Salvador tem o quarto maior déficit das capitais, aponta Tesouro Nacional
Os dados do Siconfi (Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro), números que são declarados pelas administrações municipais ao Tesouro Nacional a cada 2 meses, atestam que as contas públicas de 15 capitais brasileiras pioraram em 2023 em relação a 2019 –o último ano sem os efeitos da pandemia antes das eleições de 2020. Dessas cidades, 8 transformaram os superavits em deficits na comparação entre os anos. São Paulo, a maior cidade do país, teve uma das maiores reversões e o maior valor negativo acumulado: R$ 7,97 bilhões no fim do ano passado, seguida pelo Rio de Janeiro, Belém e Salvador.
Salvador já havia registrado um déficit de 41,9 milhões em 2019, e o valor negativo ficou mais de dez vezes maior em 2023, tendo o déficit aumentado para 460 milhões, conforme pode ser demonstrado no gráfico abaixo.

O resultado primário nominal é a diferença entre as receitas e as despesas de uma determinada administração. Não considera os juros da dívida. O indicador sinaliza a capacidade de investimentos em uma cidade com uma menor necessidade de contração de dívidas. Se o número estiver negativo, significa que houve deficit (rombo). Se for positivo, superavit. Das 11 capitais que apresentaram melhora nas contas públicas, 3 saíram do deficit foram ao superavit: Natal, Campo Grande e Florianópolis. O saldo positivo aumentou em outras 6 cidades. O rombo diminuiu em duas.
Ainda que os números sejam oficiais e a cidade de Salvador continue apresentando déficit em 2023, os dados divulgados pela Secretaria Municipal da Fazenda em audiência pública não retrataram o enorme rombo promovido nas contas da capital baiana.

