O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta quinta-feira (23), o julgamento que discute a suposta omissão do Congresso Nacional em regulamentar o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF). O assunto é tratado na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 55. Após a sustentação oral do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), autor da ação, o julgamento foi suspenso e deverá prosseguir na próxima semana.
Para o PSOL, a criação do IGF é essencial para reduzir desigualdades e promover justiça social. “Não se trata de uma penalização aos mais ricos, mas de uma exigência constitucional que visa à concretização de uma política tributária justa e solidária, na qual quem tem maior capacidade contributiva deve contribuir mais”, disse Bruna Amaral.
Segundo a advogada, o IGF poderia arrecadar cerca de R$ 40 bilhões, ao incidir sobre fortunas acima de R$ 10 milhões. Ela disse também que o Brasil tributa grandes patrimônios muito menos que países como França e Estados Unidos. “As pessoas de menor renda acabam pagando mais impostos do que as mais ricas”, afirmou.
Para ela, o argumento de que o imposto estimularia evasão fiscal é insuficiente, uma vez que é papel do legislador formular leis e mecanismos de fiscalização para evitar a sonegação e garantir que contribuintes com maior capacidade econômica cumpram suas obrigações.
Voto contabilizado
O caso já conta com um voto — do ministro Marco Aurélio (aposentado). Antes de deixar o Supremo, ele, que era o relator da ação, reconheceu a omissão do Congresso em editar a lei complementar necessária para instituir o IGF, conforme prevê a Constituição. “Passados 31 anos da previsão constitucional, que venha o imposto”, afirmou em 2021.
Após o voto de Marco Aurélio, o ministro Gilmar Mendes pediu destaque, o que transferiu o julgamento do plenário virtual para o físico. Com o destaque, a análise dos processos recomeça do zero no plenário físico do STF, preservando, porém, os votos de ministros aposentados. Ao assumir a vaga de Marco Aurélio, o ministro André Mendonça herdou a relatoria da ADO 55, mas não vota.
O que dizem as partes
Nos autos, o Congresso afirma não haver omissão sobre o IGF, mencionando vários projetos de lei em tramitação que tratam do assunto. A Câmara informa que um projeto de lei de 2008 já está pronto para ir ao Plenário.
A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestaram contra o pedido do PSOL. Alegam que a previsão constitucional seria facultativa e que a criação do imposto implicaria fuga de investidores.
Fonte: STF
O novo Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), apelidado de “CPF dos imóveis”, promete unificar as informações sobre propriedades em todo o País a partir de 2026. Boatos que circulam nas redes sociais apontam para a criação de um novo tributo. Especialistas detalharam os reais impactos do CIB.
Catia Vita, advogada especializada em Direito Imobiliário, explica o objetivo da criação do cadastro. “Assim como um CPF identifica uma pessoa física, o CIB servirá para identificar cada propriedade, reunindo em um só lugar todas as informações sobre ela: localização, tamanho, titularidade, área construída e uso”, diz. “Esses dados serão integrados entre cartórios, prefeituras e órgãos federais, permitindo que o governo tenha uma visão mais precisa e atualizada do patrimônio imobiliário brasileiro”, completa.
A especialista aponta, no entanto, que o “CPF dos imóveis” não muda as regras de registro, escritura ou herança: “Ele é apenas um cadastro administrativo. A propriedade continua sendo comprovada pelo registro de imóveis, e as transmissões (como compra, doação ou herança) continuam seguindo as regras já conhecidas.”
Eduardo Castano, especialista em mercado imobiliário, diz que a maior inquietação dos clientes é em relação à tributação: “A principal preocupação dos clientes está relacionada à esfera tributária, especialmente ao receio de que o novo cadastro possa resultar em novas formas de tributação ou maior fiscalização.”
Nas últimas semanas, circularam nas redes sociais mensagens afirmando que o Cadastro Imobiliário Brasileiro resultaria na criação de um novo imposto. Por meio de nota, a Receita Federal negou a informação.
“Não existe nenhuma ‘nova regra da Receita’ que ‘eleve IPTU e impostos de heranças’ ou que aumente a tributação sobre aluguéis. O Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), que tem sido apelidado de ‘CPF dos imóveis’, não gera interferência alguma sobre os preços dos aluguéis (seja para o proprietário, seja para o inquilino), muito menos com filhos que moram com os pais (não há nada nesse sentido; essa hipótese não existe, é fake news sem qualquer fundamento ou lógica).”
