A recuperação judicial da Tok Stok
| O grupo Toky, dono da Tok&Stok, entrou com um pedido de RJ para tentar se recuperar financeiramente e reorganizar suas dívidas — avaliadas em cerca de R$ 1,1 bilhão. |
| Por que isso importa: A medida da empresa reflete o momento do mercado de consumo com os altos juros. Segundo a empresa, o alto endividamento das famílias e o crédito mais restrito não permitem o consumidor pensar em um sofá novo. |
| Para você que não se lembra, a Tok&Stok, ícone do varejo desde 1978, e a Mobly, que dominava o e-commerce do segmento, se uniram em 2024 no catalógo do grupo Toky. |
| Mas a fusão somou dois problemas em vez de achar uma solução. O grupo herdou uma estrutura pesada em um momento em que o varejo de bens duráveis entrou em uma fase conturbada — com queda de 4% no tamanho do mercado entre 2023 e 2025. |
| Antes de chegar ao tribunal, a companhia já tinha tentado de tudo: fechou 17 lojas, renegociou R$ 339 milhões com bancos e recebeu um aporte de R$ 100 milhões dos sócios. Mesmo assim, não funcionou… |
| O pedido de RJ veio com urgência, com a empresa implorando pela liberação de R$ 77 milhões de vendas no cartão que estão retidos por um banco, afirmando que o bloqueio coloca em risco o salário de mais de 2 mil funcionários. |
| Agora, o grupo entra no famoso stay period— 180 dias de trégua das dívidas — para tentar provar que ainda consegue mobiliar a casa dos brasileiros sem quebrar no meio do caminho. Ontem, as ações da companhia caíram 41%. |
Fonte: The News
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