol elencado pela já citada lei, fato que num primeiro momento pode-se levar ao entendimento da impossibilidade de cobrança por um serviço que não esteja taxativamente descrito. Todavia, deve-se observar a existência ou não dos elementos essenciais: o tomador e o prestador de serviço para caracterização do fato imponível do imposto.
O cerne da questão é que não é possível a cobrança do ISS nas atividades de incorporação quando a construção é feita pelo incorporador em terreno próprio e por sua conta. O STJ assim entendeu ao julgar um recurso da cidade de Natal. “Se a construção é realizada pelo próprio incorporador, não há prestação de serviços a terceiros, mas a si próprio, o que descaracteriza o fato gerador. Os adquirentes das unidades imobiliárias não celebram com o incorporador um contrato de prestação de serviços de construção, mas sim um contrato de compra e venda de um imóvel, a ser entregue construído.”
Incorporação imobiliária é a atividade exercida com o intuito de promover e realizar a construção para alienação total ou parcial de edificações ou conjunto de edificações de unidades autônomas, conforme Lei 4591/64. Devido a sua complexidade, essa atividade atende também aos regimes de construção por administração e de construção por empreitada, mediante celebração de um contrato de prestação de serviços, sendo essas duas modalidades passíveis de incidência do imposto no item 7.02 da Lista de Serviços da LC 116/03. (Execução, por administração, empreitada ou subempreitada de obras de construção civil…)
No caso concreto de Salvador o projeto de lei assim dispunha: “O imposto (ISS) não incide sobre as atividades de incorporação imobiliária quando a construção for feita pelo próprio incorporador em terreno próprio, por sua conta e risco, desde que não haja comercialização das unidades imobiliárias antes da conclusão da obra. Na hipótese de não ser atendida qualquer das condições previstas no caput deste artigo haverá a incidência do imposto.” Traduzindo, o construtor e o incorporador se confundem na mesma pessoa e não podem negociar as unidades na planta de um imóvel construído no seu terreno (não pode ser de terceiros) sob pena de pagar o tributo. Qualquer outra situação diferente da descrita, o incorporador estaria obrigado a pagar o ISS, a maioria dos casos na prática.
O temor da judicialização da matéria e a grande pressão do mercado imobiliário sensibilizaram o Executivo com receio de um maior desaquecimento na economia soteropolitana ao passar a tributar uma atividade até então não tributada. Não se trata de concessão de isenção. Trata-se tão somente de não incidência do imposto. Resta-nos aguardar a decisão dos edis pela manutenção ou não do veto do alcaide.
Karla Borges
(Publicado na Tribuna da Bahia de hoje pag.13)
Cátia Lima, A Tarde
A partir de agora, comerciantes podem vender em seus estabelecimentos cartelas Zona Azul para ocupação de vagas de estacionamento ao longo das vias públicas. A medida foi publicada nesta quinta-feira, 25, no Diário Oficial de Salvador por meio da Portaria nº 157/2013, que quebra o monopólio dos guardadores de carro. As empresas interessadas em comercializar as cartelas devem realizar o cadastro na Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador), com a apresentação de documentos, como a cópia do CNPJ e a carteira de identidade dos sócios. Os valores dos talões variam entre R$ 3 (por até duas horas de estacionamento) e R$ 9 (com permanência de até 12 horas na vaga). Os distribuidores e varejistas terão descontos na compra dos talões. Nas aquisições de até 49 talões por mês, o vendedor terá 15% de descontos e, acima de 250 talões por mês, além de 25% de desconto, o vendedor terá um prazo de dez dias para efetuar o pagamento. Leia mais no A Tarde.
(Fonte: Site Política Livre)
Receitas provindas da recuperação da Dívida Ativa e do Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) também registraram altas significativas de 37% e 33% respectivamente.
A receita tributária do município de Manaus fechou o semestre com alta de 17%. Significa dizer que, de janeiro a junho, os cofres municipais arrecadaram mais de R$ 486,4 milhões. As cifras são referentes a receitas de impostos e taxas municipais. Comparado ao mesmo período de 2012, o incremento foi acima de R$ 70 milhões.
Para o secretário Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef), Ulisses Tapajós, os números são satisfatórios e refletem o atual esforço da equipe fazendária. “Estamos trabalhando para aumentar nossa base imobiliária, além de desburocratizar todos os processos, inclusive para abertura de empresas. Essa eficiência sempre refletirá diretamente na receita do Executivo”, afirmou o secretário.
Entre o quadro das receitas próprias do município, a maior arrecadação foi do Imposto Sobre Serviços (ISS), que registrou receita de R$ 266,3 milhões neste primeiro semestre, 7% maior que o ano anterior. Somente em junho, o imposto de serviços arrecadou R$ 36,8 milhões.
Já o Imposto Sobre Propriedade Territorial e Urbana (IPTU), obteve o maior percentual de crescimento deste semestre entre as receitas próprias, 42%, e somou R$ 75,3 milhões. Ulisses Tapajós projeta que, até final do ano, a receita de IPTU chegue a R$ 100 milhões. “Serão R$ 25 milhões a mais se comparado a 2013”, afirmou.
A Taxa de Verificação de Funcionamento Regular, o Alvará, também apresentou evolução nos seus números. Em seis meses, arrecadou R$ 19,2 milhões e já superou em 18% as cifras do mesmo período do ano passado. A estimativa é que a receita referente à Taxa feche o ano com pelo menos R$ 25 milhões.
Em cifras, foram R$ 33,6 milhões provindos da Dívida e R$ 31,9 milhões do imposto de transmissão somente neste semestre.
(Fonte: Acritica.com – Manaus)
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Fernanda Bompan A arrecadação do regime de tributação Simples Nacional cresceu mais do que o dobro do que o recolhimento federal. Enquanto o fisco arrecadou 6,97% a mais de janeiro a junho deste ano ante o mesmo período de 2012, em termos nominais, no Simples, aumentou 16,16% nessa base de comparação, ao passar de R$ 21,984 bilhões para R$ 25,536 bilhões, de acordo com dados da Receita Federal. Cenário
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| Fonte: DCI – SP |