Ainda segundo a Receita, o cadastro permitirá “relacionar as informações jurídicas dos imóveis com as informações físicas, geográficas, econômicas, ambientais e fiscais disponíveis nos Cadastros Territoriais Multifinalitários urbanos e no Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR)”.
Apesar de não criar um novo tributo, o especialista em Processo Civil e Gestão Jurídica Rafael Verdant destaca que a ferramenta pode impactar no valor do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). “O aumento da transparência e o cruzamento de dados podem levar à revisão das bases de cálculo de tributos já existentes, como o IPTU”, diz.
Catia Vita também alerta que, com o CIB, ficará mais difícil esconder informações. “Na prática, isso significa que será mais complicado omitir dados, por exemplo, sobre aluguéis ou vendas subfaturadas, o que pode aumentar a fiscalização, mas não cria uma nova cobrança”, esclarece.
Ana Carolina Moraes, de 38 anos, advogada e dona de um imóvel no Rio de Janeiro desde 2021, aprova o novo sistema.
“Fica mais fácil verificar se está tudo certo com o imóvel, como a escritura, medidas e matrícula. Não precisa mais efetuar várias pesquisas ou tirar várias certidões em órgãos diferentes e, com esse novo cadastro vai ser possível visualizar todo o histórico e dados do imóvel”, afirma. “Até o momento não tenho preocupações quanto a isso, pois o CIB vai ajudar a evitar fraudes, registros em duplicidade ou conflitantes.”
O Cadastro Imobiliário Brasileiro estava previsto na reforma tributária e foi regulamentado pela Receita Federal em agosto.
Preciso pagar para ter o CIB?
Não é necessário realizar qualquer pagamento para obter o CIB, que será criado automaticamente, sem que o proprietário do imóvel precise fazer qualquer solicitação.
“O número do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) será gerado automaticamente pelo Sinter [Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais], nos termos do art. 4º, parágrafo único, da Lei nº 11.208/2022, sem necessidade de solicitação pelos proprietários e sem qualquer custo para a população”, informa o sócio do escritório Natal & Manssur Advogados Eduardo Natal.
A advogada Catia Vita explica que o dono do imóvel deve ficar atento se a propriedade estiver com informações erradas: “Se o imóvel estiver com dados desatualizados ou irregulares, o proprietário pode precisar corrigir as informações e isso pode gerar algum custo com taxas, cartório ou profissionais técnicos.”
O que muda na prática?
Catia Vita diz que, para os donos de imóveis, a mudança faz com que os dados tenham que estar atualizados. “Será preciso manter as informações do imóvel atualizadas e coerentes com o que consta no registro, na prefeitura e na Receita Federal. Caso haja divergências, o imóvel pode constar como ‘irregular’ no cadastro”, explica.
Já para os compradores, o CIB facilitará a verificação do imóvel sobre a regularização antes da compra. “Isso aumenta a segurança nas transações e ajuda a evitar golpes ou surpresas jurídicas”, pontua a especialista. “O governo e as prefeituras terão acesso a um sistema integrado, o que facilita o planejamento urbano, a fiscalização e o controle de impostos. Isso significa mais transparência e menos espaço para fraudes”, acrescenta.
A proprietária de imóvel Ana Carolina acredita que o cadastro tornará a venda mais segura. “Irá facilitar a venda, será mais rápida e segura, pois os cartórios terão acesso a esse cadastro único e isso reduz a necessidade de tirar várias certidões e informações repetidas como é atualmente”, diz.
Fonte: O Dia
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,55% nesta segunda-feira (27) e fechou aos 146.969 pontos,renovando seu recorde histórico. Até então, o maior fechamento havia ocorrido em 24 de setembro, quando atingiu os 146.492 pontos.
Pela manhã, o índice atingiu a máxima de 147.977 pontos, maior valor intradiário da história. No decorrer do dia, no entanto, perdeu força. O dólar, por sua vez, encerrou a sessão em queda de 0,42%, cotado a R$ 5,3697.
