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Quase 50% de exportações brasileiras aos EUA não serão tarifadas, diz MDIC

26 de fevereiro de 2026

Aproximadamente metade das exportações brasileiras aos Estados Unidos não serão tarifadas após a revogação dos aumentos de tarifas de importação pela Suprema Corte estadunidense, segundo levantamento do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços)

O que aconteceu

Governo diz que quase metade de exportações brasileiras aos Estados Unidos escapa de tarifaço. O MIDC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontou que o correspondente a quase 50% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano não serão tarifadas. A conclusão está em uma nota sobre o impacto para o Brasil do fim do tarifaço e a imposição da tarifa global de 10% após decisão da Suprema Corte que considerou ilegal o aumento das tarifas decidido pelo presidente Donald Trump ano passado.

Queda de tarifaço retirou taxas de 46% das exportações. Segundo a pasta, o equivalente a US$ 17,5 bilhões) das vendas brasileiras para os Estados Unidos em 2025 passam a não contar com nenhuma tarifa adicional, em razão das exceções previstas na medida publicada na sexta-feira (20). Nessa análise já são desconsideradas eventuais sobreposições com as exportações alcançadas pela Seção 232, que faz parte da Lei de Expansão Comercial de 1962 e que possibilita a imposição de tarifas por razões de segurança nacional, com base em investigação do Departamento de Comércio Americano.

Antes das alterações recentes, aproximadamente 22% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano estavam sujeitas a tarifas adicionais de 40% ou 50%. Com as novas Ordens Executivas, estimativas do governo brasileiro indicam que, desconsideradas eventuais sobreposições com exportações alcançadas pela Seção 232, cerca de 25% (US$ 9,3 bilhões) das exportações brasileiras para os Estados Unidos passam a ser alcançados pelas tarifas de 10% (ou 15%).

Casa Branca confirmou a imposição de uma tarifa global de 10% sobre as importações, válida de forma temporária. A medida foi adotada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 e, segundo o governo americano, busca enfrentar problemas fundamentais no balanço de pagamentos” do país, após revés da gestão republicana na Suprema Corte na semana passada.

Presidente americano, Donald Trump, havia indicado que a tarifa poderia chegar a 15%. A Casa Branca, porém, confirmou a publicação da sobretaxa em 10%. Pela Seção 122, o presidente está autorizado a impor tarifa temporária de até 15% por um período máximo de 150 dias – salvo extensão pelo Congresso.

Fonte: uol

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