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Prefeitura não sabe quando cobrará o IPTU, mas ele virá mais caro

14 de janeiro de 2026

O teresinense não sabe o dia nem quanto vai pagar de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2026. 

Mas o que é IPTU?

É uma das principais fontes de arrecadação dos municípios e que deveria retornar em melhorias visíveis para a cidade, como infraestrutura urbana, saúde, educação e segurança.

O IPTU é um tributo municipal cobrado sobre a propriedade de imóveis urbanos. Todos os proprietários de imóveis, sejam residenciais, comerciais ou terrenos, são obrigados a pagar o imposto. Inquilinos só pagam se houver acordo contratual com o proprietário.

O cálculo do IPTU é feito com base no valor venal do imóvel, definido pela Prefeitura, multiplicado pela alíquota estabelecida para cada tipo de imóvel. A alíquota e o valor venal podem variar conforme a localização, o tamanho e o uso do imóvel.

E como está a situação de Teresina? 

A Prefeitura de Teresina e o prefeito Silvio Mendes se preparam para impor um reajuste do IPTU da capital a partir de 2026, mas a gestão municipal demonstra, neste início de ano, uma preocupante incapacidade administrativa: até agora, em pleno mês de janeiro, o IPTU sequer foi devidamente homologado. O fato escancara o descompasso entre o discurso de modernização tributária e a realidade da gestão fiscal do município.

Sancionada no final do ano passado, a Lei Complementar nº 6.166/2024 promoveu alterações significativas nos critérios de cálculo do IPTU, ao atualizar o valor venal dos imóveis com base nos preços de mercado. Com isso, cerca de 150 mil contribuintes deverão ter aumento no imposto. A arrecadação bruta do IPTU, segundo a Secretaria Municipal de Finanças (SEMF), em declarações à imprensa local, deve saltar de R$ 180 milhões, em 2025, para aproximadamente R$ 280 milhões em 2026.

Apesar da urgência do tema, a SEMF admite que o IPTU de 2026 ainda está em fase de homologação, alegando que as informações técnicas estão “em consolidação”. A justificativa reforça a sensação de improviso e falta de planejamento que marca a gestão de Silvio Mendes.

Fonte: Revista Piauí

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