O desempenho positivo dos mercados brasileiros reflete o otimismo dos investidores após o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, ontem, na Malásia. A expectativa de uma possível trégua comercial entre EUA e China também contribuiu para o bom humor.
O presidente Lula afirmou na noite de domingo (26) — manhã de segunda na Malásia — que a reunião com Donald Trump foi “surpreendentemente boa”. A expectativa do petista é de que os dois países resolvam em breve os impasses comerciais.
▶️ O líder americano, por sua vez, afirmou que a reunião com Lula foi “muito boa” e voltou a elogiar o presidente brasileiro. Essa aproximação aumentou o otimismo do mercado sobre uma possível suspensão do tarifaço dos EUA a itens brasileiros — o que favorece a bolsa e o real frente ao dólar.
Fonte:G1
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) propõe a criação de um imposto sobre os super ricos e um imposto corporativo mínimo global para financiar o pagamento de dívidas climáticas. A ideia é que esses recursos sejam destinados principalmente a países de baixa renda e populações vulneráveis.

O estudo Operacionalizando a justiça climática: uma proposta para quantificar e reparar dívidas climáticas foi elaborado pelo pesquisador Rodrigo Fracalossi, que baseia seus cálculos na abordagem de igualdade per capita (EPC), que mede o quanto cada país ultrapassou sua “cota justa” de emissões desde 1990.
“Essa abordagem busca traduzir em números a noção de responsabilização histórica por emissões. Ou seja, é uma forma de operacionalizar a norma da justiça climática, mostrando quem usou mais do que a sua parte justa do espaço atmosférico”, diz Fracalossi. “Os resultados mostram que vários países consumiram muito mais do que seus orçamentos de carbono”.
Para manter o aquecimento global em 1,5 graus Celsius (ºC) acima dos níveis pré-industriais, o mundo pode emitir um total de não mais do que 2,79 trilhões de toneladas de CO₂, de acordo com os cálculos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). As emissões acumuladas até 1989 foram de 1,43 trilhão de toneladas de CO₂. Assim, o orçamento global de carbono restante a partir de 1990 era de 1,36 trilhão de toneladas de CO₂.
Segundo o levantamento, os Estados Unidos são o país com maior dívida climática — cerca de US$ 47,9 trilhões, o equivalente a 326% do orçamento de carbono que lhes caberia. O Brasil, considerando as emissões por desmatamento, já teria consumido 168% de seu limite.
O estudo propõe duas medidas principais para financiar a reparação dessas dívidas:
- Um imposto anual de 2% sobre a fortuna dos bilionários e milionários, que poderia gerar até US$ 390 bilhões por ano.
- A adoção global de um imposto corporativo mínimo de 15% sobre grandes empresas multinacionais, conforme diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômic (OCDE) e do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo. Isso traria mais US$ 192 bilhões anuais em arrecadação.
“A transição climática precisa ser financiada de forma justa, e isso implica cobrar mais de quem mais se beneficiou e continua se beneficiando de economias baseadas em carbono”, analisa o pesquisador.
Os recursos arrecadados poderiam ser usados em projetos de mitigação e adaptação climática, como a expansão de energias renováveis, reflorestamento, infraestrutura resiliente e diversificação agrícola.
Fracalossi ressalta que mecanismos de mercado, como créditos de carbono, podem contribuir, mas não substituem a ação estatal.
“Nem o combate às mudanças climáticas, e muito menos a justiça climática, virá apenas de mecanismos de mercado. Eles podem e devem ser usados, mas não vão solucionar o problema sem ação de governo no sentido da redistribuição de recursos”, diz o pesquisador.
Fonte: Agência Brasil
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, questiona no Supremo Tribunal Federal (STF) a validade de normas da Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros que tratam da estrutura dos quadros de pessoal, regras de promoção e critérios para acesso a postos nessas corporações. A matéria é objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7893, de relatoria do ministro Nunes Marques.
O artigo 15 da Lei Orgânica (Lei 14.751/2023) prevê seis quadros de pessoal para as corporações, como o Quadro de Oficiais Especialistas (QOE), e autoriza a criação de outros, com regras de acesso e promoção. Já o artigo 40 estabelece uma norma de transição do regime jurídico, permitindo que militares estaduais optem, no prazo de 180 dias, por permanecer em seus quadros ou migrar para o QOE.
