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A contradição do capital estrangeiro no Brasil

17 de janeiro de 2026
O investidor estrangeiro vive uma relação curiosa com o Brasil — quase um vai e voltafinanceiro. 
Olhando só para a Bolsaa história é positiva. No ano passado, estrangeiros colocaram R$ 27 bilhões em ações brasileiras. O apetite segue em alta para 2026, com R$ 750 milhões aportados só na primeira semana do ano. 
Mas existe o outro lado da moeda. Quando olhamos o fluxo cambial, que inclui não só Bolsa, mas também remessas de lucros, dividendos, investimentos diretos e movimentações de empresas e bancos, o sinal é de alerta. Em 2025, o Brasil registrou saída líquida de US$ 33,3 bilhões, a segunda maior da série histórica, iniciada em 1982. (Imagem: Invest News) 
Tá, mas o que explica esse movimento?
O principal gatilho foi a tributação de dividendos. A nova regra — 10% sobre valores acima de R$ 50 mil por mês — levou empresas a anteciparem pagamentos e investidores, brasileiros e estrangeiros, a enviarem recursos ao exterior antes da virada do ano. 
Na prática, o Brasil continua atraente para quem quer retorno em ações — prova disso é o Ibovespa, que subiu 34% em 2025. Mas, quando o assunto é previsibilidade fiscal e segurança regulatória, o capital ainda prefere manter um pé fora do país.

Fonte: The News

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