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Gestão de carros elétricos

28 de agosto de 2025

A paridade de preço com veículos a combustão será alcançada globalmente antes de 2030, impulsionada pela queda drástica no custo das baterias (que devem cair abaixo de $70/kWh) e pelas economias de escala. A infraestrutura de carregamento deixará de ser um entrave, com soluções de carregamento ultrarrápido (sub-10 minutos) se tornando comuns em corredores urbanos e rodoviários. A gestão da cadeia de suprimentos, particularmente para lítio, níquel e cobalto, será o maior desafio operacional, acelerando a inovação em reciclagem e baterias de estado sólido. O VEÍCULO transcenderá seu papel de meio de transporte para se tornar um ativo energético móvel. A tecnologia Vehicle-to-Grid (V2G) permitirá que as frotas de VEs atuem como uma rede de armazenamento de energia distribuída, estabilizando a rede elétrica e gerando receita para seus proprietários. A integração com energias renováveis será simbiótica: os VEs serão carregados majoritariamente por fontes solar e eólica. Neste período, a autonomia se tornará um não-problema, com a maioria dos veículos oferecendo mais de 800 km por carga e a recarga por indução em vias públicas. DESTAQUES: 1. Tesla (EUA): Mais do que uma montadora, a Tesla é uma arquiteta de ecossistemas. Sua vantagem crítica reside na integração vertical: software proprietário, superredes de carregamento (Supercharger), e a maior produção de baterias do mundo (com a Gigafactory). Sua liderança em inteligência artificial para autonomia a posiciona como uma força central na fase 3. 2. BYD (China): A gigante chinesa é a maior produtora global de VEs e uma potência em baterias. Sua estratégia vai dos veículos de passageiros aos ônibus, caminhões e monotrilhos elétricos. Seu domínio na cadeia de valor das baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), mais seguras e baratas, foi decisivo para democratizar os VEs globalmente. 3. Northvolt (Suécia): Representante da nova e crítica indústria de baterias europeia. Fundada por ex-executivos da Tesla, sua missão é produzir as “baterias mais verdes do mundo”, com alto uso de energia renovável e ambição de 50% de materiais reciclados até 2030. É uma peça-chave na estratégia de soberania energética e industrial da UE. 4. Rivian (EUA): Destaque por ter validado e dominado um nicho de mercado específico: veículos elétricos “aventureiros” (pickups e SUVs). Sua abordagem focada no design, na experiência do usuário ao ar livre e em serviços como manutenção móvel mostra como a inovação não está apenas na tecnologia, mas também no modelo de negócio e no marketing. 5. XPeng (China): Uma das líderes mais agressivas em tecnologia de assistência ao condutor (ADAS) e voo vertical. Investimento massivo em software de autonomia, integração IA e no desenvolvimento de Veículos Voadores Elétricos de Decolagem e Pouso Vertical (eVTOLs) a posiciona na vanguarda da convergência entre mobilidade terrestre e aérea, um horizonte claro pós-2030.

Fonte: Publicação de Jorge Silva Júnior

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