Segundo o governador, os dispositivos definem aspectos específicos da estrutura dos quadros de pessoal que deveriam ser tratados por legislação estadual. Argumenta que, conforme a Constituição Federal, cabe à União legislar sobre normas gerais de organização das corporações militares estaduais, e aos estados fazer a regulamentação específica sobre estrutura, cargos, promoções e remuneração. Ainda de acordo com o governador, essas previsões geram impactos financeiros, como aumento de remuneração, e violam a autonomia estadual.
Fonte: STF
Pela primeira vez em mais de uma década, a Bahia superou São Paulo e assumiu a liderança nacional em volume de investimentos realizados, de acordo com dados oficiais da Secretaria do Tesouro Nacional (Siconfi) referentes aos primeiros oito meses de 2025.
Entre janeiro e agosto, o governo baiano desembolsou R$ 4,12 bilhões em valores liquidados nas áreas social e de infraestrutura, ficando à frente de São Paulo, que investiu R$ 3,66 bilhões.A marca é histórica, considerando que o orçamento da Bahia é cinco vezes menor que o paulista.
Completam o ranking dos cinco estados que mais investiram o Pará (R$ 3,57 bilhões), Minas Gerais (R$ 3,06 bilhões) e Goiás (R$ 2,88 bilhões).
O governador Jerônimo Rodrigues celebrou o resultado, interpretando os números como um sinal de maior “efetividade na destinação de recursos para atender à população”.
“Isto se traduz nas inúmeras entregas que estamos fazendo na capital e no interior, e significa mais escolas de qualidade, avanços importantes na rede de saúde, mais segurança e melhor infraestrutura em todo o Estado”, afirmou o governador.
Os dados consolidam um período de forte aplicação de recursos no estado. Somando os valores de 2023 e 2024, a Bahia já totaliza R$ 20,2 bilhões em investimentos desde o início da atual gestão, o maior volume já registrado em uma etapa inicial de governo baiano.
O secretário da Fazenda, Manoel Vitório, creditou o desempenho ao planejamento fiscal. Ele destacou o alinhamento entre a contratação de operações de crédito e a pauta de investimentos, o que “assegura os recursos necessários para a manutenção do ritmo forte”.
Além disso, ressaltou que, apesar do volume recorde, a Bahia mantém o equilíbrio das contas públicas, com a dívida em baixo patamar. A relação entre a dívida líquida e a receita corrente líquida do estado recuou de 37% em janeiro para 33% em agosto de 2025.
Fonte: Jornal A Tarde
Kuala Lumpur, 26/10/2025 – Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniram neste domingo, dia 26, na Malásia, para discutir a crise política entre os governos e o tarifaço sobre as exportações brasileiras.
O encontro começou às 15h30, horário local, no Centro de Convenções de Kuala Lumpur (KLCC). Os dois governos confirmaram a realização da conversa, em paralelo à Cúpula de Líderes da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático).
Questionado no início se poderia rever o tarifaço sobre o Brasil ainda neste domingo, Trump disse que estavam abertos a “avançar rápido” nesta discussão.
Trump negou que sejam injustas as razões para aplicar o tarifaço ao Brasil, como defende o governo brasileiro. “Não, acho que tudo é justo. Temos muito respeito pelo seu presidente e pelo Brasil. Provavelmente faremos alguns acordos”, respondeu Trump. “Eles podem oferecer muita coisa, e nós podemos oferecer muita coisa”
“É uma grande honra estar com o presidente do Brasil. É um país grande e bonito e vai muito bem. Acho que seremos capazes de fazer alguns bons acordos para os dois países. Vou deixar isso para Jamieson, Scott e Marco”, disse Trump. “Vamos acabar tendo uma relação muito boa, sempre tivemos.”
Trump desconversou quando questionado sobre quais eram as condições que o fariam reduzir as tarifas ao Brasil: “Vamos discutir por um tempo e provavelmente chegaremos a uma conclusão muito rapidamente”.
Ele negou ter interesse em falar sobre a crise na Venezuela, a não ser que Lula desejasse pautar o asssunto. Questionado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Trump afirmou apenas que “sempre gostou dele” e que se entristeceu com a condenação por golpe de Estado.
“Eu sempre gostei dele, fiquei muito mal com o que aconteceu com ele”, respondeu o americano, sem dizer se desejava tratar do tema.
O Estadão quesitonou se Trump estava preocupado a relação privilegiada do Brasil com a China, principal parceiro comercial do País e rival dos EUA, mas Trump disse apenas que vai se reunir com a China depois.
“Acho que teremos um acordo com a China. Vou me reunir com o presidente Xi na Coreia do Sul. Eles querem fazer um acordo e nós queremos fazer um acordo. Vamos nos encontrar depois na China e nos EUA em Mar-a-Lago, Palm Beach. Tivemos muitas conversas antes de nos reunir, tivemos conversas com o Brasil. Acho que terminaremos com um bom acordo para os dois países, com a China isso vai acontecer. As pessoas parecem estar muito interessadas na China, acho que teremos uma reunião muito justa com a China.”
Lula afirmou que tinha uma pauta por escrito para entregar a Trump. Ele mostrou a pasta e disse que deixaria a cópia com o americano.
A conversa com jornalistas ocorreu antes de a discussão entre eles começar. Aparentemente desconfortável com a situação, o petista pediu que a imprensa fosse retirada da sala, para que não perdessem tempo de negociação. Trump concordou e reclamou que as perguntas estavam entendiantes.
“A imprensa vai ter boas notícias assim que acabar a reunião. Antes, são só suposições. O Brasil tem interesse em ter uma relação extraordinária com os EUA, como temos há 201 anos. Não há nenhuma razão para desavença entre Brasil e EUA”, afirmou o petista. “Quando dois presidentes sentam na mesa, cada um coloca os seus problemas, a tendência natural é encaminhar para um acordo. Antes de vir aqui eu disse que estava muito otimista com a possibilidade para avançarmos para ter uma relação mais civilizada com os EUA e pretendemos manter.”
Em princípio, participariam da reunião apenas Lula e Trump e assessores diretos, além de intérpretes. Após o fim do encontro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deverá se pronunciar a respeito da conversa, conforme o Palácio do Planalto.
Na sala 410, Trump estava acompanhado de Marco Rubio (secretário de Estado), Scott Bessent (secretário do Tesouro) e Jamieson Greer (USTR). Com Lula, participaram o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores), o embaixador Audo Faleiro (Assessoria Especial) e o secretário-executivo Márcio Elias Rosa (MDIC).
Antes da conversa, Trump chegou a dizer que poderia baixar o tarifaço de 50% sobre a pauta de exportações brasileira, sob certas condições. Lula disse que um acordo amplo talvez não fosse atingido agora.
Fonte: Broadcast por Felipe Frazão
| Com uma dívida pública de € 3,3 trilhões, o equivalente a 114% do PIB, a França busca novas fontes de receita. |
| Para isso, está considerando uma medida polêmica: taxar seus cidadãos mesmo depois que eles deixam o país. |
| O projeto criaria um “imposto universal direcionado” que obrigaria franceses de alta renda a continuar pagando tributos por até 10 anos após a mudança para o exterior. |
| A regra atingiria quem ganha mais de € 235 mil por ano e se muda para países com carga tributária pelo menos 40% menor que a francesa. |
| A proposta é liderada pela ala de esquerda, que busca aumentar a arrecadação e frear cortes de gastos em meio à crise fiscal. Contudo, ainda precisa passar pela Assembleia Nacional, onde enfrenta forte resistência da direita e dos aliados de Macron. |
| A ideia foi inspirada lá na terra do Tio Sam. Nos EUA, a tributação é feita com base na cidadania, e não na residência. Ou seja, mesmo que viva em outro país, o americano continua devendo impostos ao governo. |
| Outras propostas estão na mesa |
| Um projeto que também está em debate é o “imposto Zucman”, que cobraria uma alíquota anual de 2% sobre fortunas acima de € 100 milhões, incluindo ações, empresas e ganhos não realizados. |
| Estimativas apontam que a medida poderia render até € 20 bilhões por ano — embora críticos digam que a medida apenas afastaria os mais ricos do país. Aí que entra o conceito de taxar onde quer que os franceses estejam. |
Fonte: The News
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (25) que se reunirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Cúpula da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), que ocorre na Malásia. A informação foi divulgada pela CNN Brasil, com base em declarações dadas por Trump a bordo do Air Force One, em voo rumo ao país asiático.
Segundo o líder norte-americano, a possível redução das tarifas de importação sobre produtos brasileiros dependerá de “circunstâncias corretas”. A reunião entre os dois chefes de Estado está prevista para este domingo (26), à margem do evento, e deve abordar temas delicados da relação bilateral — entre eles, o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e as sanções impostas a autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e servidores vinculados ao programa Mais Médicos.
Antes da declaração de Trump, nem a Casa Branca nem o governo brasileiro haviam confirmado oficialmente o encontro. A confirmação feita pelo presidente americano reforça a expectativa de um diálogo direto entre Washington e Brasília sobre questões econômicas e diplomáticas que têm gerado tensão nas últimas semanas.
O encontro ocorre em um momento em que o governo brasileiro busca ampliar a cooperação internacional e reduzir barreiras comerciais impostas aos seus produtos, especialmente no setor agrícola. Para o Itamaraty, uma eventual flexibilização das tarifas seria um passo importante para readequar as relações econômicas entre os dois países.
Fonte: Revista Piaui
Durante o período de estiagem, a navegação pelos rios amazônicos se torna um dos maiores desafios para o transporte de combustíveis e suprimentos. Pensando nisso, a Marinha do Brasil e a Petrobras firmaram um acordo de cooperação técnica para reforçar a segurança da navegação na região.

A assinatura do acordo aconteceu no Comando do 9º Distrito Naval, em Manaus. O documento prevê o apoio técnico da Marinha do Brasil na coleta de dados e na identificação de trechos críticos à navegação durante o período de seca.
O comandante do 9º Distrito Naval, vice-almirante Lampert, relata que a parceria permite uma navegação mais segura nos rios do Amazonas:
“É uma navegação que precisa ser segura e precisa. Nesse aspecto, é importante a Marinha, como autoridade marítima, firmar essa parceria com a Petrobras, especialmente no período da seca. Existem alguns trechos mais complexos, e não podemos imaginar uma interrupção no fluxo de energia e ativos energéticos, não só para Manaus, mas para toda a Amazônia. Essa parceria traz benefícios diretos para a sociedade.”
Ele ressalta ainda que o acordo garante o acompanhamento de embarcações da Marinha em áreas de risco, guiando comboios e navios de transporte de combustíveis por rotas mais seguras. A iniciativa reforça o compromisso das instituições em enfrentar os desafios da estiagem, garantindo o abastecimento e a segurança da navegação nos rios amazônicos.
“O acordo reforça uma parceria tradicional que a Marinha do Brasil mantém com a Petrobras. A Petrobras atua na exploração e produção de petróleo tanto na área offshore, no mar, quanto aqui no Amazonas, em Urucu e no Terminal Solimões. Sabemos que os ativos de gás natural, gás liquefeito e petróleo desses terminais suprem grande parte da Amazônia.”
O gerente-executivo de Logística da Petrobras, Joselito Guerra de Andrade Câmara, destaca o objetivo da parceria:
“A Petrobras entrou com recursos para ajudar a Marinha a cumprir sua missão de manter a segurança da navegação na Amazônia. Esse foi o principal objetivo: proteger a população amazônica como um todo.”
Joselito Guerra ressalta ainda que a cooperação técnica representa um marco para a logística e a segurança da navegação na região, unindo esforços para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e manter o fluxo de suprimentos essenciais à população.
“Nós começamos a adotar ações práticas no dia a dia para evitar o desabastecimento de Manaus — tanto de gás natural, usado na geração de energia, quanto de gás de cozinha, fundamental para as famílias.”
Apesar do período de seca enfrentado neste ano, o comandante Lampert afirmou que a estiagem está mais moderada do que nos dois últimos anos:
“Particularmente, este ano estamos tendo uma estiagem mais leve em relação ao ano passado, mas ainda existem pontos sensíveis à navegação. Procuramos identificar esses locais e repassar as informações à Petrobras, indicando os melhores caminhos para garantir o fluxo de insumos e combustíveis para Manaus e toda a Amazônia.”
Fonte: Agência Brasil

